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Namoro e Casamento

O LUGAR dos ADÚLTEROS Será o INFERNO - Padre José Augusto

Por Padre José Augusto 32:15

Resumo editorial

O que a fé católica ensina sobre adultério, fidelidade e casamento? Partindo do martírio de São João Batista e de sua denúncia da união de Herodes com Herodíades, Padre José Augusto apresenta uma forte reflexão sobre matrimônio, infidelidade, relacionamentos nas redes sociais, separação, castidade e conversão. O sacerdote defende a indissolubilidade matrimonial e alerta os casais para situações que podem destruir progressivamente a fidelidade prometida no altar.

Sobre esta mensagem

## O que São João Batista ensina sobre adultério? Nesta pregação, Padre José Augusto parte de um dos episódios mais conhecidos da vida de São João Batista: seu confronto com Herodes. Herodes havia se unido a Herodíades, mulher de seu irmão. João não permanece em silêncio. Ele afirma: “Não te é permitido ficar com a mulher do teu irmão.” Essa denúncia provoca a perseguição que culminaria na morte de João Batista. Para Padre José Augusto, existe uma mensagem particularmente atual nesse episódio: existem verdades difíceis de anunciar, principalmente quando envolvem casamento, separação, fidelidade e sexualidade. ### Por que João Batista enfrentou Herodes? João poderia ter permanecido em silêncio. Entretanto, segundo a reflexão apresentada, sua missão exigia que dissesse aquilo que acreditava ser a vontade de Deus. Padre José Augusto utiliza esse episódio para falar também da responsabilidade dos sacerdotes. Segundo ele, amizade, conveniência ou medo de criar conflitos não deveriam impedir a orientação espiritual de pessoas que vivem situações consideradas incompatíveis com o ensinamento católico. ### “O matrimônio seja honrado por todos” A pregação também recorre ao capítulo 13 da Carta aos Hebreus: “Que o matrimônio seja honrado por todos e o leito conjugal sem mancha.” Padre José Augusto apresenta o casamento como uma realidade profundamente séria dentro da fé católica. Para o sacerdote, não se trata apenas de um contrato entre duas pessoas. O matrimônio sacramental envolve uma promessa de amor e fidelidade realizada diante de Deus. É justamente por causa dessa promessa que o adultério recebe uma avaliação moral tão grave dentro da mensagem apresentada. ### O adultério pode começar antes do contato físico Um dos pontos mais atuais da pregação está relacionado às redes sociais. Padre José Augusto alerta que uma infidelidade pode começar muito antes de um encontro físico. Conversas escondidas, mensagens afetivas, flertes, troca de intimidade e relacionamentos secretos pela internet podem criar progressivamente uma ligação emocional com outra pessoa. O sacerdote relaciona isso às palavras de Jesus sobre o adultério do coração. A recomendação apresentada é interromper o processo antes que ele avance. Se existe alguma dificuldade dentro do casamento, a solução deveria ser enfrentar o problema no próprio relacionamento, procurar diálogo e, quando necessário, buscar orientação. ### Quando a conversa virtual vira encontro A segunda situação abordada é a passagem do relacionamento escondido na internet para encontros presenciais. Padre José Augusto descreve o processo como uma escalada. Primeiro aparecem mensagens. Depois cresce a expectativa pela resposta da outra pessoa. A atenção que deveria estar direcionada ao cônjuge passa gradualmente para alguém de fora do casamento. Finalmente aparecem os encontros escondidos. Para o sacerdote, esse processo precisa ser interrompido o quanto antes. ### Um casamento em crise precisa ser tratado A mensagem não afirma que todos os casamentos estejam funcionando perfeitamente. Pelo contrário. Padre José Augusto reconhece que podem existir problemas graves entre marido e mulher. Entretanto, sua orientação é que essas dificuldades sejam enfrentadas diretamente. A existência de uma crise matrimonial não transforma automaticamente uma relação extraconjugal em solução. Na perspectiva apresentada, é necessário buscar diálogo, orientação e os caminhos oferecidos pela Igreja. ### E quando existe um casamento anterior? Outro tema importante é a situação de pessoas que tiveram um casamento religioso, separaram-se e posteriormente iniciaram uma nova união. Padre José Augusto menciona o Tribunal Eclesiástico. Dentro da Igreja Católica, a investigação de nulidade matrimonial procura determinar se um casamento válido realmente chegou a existir desde o início. Não se trata simplesmente