A jornalista Amal Khalil, que foi morta em um a
A jornalista Amal Khalil, que foi morta em um ataque aéreo no sul do Líbano na quarta-feira (22), conseguiu chamar sua família e o exército libanês para pedir ajuda antes de sua morte, segundo o Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ).
Khalil, que trabalhava para o jornal libanês de esquerda e pró-Hezbollah Al Akhbar, foi morta enquanto fazia seu trabalho jornalístico, enquanto outro jornalista ficou gravemente ferido, segundo a Agência Nacional de Notícias do Líbano.
O ataque levou o primeiro-ministro do Líbano a acusar Israel de crimes de guerra.
Os dois jornalistas tinham se abrigado durante uma série de bombardeios na cidade de Tayri, no sul do Líbano, quando o prédio em que estavam foi atingido.
Khalil "ficou sob os escombros por sete horas", disse a diretora regional do CPJ, Sara Qudah, à CNN nesta quinta-feira (23). Khalil não foi imediatamente morta no ataque, ela acrescentou.
"Khalil foi ouvida pela última vez por volta das 16h ou 16h10, horário local, e ela ligou para sua família e chamou os militares libaneses. Então, foi relatado, e era conhecido pelas (Forças de Defesa de Israel) que Amal está presa sob os escombros e ela estava viva", disse Qudah.
Apesar disso, disse Qudah à CNN, a Cruz Vermelha foi "bloqueada por sete horas, e quando eles a alcançaram depois de sete horas, ela já estava morta". Ela acrescentou que este tipo de "obstrução dos esforços de resgate pode realmente equivaler a um crime de guerra".
Os militares israelenses reconheceram que dois jornalistas foram feridos como resultado do ataque, mas disseram que "não visam jornalistas e atuam para mitigar o dano a eles enquanto mantêm a segurança de suas tropas".
Israel ainda insistiu que não havia impedido as equipes de acessar a área e disse que os detalhes em torno do caso estavam em revisão.
A CNN não pode verificar de forma independente verificar as versões dos libaneses, nem dos israelenses.
Fonte: CNN