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Pregações

Por Que DEUS PERMITE o DIABO NOS TENTAR? - Padre José Augusto

Por Padre José Augusto 24:27

Resumo editorial

Por que Deus permite que o ser humano seja tentado? Nesta pregação, Padre José Augusto aborda a liberdade humana, a tentação, a fidelidade a Deus, o exemplo de Jó, o julgamento, a salvação e a esperança da vida eterna. A reflexão destaca que, diante da tentação, cada pessoa continua responsável por suas escolhas e é chamada a buscar uma vida de conversão e fidelidade a Deus.

Sobre esta mensagem

Por que Deus não simplesmente elimina toda tentação? Nesta pregação, Padre José Augusto parte do relato da criação no livro do Gênesis e chega às imagens do Apocalipse para refletir sobre liberdade, pecado, tentação e vida eterna. Segundo a reflexão apresentada pelo sacerdote, Deus criou o ser humano livre. Essa liberdade significa que a resposta de amor e fidelidade a Deus não acontece de maneira automática: cada pessoa precisa escolher. É nesse contexto que Padre José Augusto explica a presença da tentação. Para ilustrar essa ideia, ele recorda a história de Jó. No relato bíblico, Jó passa por grandes provações e, mesmo diante do sofrimento, procura permanecer fiel a Deus. Para o pregador, essa passagem ajuda a compreender que a tentação pode se tornar um momento em que a pessoa demonstra, por suas escolhas, a quem deseja permanecer fiel. O sacerdote também lembra a advertência bíblica sobre o adversário que procura uma oportunidade para afastar o ser humano de Deus. Entretanto, ele ressalta que isso não elimina a responsabilidade pessoal. A tentação pode existir, mas a decisão continua pertencendo à pessoa. A pregação então amplia a reflexão para uma questão ainda maior: o destino eterno do ser humano. Padre José Augusto relaciona o início da Bíblia, com a criação narrada no Gênesis, ao final apresentado no Apocalipse. O paraíso terrestre perdido pela desobediência dá lugar à esperança da vida eterna junto de Deus. Nesse caminho, Cristo ocupa o centro da mensagem cristã. Segundo a reflexão, por meio de sua morte e ressurreição, Jesus abre ao ser humano a esperança do céu. Mas o sacerdote faz também um forte alerta contra a presunção espiritual. Para ele, o cristão não deve viver simplesmente declarando-se salvo enquanto ignora seus próprios pecados, julga outras pessoas ou abandona a busca pela conversão. A atitude proposta é diferente: reconhecer as próprias fraquezas, pedir misericórdia, evitar julgar a condenação individual de outras pessoas e procurar viver de acordo com os mandamentos. Padre José Augusto enfatiza que somente Deus conhece plenamente a consciência, as intenções e a história de cada pessoa. Por isso, a preocupação principal do cristão não deveria ser determinar quem será condenado, mas perguntar a si mesmo se está realmente buscando uma vida de santidade. A mensagem final é um chamado à vigilância. A vida presente é passageira. A tentação existe. As escolhas possuem consequências. E, segundo a fé apresentada na pregação, a resposta deve ser uma vida orientada para Deus, marcada por conversão, misericórdia, fidelidade e amor ao próximo.
Transcrição
Hoje Jesus está dizendo que tudo vai desaparecer. Tudo que nós vemos com os nossos olhos. O livro do Gênesis começa com Deus criando tudo: faça-se o céu, faça-se a terra, faça-se o mar, façam-se todos os animais. No final, Ele cria o homem, abençoa o homem e diz: crescei e multiplicai-vos. E o livro do Apocalipse termina dizendo: eu vi uma multidão no céu. É um novo céu e uma nova terra. Então veja: o paraíso foi criado para ser eterno. O paraíso terrestre foi criado para que nós vivêssemos eternamente lá. Infelizmente, desobedecemos. Deus disse que nós poderíamos desfrutar de tudo que o paraíso tinha. Só não podíamos comer do fruto daquela árvore do conhecimento do bem e do mal, porque senão iríamos morrer. Então Deus dá um limite. Nós somos livres para querermos uma vida eterna ou uma vida passageira. Deus coloca a responsabilidade na nossa mão: morrermos ou vivermos para sempre. Não coma do fruto daquela árvore, porque senão vocês vão morrer. A serpente maligna, que na verdade é Satanás, perdeu a possibilidade de viver