de um “divórcio católico”. O sacerdote alerta que a existência de dificuldades no primeiro casamento, por si só, não significa automaticamente que aquele vínculo seja nulo. ### Preparar-se para casar é também falar sobre fidelidade Padre José Augusto relata ainda uma conversa com um jovem casal que se preparava para o casamento. Durante o acompanhamento, perguntou como reagiriam caso algum dia enfrentassem uma infidelidade. A intenção da pergunta era mostrar que casamento exige decisões anteriores às crises. O casal precisa compreender o significado da promessa que pretende assumir. Na visão apresentada pelo sacerdote, preparação matrimonial não deveria limitar-se à organização da cerimônia. É também preparação para fidelidade, perdão, sexualidade, filhos, conflitos e perseverança. ### O perigo de normalizar a infidelidade A pregação também critica situações nas quais marido e mulher, de comum acordo, introduzem outras pessoas na relação sexual. Para Padre José Augusto, o consentimento entre os envolvidos não elimina o conflito com a compreensão católica de fidelidade matrimonial. A promessa realizada no casamento continua sendo de exclusividade entre os cônjuges. ### Falar com caridade não significa permanecer em silêncio Na parte final, Padre José Augusto dirige sua reflexão também aos missionários e amigos de pessoas que vivem situações consideradas irregulares pela Igreja. Segundo ele, existe diferença entre condenar uma pessoa e explicar aquilo que a própria fé ensina. A orientação deveria ser feita com caridade. Depois disso, cada pessoa continua responsável por suas próprias decisões. ### Fidelidade é construída antes da traição Talvez a aplicação mais prática dessa pregação esteja justamente aqui. Grandes infidelidades frequentemente começam com pequenas permissões. Uma conversa escondida. Uma mensagem que o cônjuge não poderia ver. Uma intimidade emocional com outra pessoa. Um encontro aparentemente inocente. Por isso, o alerta de Padre José Augusto não começa apenas quando o adultério físico já aconteceu. Ele começa muito antes. Para quem deseja preservar o casamento, a pergunta pode ser simples: Existe alguma relação, conversa ou comportamento que estou escondendo da pessoa a quem prometi fidelidade? Se existe, talvez seja justamente aí que a proteção do matrimônio precise começar.
Transcrição
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos. Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, o rei Herodes ouviu falar de Jesus, cujo nome se tinha tornado muito conhecido. Alguns diziam: João Batista ressuscitou dos mortos. Outros diziam: é Elias. Outros ainda diziam: é um profeta como um dos profetas. Ouvindo isso, Herodes disse: ele é João Batista. Eu mandei cortar a cabeça dele, mas ele ressuscitou. Herodes tinha mandado prender João e colocá-lo acorrentado na prisão. Fez isso por causa de Herodíades, mulher de seu irmão Filipe, com quem tinha se casado. João dizia a Herodes: Não te é permitido ficar com a mulher do teu irmão. Por isso, Herodíades o odiava e queria matá-lo. Herodes tinha medo de João, pois sabia que ele era justo e santo. Finalmente chegou o aniversário de Herodes. Ele fez um grande banquete. A filha de Herodíades entrou e dançou, agradando a Herodes e seus convidados. O rei prometeu dar a ela aquilo que pedisse. Ela perguntou à mãe o que deveria pedir. A resposta foi: A cabeça de João Batista. O rei ficou triste, mas por causa do juramento diante dos convidados mandou executar João. Seus discípulos depois recolheram seu corpo e o sepultaram. Palavra da salvação. Glória a vós, Senhor. Estamos no capítulo 6 do Evangelho de São Marcos. É um tema difícil de falar. Muitas vezes nós, sacerdotes, podemos ter dificuldade de abordar determinadas situações por causa das amizades que possuímos. Mas o sacerdote possui também a missão de instruir e ajudar as pessoas a compreender aquilo que a fé ensina. João Batista não teve esse medo diante de Herodes. Ele disse: Você está com a mulher do seu irmão e isso não é permitido. Na Carta aos Hebreus encontramos: Que o matrimônio seja honrado por todos e o leito conjugal sem mancha. Deus julgará os imorais e os adúlteros. O matrimônio possui uma importância muito grande. Deus abençoou o matrimônio e Jesus Cristo o elevou à dignidade de sacramento. Por isso não podemos tratar o casamento de qualquer maneira. A cultura pode progressivamente apresentar o adultério como algo normal. Mas para nós católicos é necessário compreender aquilo que a Igreja ensina. Quero falar de algumas