Dm Bb Eb Dm FÂș BÂș A7 Dm
Dm
Abro a porteira e me aparto do campo verde e estancieiro
D7 Gm
sĂł pra estender meu baixeiro no capĂŁo dos corredores
A7 Dm
sou desses que os cantadores batizaram nas guitarras
C Bb A7 Dm C Bb
no peito de um malacara vivo empurrando horizontes
A7 Dm C Bb A7 Dm
Minha bĂblia Ă© um "Martin Fierro" sempre esbarro numa china
C7 F C7 Am
E a imagem que me domina Ă© um parador de rodeio
Gm Dm
JĂĄ tive um rancho senhores e tardes de primaveras
Bb A7
Onde eu lavava a erva sentindo o cheiro das flores
Gm Dm FÂș BÂș A7 Dm
Dm
Sou ponto vivo e consciente na estĂąncia real das estradas
D7 Gm
vivo domando as mĂĄgoas de um passado inconveniente
A7 Dm
Nas horas das rondas claras o pensamento Ă© tordilho
C Bb A7 Dm C Bb
Eu recorro cada estrela recostado no lombilho
A7 Dm C Bb A7 Dm
Meus olhos horizontais pintam quadro em campo alheio
C7 F C7 Am
Cada porteira Ă© um anseio pra um calmo desencilhar
Gm Dm
Talvez um dia eu encontre um olhar destes morenos
Bb A7
Sem baldas e nem venenos, e aqui me ponha a cantar
Dm Bb A7 Dm
A cantar a cantar Bis
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