
Santa Genoveva, virgem que tudo entregava a Deus
Santo do dia · domingo, 03/01/2027
Origens e começo da vida consagrada
Santa Genoveva nasceu em Nanterre, próximo de Paris, na França, no ano de 422, dentro de uma família muito simples. Desde cedo, ela foi discernindo o chamado de Deus a seu respeito. Quando tinha apenas 8 anos, um bispo chamado Dom Germano estava indo da França para a Inglaterra em missão. Passou por Nanterre para uma celebração e, ao dar a bênção para o povo, teve um discernimento no Espírito Santo e chamou aquela menina de oito anos para a vida consagrada. A resposta dela foi de que não pensava em outra coisa desde pequenina.
Santa Genoveva queria ser totalmente do Senhor. Não demorou muito tempo, ela fez um voto a Deus para viver a virgindade consagrada. Com o falecimento dos pais, dirigiu-se a Paris para morar na casa de uma madrinha. Ali, viveu uma vida de oração e penitência de oferta a Deus para a salvação das almas. Então, ela foi ficando conhecida pelo seu ardor, pelo seu amor e pelo desejo de testemunhar Jesus Cristo a todos os corações.
Uma entrega inteira e fiel a Deus
Incompreendida pelas pessoas, ela chegou a ponto de ser defendida pelo mesmo Bispo que a chamou para a vida de consagração. Em Paris, ela ficou gravemente enferma; na doença, na dificuldade, chegou a ficar 3 dias em coma. Mas, em tudo, entregava-se à vontade de Deus. E o seu coração ia se dilatando e acolhendo a realidade de tantos. Uma mulher de verdade.
Por causa da invasão do Hunos em várias regiões, chegou, em Paris, uma história que estava amedrontando muitas pessoas: os Hunos estavam chegando para invadir e destruir a capital. Não era verdade e ela o soube. Então, fez questão de falar a verdade para o povo. Eles a perseguiram e quiseram queimá-la como feiticeira. Mas a sua fidelidade a Deus sempre foi a melhor resposta.
Fama de santidade, Páscoa e Canonização
Numa outra ocasião, de fato, os Hunos estavam para invadir e destruir Paris. Santa Genoveva chamou o povo para a oração e penitência; e não aconteceu aquela invasão. A sua fama de santidade e sua humildade para comunicar Cristo Jesus iam cada vez mais longe. Santa Genoveva ia ao encontro de povos para socorrer os doentes, os famintos; uma mulher de caridade, uma santa. Muitas jovens puderam ser despertadas para uma vocação de virgindade consagrada a partir do testemunho de Santa Genoveva.
Santa Genoveva morreu em 512, aos 90 anos de idade. Seu corpo foi levado para a igreja dos Santos Apóstolos. Em 1129, a França, especialmente Paris, estava desolada por uma peste, chamada doenças dos ardentes. Estêvão, bispo de Paris, pediu ao povo que invocasse a intercessão de Santa Genoveva. Imediatamente, as curas começaram a aparecer, até que, em poucos dias, a peste desapareceu. Foi chamado de “Milagre dos Ardentes”. A partir disso, o Papa Inocêncio II ordenou celebrar-se, todos os anos, a sua memória.
Minha oração
“Ó Deus, nosso Pai, por intercessão de Santa Genoveva, afastai de nós as doenças, a fome, as guerras, as incompreensões e o ódio entre irmãos. Jamais nos falte, Senhor, a vossa proteção e auxílio nas dificuldades e provações pelas quais passamos. Nós vos louvamos e vos damos graças. Por Cristo nosso Senhor. Amém!”
Santa Genoveva, rogai por nós!
Outros santos e beatos celebrados em 3 de janeiro
O Santíssimo Nome de Jesus, o único nome ao qual tudo o que há nos céus, na terra e nos abismos se ajoelha, para glória de Deus Pai.
Em Roma, no cemitério de Calisto, junto à Via Ápia, o sepultamento de Santo Antero, papa, que, num breve pontificado, sucedeu ao mártir Ponciano. († 236)
Em Nicomédia, na Bitínia, hoje Izmit, na actual Turquia, os santos Teopento e Teonas, que sofreram o martírio durante a perseguição de Diocleciano. († 304)
Em Cesareia da Capadócia, hoje Kayseri, também na actual Turquia, o centurião São Górdio, mártir, que São Basílio louva como verdadeiro émulo do centurião que estava junto à Cruz, porque, durante a perseguição do imperador Diocleciano, professou a fé em Jesus, Filho de Deus. († 304)
Em Pádua, no actual Véneto, região da Itália, a comemoração de São Daniel, diácono e mártir. († c. 304)
Em Pário, no Helesponto, na actual Turquia, São Teógenes, mártir, que, recrutado como soldado no tempo do imperador Licínio, recusando-se a prestar o serviço militar por causa da sua fé cristã, foi encarcerado, torturado e finalmente afogado no mar. († 320)
Em Vienne, na Gália Lionense, na atual França, São Florêncio, bispo, que tomou parte no Concílio celebrado em Valence. († d. 377)
Em Lentíni, na Sicília, região da Itália, São Luciano, bispo. († s. VIII/IX)
No mosteiro de Mannaman, no Kérala, estado da Índia, São Ciríaco Elias Chavara, presbítero, fundador da Congregação dos Irmãos Carmelitas de Maria Imaculada. († 1871)
Fonte:
Livro “Santos de cada dia” – José Leite, SJ [Editorial A.O. Braga, 2003]
Mílicia da Imaculada
Martirológio Romano