Vanessa da Mata vê nova geração abraçar hits antigos: "Papel da música"
A cantora Vanessa da Mata, 50, tem vivido um momento importante na carreira: ao mesmo tempo que está cheia de projetos futuros, suas músicas antigas estão viralizando com força nas redes sociais.
No TikTok, canções como "Boa Sorte", "Ai Ai Ai" e "Amado" se tornaram a trilha sonora de jovens da Geração Z em diversas publicações, o que pegou a artista de surpresa. "É algo que me deixa muito feliz, ver o alcance das minhas músicas. E me divirto muito com os vídeos que as pessoas publicam", avaliou ela à CNN Brasil.
Para Vanessa, ver suas composições serem revividas por uma nova geração traz uma "alegria imensa". "Esse reconhecimento é muito gratificante e fruto de um trabalho feito com muito amor, verdade e dedicação. Pra mim, esse é o papel da música, ser ouvida por todos!", declarou.
No início de maio, a cantora surpreendeu o público de uma geração mais antiga ao aparecer de surpresa no show dos Jonas Brothers, em São Paulo. A relação entre o trio e a artista surgiu há mais de 15 anos, segundo ela própria.
"Eu escutava, pelos fã-clubes dos Jonas Brothers e por entrevistas, que o Joe Jonas tocava algumas canções minhas no violão e sempre foi muito fã do meu trabalho. Já tinha recebido outros convites para cantar com eles, mas desta vez eu tinha a data disponível e foi lindo!", comentou.
Ela seguiu: "É incrível ver uma nova geração cantar uma música minha, mostrando que ela continua atual e atravessa o tempo. Quando me convidaram para participar do show, imaginei que fosse cantar alguma música do repertório deles, mas me pediram 'Boa Sorte'. Isso mostra o poder que a música tem de aproximar mundos e gerações".
Vanessa e Mata e Jonas Brothers em São Paulo - 13/05/2026
Encontro com Mick Jagger
Não foi apenas Joe Jonas que fez questão de ter um encontro com Vanessa da Mata. Em 2025, Mick Jagger, vocalista dos Rolling Stones, foi até o camarim da artista mato-grossense para poder trocar algumas palavras.
"Há uns 10 anos, a Paula Lavigne nos apresentou durante uma festa na casa dela. Nos conhecemos ali, ele ficou sentado ao meu lado, conversamos muito... e depois nunca mais nos vimos. No ano passado, me apresentei em Londres e ele foi assistir ao show. Fez questão de ir ao meu camarim e me disse: 'Sou seu fã e não poderia faltar ao meu show na minha cidade'", comentou.
"Foi muito divertido e também muito impressionante, porque, pra mim, ele é hoje um dos maiores nomes da música no mundo. Fiquei muito orgulhosa de ver ele na plateia e de recebê-lo no camarim", seguiu.
Rock in Rio
Vanessa da Mata se prepara para comandar pela primeira um show próprio no Rock in Rio. A artista cantará no Palco Sunset, no dia 7 de setembro, em um dia de celebração aos compositores.
"Isso é muito importante pra mim, porque sou compositora das minhas próprias músicas. Aliás, muita gente ainda não sabe que sou a criadora das minhas canções. Antes mesmo de lançar meu primeiro disco, eu já tinha músicas gravadas por outros artistas", contou.
A cantora relembrou que "A Força Que Nunca Seca", composição dela com melodia de Chico César, foi gravada por Maria Bethânia, deu nome ao álbum dela e foi indicada ao Grammy Latino.
"Meu primeiro álbum veio depois, em 2002. Sou cantora, compositora, produtora, escritora e pintora. E vou subir ao palco do Rock in Rio, um dos maiores festivais do mundo, para celebrar a música brasileira", seguiu.
Na Cidade do Rock, ela cantará músicas do álbum "Todas Elas", de 2025, além de clássicos da carreira. "E terei a alegria de receber Rubel como convidado especial, um cantor e compositor extremamente talentoso, destaque da nova geração da música brasileira, com uma força e uma sensibilidade muito marcantes em suas composições", avaliou.
"Todas Elas"
Sobre sua turnê atual, Vanessa afirmou que viajar pelo Brasil é algo importante e especial. "Em cada cidade por onde o 'Todas Elas' passa, levo alguma novidade no repertório: uma música que tenha ligação especial com aquele lugar. Gosto de preparar algo pensado para cada público, e isso faz com que nenhum show seja igual ao outro. E o frio na barriga sempre me acompanha antes de subir ao palco", garantiu.
O espetáculo é dirigido por Jorge Farjalla, figurino de Gustavo Silvestre e acessórios de Gustavo Krelling. "O meu diretor, o Farjalla, define o show como uma jornada barroca da Santa à Maria Sem Vergonha, transitando por várias canções para contar a saga dessa mulher em busca do amar ou no enfrentamento dele, seja no amor romântico ou no amor próprio, permeando o Brasil profundo e a cultura popular das músicas celebradas durante a apresentação", avaliou ela.
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Fonte: CNN