formas pelas quais a infidelidade pode aparecer. A primeira é aquela que começa sem contato físico. Hoje isso pode acontecer através de Instagram, Facebook e outras redes sociais. Um homem casado começa uma conversa escondida com outra pessoa. Uma mulher casada começa a criar intimidade com outro homem. Aparecem mensagens, corações, demonstrações de afeto e conversas que o marido ou a esposa desconhecem. Jesus fala também sobre aquilo que é concebido no coração. Por isso precisamos prestar atenção. Será que existe alguma coisa no casamento que não está bem e você está procurando fora? Pare enquanto existe tempo. Procure orientação. Se for necessário, procure um sacerdote, confesse-se e interrompa aquilo que está acontecendo. Se existe alguma coisa dentro do casamento que precisa ser resolvida, resolva. Porque uma conversa aparentemente pequena pode crescer. Depois surge a vontade de encontrar a pessoa. Então aparece outra situação: o contato físico escondido. O esposo não sabe. A esposa não sabe. Alguma coisa começa a mudar dentro de casa. A atenção e o afeto passam a ser direcionados para outra pessoa. É preciso parar. Essa não é a pessoa com quem você assumiu o compromisso matrimonial. Se existe um problema dentro de casa, procure resolver esse problema. Também existem situações em que uma pessoa teve um casamento religioso, separou-se e iniciou posteriormente outra união. Nesse caso é importante procurar orientação da Igreja. Existe o Tribunal Eclesiástico, que pode analisar se o primeiro matrimônio foi realmente válido. Isso não significa simplesmente procurar uma separação religiosa. A Igreja analisa se existiam as condições necessárias para que aquele casamento fosse válido desde o início. Se existe dúvida sobre sua situação matrimonial, procure orientação correta. Não tente simplesmente concluir sozinho que não existe problema. Quando duas pessoas se casam diante do altar, fazem uma promessa. Prometem amor e fidelidade. Essa promessa precisa ser levada a sério. Recentemente comecei a acompanhar um jovem casal que deseja se casar. Conheço o rapaz desde pequeno. Ele pediu que eu celebrasse seu casamento. Antes disso, começamos a conversar. Perguntei se as famílias aprovavam o relacionamento. Perguntei também como compreendiam a fidelidade. Apresentei situações hipotéticas para que refletissem sobre aquilo que significa casar para sempre. Eles demonstraram compreender que casamento exige luta, diálogo e perseverança. Também me disseram que procuram viver a castidade durante o namoro. Estamos fazendo um caminho de preparação. Isso é importante. As pessoas precisam conversar sobre essas coisas antes de casar. O casamento não é somente a cerimônia. É uma decisão de vida. Outro ponto importante é aquilo que acontece quando marido e mulher, mesmo de comum acordo, introduzem outras pessoas na relação sexual. Dentro da compreensão católica do matrimônio, o fato de os dois concordarem não elimina a questão da fidelidade. O compromisso matrimonial continua sendo entre os dois. O mesmo vale para qualquer tentativa de transformar o casamento em uma relação envolvendo permanentemente outras pessoas. A sociedade pode considerar isso aceitável. Mas quem deseja seguir a moral católica precisa compreender aquilo que a Igreja ensina sobre exclusividade e fidelidade matrimonial. É uma conversa difícil. Às vezes falar sobre isso cria conflitos. Mas João Batista também enfrentou consequências quando falou aquilo que acreditava ser verdade. Isso não significa que devemos tratar as pessoas sem caridade. Muito pelo contrário. Precisamos conversar com respeito. Se você possui amigos que estão vivendo uma situação matrimonial que pode estar em desacordo com aquilo que eles próprios professam como católicos, talvez seja possível conversar. Meu amigo, minha amiga, vocês já procuraram orientação sobre essa situação? Vocês sabem aquilo que a Igreja ensina? Depois de apresentar a orientação, cada pessoa continua responsável por suas escolhas. A amizade pode continuar. Caridade não significa abandonar alguém. Mas também não significa necessariamente afirmar que tudo está correto. A missão cristã envolve oração, acompanhamento e ajuda. Precisamos ajudar as pessoas a compreender o valor do matrimônio. Amor e fidelidade. Essa é a promessa realizada diante do altar. É uma promessa que, dentro da fé católica, acompanha marido e mulher durante toda a vida. Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo. Para sempre seja louvado.
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