Defesa Planetária muda tecnologia contra asteroides mortais
Atualização na comunicação da ESA (Agência Espacial Europeia) aprimora envio de alertas de impacto de asteroides por meio de chamadas de voz instantâneas, ao invés de envio de alerta de e-mails.
Com a integração de API de voz, a monitoração e alerta são gerados independente do horário ou localização, fator que acelera o processo de alertar a equipe responsável com dados sobre potenciais impactos de asteroides que podem atingir o planeta Terra de maneira mortal.
Acompanhar a trajetória de asteroides que se aproximam do nosso planeta, também conhecidos como NEOs (Objetos Próximos da Terra, em tradução livre), é crucial e sensível ao tempo, levando em consideração que, há 65 milhões de anos, o impacto de um asteroide extinguiu uma grande parte da vida na Terra, incluindo os dinossauros.
LEIA TAMBÉM: Brasil na Lua: satélite nacional fará ousada missão no polo sul lunar
Meteoro explode e causa forte estrondo em Massachusetts | CNN BRASIL
Após fase teste bem sucedida, foi constatado que o sistema de mensagem de voz produzida pela Infobip, plataforma global de comunicações em nuvem, funciona em 100% dos casos aplicáveis, gerando alertas rápido, de até cinco minutos após detecção dos prováveis impactos a partir dos testes realizados, além da coleta de dados científicos a partir desses episódios.
"Esta nova parceria nos permite responder de forma mais rápida e eficaz a potenciais impactos iminentes de asteroides, garantindo a coleta de dados críticos para entender melhor essas ameaças naturais. O recebimento de alertas instantâneos melhorou significativamente nossos tempos de resposta e nossa capacidade de estudar esses eventos", diz Richard Moissl, chefe da Defesa Planetária.
A parceria também melhorou a comunicação da Agência Espacial Europeia, pois garante alertas em tempo real, permitindo tomadas de decisão mais utilizadas em situações críticas na Defesa Planetária.
2026: Brasil vai ter eclipses, chuvas de meteoros e Superlua | CNN PRIME TIME
A defesa planetária da ESA
Apesar de grandes asteroides serem raros, outros de pequeno e médio porte são mais comuns no Sistema Solar e podem causar danos sérios também.
Esses asteroides atingem o solo ou podem até mesmo criar explosões aéreas ao se desintegrar na atmosfera terrestre, com ondas de choque que podem quebrar vidros, quebrar edifícios e ferir pessoas que estejam próximas.
Todos os meses, dezenas de NEOs se aproximam ao menos 0,05 UA da Terra. Para monitoramento, a ESA se utiliza de uma tabela que apresenta uma lista desses asteroides próximos, tanto os recentes quanto os futuros, com detalhes sobre as circunstâncias do encontro deles com o planeta. Veja a tabela:
A tabela mostra as aproximações iminentes de asteroides em direção a Terra nos próximos 12 meses - Reprodução | ESA
Perigos constante
A CAI (Coluna Índice de Aproximação Próxima) avalia a frequência com que um objeto de determinado tamanho passa a uma determinada distância e velocidade da Terra.
As cores indicam se ela pode ser muito frequenta (azul), frequente (verde), infrequente (amarelo), rara (laranja) ou muito rara (vermelho).
Ela apresenta o brilho máximo atingido pelo objeto na aproximação máxima, para estimar sua visibilidade durante o encontro. Os dados são classificados por data e padrão. Na maioria dos casos, o tamanho apresentado na tabela é estimado indiretamente a partir da magnitude absoluta é sinalizado com um asterisco.
*Sob supervisão de Thiago Félix
Asteroide recém-descoberto tem pouca chance de atingir a Terra em 2032
Fonte: CNN