Noticia

PEC 6×1 pode gerar diversas demissões no mercado, diz gerente na Fiemg

Um mês após ser aprovada pela Câmara dos Deputados, a PEC que prevê o fim da escala 6×1 deve começar a tramitar no Senado. A proposta, que também contempla a redução da jornada de trabalho, gera preocupações no setor pro...

Veiculo: CifraNET 3 min de leitura
Compartilhar esta noticia
PEC 6×1 pode gerar diversas demissões no mercado, diz gerente na Fiemg
Materia principal

Leia a noticia completa

Um mês após ser aprovada pela Câmara dos Deputados, a PEC que prevê o fim da escala 6×1 deve começar a tramitar no Senado.


A proposta, que também contempla a redução da jornada de trabalho, gera preocupações no setor produtivo, especialmente entre pequenas e médias empresas.


Fernanda Ribas, gerente trabalhista da Fiemg (Federação das Indústrias de Minas Gerais), avaliou os principais pontos de atenção da proposta.


Segundo ela, embora a discussão sobre mais tempo de descanso para os trabalhadores seja legítima, a forma como o texto foi aprovado na Câmara levanta sérias dúvidas sobre seus impactos econômicos.


"Como fazer isso sem o aumento dos preços, o aumento da inflação, a diminuição de vagas, a diminuição da competitividade?", questionou.


Fernanda Ribas destacou que a proposta prevê um período de transição reduzido em relação à jornada de trabalho e nenhum período de adaptação para a alteração das escalas.

Top Cifras

Toque agora.


"O que a proposta prevê é o engessamento em apenas uma escala de trabalho, que é a 5×2", afirmou. Para ela, o mínimo necessário seria um tempo maior de discussão, seguido de um prazo razoável de adaptação às mudanças propostas.


Risco de judicialização em massa
Outro ponto levantado por Fernanda Ribas é o risco de uma explosão de processos na Justiça do Trabalho. Ela explicou que a proposta prevê que negociações coletivas atualmente em vigor perderão eficácia 60 dias após a promulgação da PEC, caso ela seja aprovada.


"Esse fato por si só já pode gerar inúmeros processos na Justiça do Trabalho", alertou. Além disso, contratos firmados sob a legislação vigente e os preços acordados pelas empresas também poderão ser questionados judicialmente, gerando, na avaliação da especialista, uma grave falta de segurança jurídica.


Pequenas e médias empresas no centro do impacto
Fernanda Ribas ressaltou que o impacto da PEC será proporcionalmente maior sobre as pequenas e médias empresas, que representam a maioria no país.


Enquanto grandes empresas podem absorver os novos custos ou até automatizar postos de trabalho, as menores talvez não consigam fazer o mesmo. "O que vai acontecer? O fechamento de vários postos de trabalho", afirmou.


Ela também contestou a premissa de que a redução da jornada levaria automaticamente ao aumento da produtividade, afirmando que "produtividade não se aumenta em uma canetada" e que estudos realizados em países desenvolvidos, como os da Europa, Estados Unidos, Canadá e Japão, não comprovaram esse efeito.


Desigualdade regional e impacto no serviço público
A especialista alertou ainda para o risco de aumento da concentração de mercado e do aprofundamento das desigualdades regionais. Regiões mais desenvolvidas, com maior capacidade de absorção dos impactos, tendem a se distanciar ainda mais das menos desenvolvidas.


Fernanda Ribas também chamou atenção para um ponto pouco debatido: o impacto sobre empresas privadas que prestam serviços à administração pública. Prefeituras com menos recursos financeiros podem não conseguir manter esses contratos, gerando consequências significativas nessas localidades.


"É uma discussão que não pode ser feita de forma acelerada como o governo pretende. Ela tem que ser feita de forma tranquila, responsável", concluiu.


Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.


 


Fonte: CNN

Cifras em alta

As músicas que o Mundo está tocando agora

Quanto tempo você fica na internet? Média no Brasil passa dos 50 anos e ultrapassa México e Coreia
Proxima leitura

Quanto tempo você fica na internet? Média no Brasil passa dos 50 anos e ultrapassa México e Coreia

01/07/2026

Compras pela internet têm variedade de preços e produtos, mas é perciso ficar atentoCom o passar dos anos, a internet se popularizou e deu origem a sites, redes sociais e...

Especial

Historias das musicas em destaque

Comentarios

Participe da conversa

Seu comentario ajuda a manter a discussao viva e ainda convida outros leitores a continuar navegando pelo portal.

Maximo de 2000 caracteres.

Seja o primeiro a comentar esta noticia.

Blog

Mais noticias para voce

Ver todas as noticias