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Ao menos 55 pessoas foram presas em uma operaçã

Por Equipe Editorial CifraNET · 08/04/2026
Ao menos 55 pessoas foram presas em uma operaçã
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Ao menos 55 pessoas foram presas em uma operação contra um grupo suspeito de movimentar cerca de R$ 2 bilhões com jogos de azar entre terça-feira (7) e a manhã desta quarta-feira (8). Dois vereadores estão entre os presos.

O cumprimento de mandados ocorre em 27 cidades nos estados do Paraná, São Paulo, Santa Catarina, Goiás e Pará. Segundo a Polícia Civil do Paraná, são cumpridos 371 mandados judiciais, sendo 85 de prisão preventiva, 102 de busca e apreensão, além de 184 ordens judiciais de bloqueio de contas bancárias visando o sequestro de R$ 1,5 bilhão.

As investigações apontam que as movimentações ocorreram em cerca de três anos em mais de 500 mil operações financeiras.

Além dos políticos, também foram presos integrantes dos núcleos financeiro e operacional e pessoas apontadas como líderes da organização criminosa. Veja abaixo as cidades onde estão os alvos dos mandados:

- PARANÁ: Campo Mourão, Sarandi, Maringá, Cianorte, Londrina, Terra Boa, Curitiba, Goioerê, Cascavel, Cidade Gaúcha, Engenheiro Beltrão, Sabáudia, Marechal Cândido Rondon, Paraíso do Norte, Loanda, Medianeira, Faxinal, Apucarana e Alvorada do Sul.
- SÃO PAULO: Praia Grande e São Paulo.
- GOIÁS: Anápolis, Valparaíso de Goiás, Anapolis e Goiania.
- SANTA CATARINA: Caçador.
- PARÁ: Castanhal.

Durante toda a ação, foram apreendidos 132 veículos, avaliados em de mais de R$ 11 milhões, entre os quais dezenas de caminhonetes de diversas marcas, o sequestro de 111 imóveis, avaliados em mais de R$ 32,9 milhões, e mais de cem cabeças de gado totalizando mais de R$ 43,9 milhões. Foram ainda removidos da internet 21 sites de apostas ilegais.

Entenda a investigação
Para que as autoridades chegassem aos alvos, foram analisados mais de 2,6 terabytes de dados e mais de 520 mil operações financeiras, todas por meio de 57 afastamentos de sigilo bancário e 62 afastamentos de sigilo fiscal.

A polícia revelou a existência de uma estrutura de um conglomerado empresarial, resultante da fusão entre dois dos maiores grupos dedicados à exploração de jogos ilegais no país: um paranaense e outro goiano. Segundo a polícia, o grupo usava fintechs e contas de "laranjas" para o desvio dos valores.

A organização criminosa atuava há mais de 10 anos e tinha milhares de pontos de exploração de jogos ilegais, sendo 15 mil deles do "jogo do bicho". As modalidades dos jogos eram exploradas a partir de um sistema que incluía gestão, núcleo financeiro, suporte tecnológico e operacional.

Leia também: "Nova cúpula do bicho" é alvo de operação contra bingo clandestino no RJ

Além da lavagem de dinheiro, os investigados mantinham uma empresa de Tecnologia da Informação voltada para o desenvolvimento de sistemas e plataformas online de exploração de inúmeras modalidades de jogos de azar. Nessa empresa, atuavam diversos técnicos, dia e noite, na manutenção de sites e softwares utilizados pelo empreendimento ilícito.

 

Fonte: CNN

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