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Organizada do Corinthians se manifesta contra suspensão da Assembleia da reforma estatutária e dispara contra conselheiros

- Por Henrique Pereira / Redação da Central do Timão Os Gaviões da Fiel se posicionaram publicamente contra a suspensão da Assembleia Geral (AG) do Corinthians que analisaria a proposta de reforma do Estatuto do clube. A...

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- Por Henrique Pereira / Redação da Central do Timão



Os Gaviões da Fiel se posicionaram publicamente contra a suspensão da Assembleia Geral (AG) do Corinthians que analisaria a proposta de reforma do Estatuto do clube. A votação estava prevista para o próximo dia 20, mas acabou interrompida após uma decisão liminar expedida pela Justiça de São Paulo na última terça-feira.

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Em nota divulgada nas redes sociais, a principal torcida organizada do Timão classificou a medida determinada pelo desembargador Mauricio Campos da Silva Velho, da 4ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), como "um ataque frontal à democracia e à vontade legítima dos associados".



Foto: Rodrigo Coca/Ag. Corinthians

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A decisão judicial foi motivada por um pedido apresentado pelos conselheiros vitalícios Ademir de Carvalho Benedito, Alexandre Husni e Guilherme Gonçalves Strenger. O trio também foi alvo de críticas por parte da organizada.


"Por artifícios jurídicos, tentam perpetuar um sistema falido que há décadas coloca interesses pessoais acima do Corinthians. Não é a primeira vez que esses mesmos três conselheiros vitalícios já votaram contra os interesses da Nação Corinthiana. A postura se repete: blindagem de privilégios, conivência com o passado e resistência a qualquer avanço que reduza o poder que acumulam há décadas", publicara os Gaviões.


Entre os principais pontos destacados pela torcida organizada está a possibilidade de ampliação da participação política dos torcedores. A reforma previa, entre outros temas, a implementação do direito de voto ao Fiel Torcedor já a partir das eleições de 2026, medida que seria submetida à aprovação dos associados na Assembleia suspensa.


Os Gaviões também ressaltaram que grande parte dos conselheiros vitalícios não participou das 11 audiências públicas realizadas para debater as mudanças propostas no Estatuto do clube. Segundo a organizada, o processo de discussão contou com ampla abertura ao diálogo antes de chegar à fase de votação.


Ao justificar a concessão da liminar, o magistrado apontou a existência de "indícios relevantes de descumprimento de regramento procedimental" previstos no próprio Estatuto Social do Corinthians.


A decisão faz referência, especificamente, ao artigo 97, alínea M, que estabelece as competências do Conselho de Orientação (Cori) em relação às alterações estatutárias. "Art. 97 - Compete ao CORI: (...) M - Propor ao CD, com as respectivas indicações, qualquer alteração deste Estatuto."


Diante do caráter de urgência alegado pelos autores da ação, o Tribunal determinou que a decisão fosse comunicada imediatamente ao juízo de primeira instância. O caso segue em tramitação, e os demais envolvidos deverão apresentar manifestação nos próximos dias.


Nos últimos dias, os Gaviões vinham promovendo uma série de publicações para explicar aos torcedores os principais temas que seriam votados na Assembleia. Entre eles, esteve a proposta de criação do Associado de Futebol, diretamente ligada à participação do Fiel Torcedor no processo eleitoral do clube.


A disputa judicial envolvendo a reforma estatutária, no entanto, já se arrasta há meses. A primeira Assembleia convocada para tratar do tema acabou suspensa após liminar obtida pelo conselheiro Felipe Ezabella, ainda em abril, depois de uma intervenção do departamento jurídico do Corinthians no processo.


Após o retorno da pauta aos órgãos internos, o Conselho Deliberativo voltou a discutir o projeto em novas reuniões, culminando na convocação de uma nova Assembleia pelo presidente em exercício do CD, Leonardo Pantaleão, para o dia 20 de junho.