eternamente com Deus. Foi expulso porque quis ser mais do que Deus. Deus poderia ter exterminado Satanás, feito desaparecer, mas colocou-o em um devido lugar, que se chama inferno. O inverso do céu é o inferno. Céu: alegria para sempre. Inferno: tristeza para sempre. Inferno: sofrimento eterno. Céu: nenhum sofrimento. E agora, diante de um mistério que nós não conseguimos entender, Deus dá permissão para o diabo nos tentar. É na tentação que nós vamos dar uma resposta para Deus se queremos fazer a vontade de Deus ou não. Lembremos do livro de Jó. Deus mostra seu servo Jó e Satanás questiona sua fidelidade. Deus permite a provação, mas coloca um limite: não tocar em sua vida. E Satanás ficou decepcionado porque realmente Jó foi fiel. E nem nisso Jó pecou. Se Deus deu, Deus tirou. Louvado seja o nome de Deus. Deus é quem sabe. Quem sou eu para questionar Deus? Satanás fica vinte e quatro horas fazendo o possível para que eu desobedeça a Deus. Eu falo de mim para você entender que é você também. Pedro diz que ele está ao nosso redor procurando uma situação para nos pegar. Não vamos ficar brigando ou desafiando o demônio. Nossa preocupação deve ser a fidelidade a Deus, porque tudo isso vai passar. Quando se fala de novo céu e nova terra, estamos falando da esperança do céu. Uma vez que desprezamos, entre aspas, o paraíso terrestre, agora Deus quer que nós moremos com Ele no céu. Já que não deu certo cá embaixo, vamos ficar com Ele lá em cima, no lugar onde Ele vive, e vamos viver a vida com Deus. Nós não somos merecedores disso, mas Deus é tão bom em sua infinita misericórdia, Ele nos ama tanto, que nos quer lá. Ele manda o Filho. O Filho morre na cruz e abre a porta do céu, porque a do paraíso terrestre foi fechada. Agora quem decide somos nós, de ir ou não. O demônio nos tenta, nós temos nossas fraquezas, mas há coisas que fazemos porque queremos. O demônio tenta e nós decidimos se queremos ou não. Tudo está nas nossas mãos. No livro do Apocalipse vemos o julgamento e o livro da vida. Nesse livro está escrito aquilo que fizemos e também o bem que deveríamos fazer e não fizemos. Quando os discípulos voltaram da missão dizendo a Jesus que até os demônios se submetiam a eles, Jesus disse para não se alegrarem por isso, mas porque seus nomes estavam escritos no céu. Já pensou chegar diante daquela lista e o nosso nome não estar lá porque não soubemos usar nossa vida aqui? Deveríamos amar a Deus de todo o coração, servi-Lo de todo o coração, amar o irmão e fazer o bem. O tempo é muito curto diante de uma eternidade sem fim. Começa-se com este mundo terreno e termina-se com o mundo celestial. Começa com a criação, no Gênesis, e termina com aqueles que foram fiéis a Deus diante do trono. Você quer isso ou não quer? Então, se você quer e eu também, vamos mudar de vida. Vamos fazer o que Deus nos pede. Não vamos andar neste mundo achando que existe somente esta vida. O homem pode dizer que Deus não existe, que o inferno não existe ou que o céu não existe. Isso não muda a realidade daquilo em que acreditamos. Nós precisamos rezar pela nossa salvação. Nós, católicos, não podemos cair na presunção de achar que já estamos salvos. Temos sempre que bater no peito, pedir perdão a Deus e misericórdia. Eu não me julgo salvo, mas sei que Jesus me salvou. Sei que existem coisas na minha vida que somente Deus conhece. Quando eu fechar meus olhos, irei diante de Deus. É Deus quem diz se estou salvo ou não. Não é outra pessoa. Também não posso olhar para alguém e afirmar pessoalmente que aquela pessoa está no inferno. Posso falar de modo geral sobre atitudes contrárias aos mandamentos e alertar para suas consequências, mas não conheço o julgamento final de uma pessoa. Ela pode se converter até no último momento. Por isso, vamos todos bater no peito e dizer: Senhor, piedade. Quando fecharmos os olhos e passarmos desta vida para outra, quem decide é Deus. O que eu tenho que fazer é procurar levar uma vida santa. Meu Deus, que o meu nome esteja escrito no livro da vida. Não pela presunção ou pelo orgulho, mas buscando a misericórdia de Deus. Prefiro morrer sem falar mal dos outros do que morrer falando mal. Fique em paz.
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