Temendo novas tentativas de barrar a votação, associados ligados aos coletivos Voz Corinthiana e Família Corinthians recorreram à Justiça e conseguiram uma decisão reconhecendo a validade da convocação da AG.


Pouco tempo depois, Felipe Ezabella voltou a acionar o Judiciário. Desta vez, o pedido buscava restringir a votação apenas aos destaques aprovados pelo Conselho Deliberativo, excluindo o texto-base da reforma. A solicitação, porém, foi rejeitada pelo juiz responsável pelo caso.


Em outro desdobramento recente, o juiz Guilherme Augusto de Oliveira Barna concedeu liminar garantindo o direito de voto na Assembleia a todos os associados do Parque São Jorge que já estavam inscritos até a data da convocação, em 8 de maio. Com isso, associados com menos de cinco anos de vínculo com o clube também passariam a participar da deliberação.


O episódio mais recente teve início após Ademir Benedito, Guilherme Strenger e Alexandre Husni ingressarem com uma nova ação judicial solicitando a suspensão da AG. O argumento utilizado foi o de que a proposta de reforma não teria seguido corretamente o rito previsto pelo Estatuto.


Inicialmente, o juiz Rafael Viotti Schlobach negou o pedido liminar. Na ocasião, ele entendeu que os argumentos apresentados não eram suficientes diante das provas anexadas ao processo e de decisões anteriores favoráveis à realização da Assembleia.


Em sua manifestação, o magistrado destacou ainda que a Assembleia Geral é o órgão máximo e soberano do clube para deliberar sobre alterações estatutárias, conforme estabelece o artigo 59 do Código Civil. Também ressaltou que Leonardo Pantaleão possuía competência própria para convocar a reunião, nos termos do artigo 47 do Estatuto corinthiano.


Com a nova liminar concedida pelo TJ-SP, entretanto, a Assembleia Geral marcada para o dia 20 de junho permanece suspensa até que haja uma nova definição judicial.


Confira a íntegra da nota divulgada pelos Gaviões da Fiel:


"O Gaviões da Fiel Torcida manifesta sua indignação diante da tutela de urgência que suspendeu a Assembleia Geral de Associados do Sport Club Corinthians Paulista, agendada para o próximo dia 20. Essa decisão representa um ataque frontal à democracia e à vontade legítima dos associados, que lutam por uma reforma estatutária urgente, necessária e há muito esperada.


É preciso dar nome aos responsáveis por esse retrocesso: os desembargadores Ademir Benedito e Guilherme Strenger, e o advogado Alexandre Husni. Por artifícios jurídicos, tentam perpetuar um sistema falido que há décadas coloca interesses pessoais acima do Corinthians. Não é a primeira vez que esses mesmos três conselheiros vitalícios já votaram contra os interesses da Nação Corinthiana. A postura se repete: blindagem de privilégios, conivência com o passado e resistência a qualquer avanço que reduza o poder que acumulam há décadas.


As consequências são gravíssimas e vão além do campo democrático. Com o bloqueio à reforma estatutária, os fiéis torcedores provavelmente não poderão votar na eleição para presidente em 2026. Esse bloqueio também impede novos sócios fiéis torcedores, impacto financeiro direto para um clube que já não tem dinheiro para pagar os salários do mês.


O Corinthians não pode ser refém de conselheiros vitalícios que se colocam acima do povo. A maioria deles sequer participou das onze audiências públicas sobre a reforma. O Gaviões esteve em dez delas, ausente apenas em uma por retornar de caravana em Brasília após o título da Supercopa.


O Gaviões seguirá de forma imparável na luta por um Corinthians melhor. Nenhuma liminar, nenhum artifício e nenhum conselheiro vitalício será capaz de deter a vontade de 35 milhões de corinthianos.


Este episódio reforça que cada corinthiano precisa participar da vida política do clube, porque quando o povo se omite, três pessoas decidem pelo destino de todos.


O Corinthians é do povo.


A Diretoria Gaviões da Fiel Torcida."


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Fonte: Central do Timao

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