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Trump: Otan foi inútil para reabertura do Estre

Por Equipe Editorial CifraNET · 17/04/2026
Trump: Otan foi inútil para reabertura do Estre
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Trump: Otan foi inútil para reabertura do Estreito de Ormuz
O presidente da França, Emmanuel Macron, e o primeiro-ministro Reino Unido, Keir Starmer, comemoraram o anúncio da reabertura do Estreito de Ormuz e anunciaram que uma missão neutra e independente será criada para garantir que ele permaneça aberto nesta sexta-feira (17).
Os dois líderes europeus, que reuniram colegas de vários países em uma reunião para debater a questão, anunciaram que uma dúzia de países está pronta para contribuir com recursos para uma missão defensiva destinada a restaurar a liberdade de navegação na rota marítima, por onde passam 20% de toda a produção mundial de petróleo.
"Vamos avançar com isso em uma conferência sobre o plano militar em Londres na próxima semana, onde anunciaremos mais detalhes sobre a composição da missão, e mais de uma dúzia de países já se ofereceram para contribuir com recursos. Reabrir o estreito é uma necessidade global e uma responsabilidade global", disse Starmer a repórteres ao lado dos líderes da França, Alemanha e Itália.
Macron declarou ainda que "nenhuma privatização" da rota marítima será aceita - relatos divulgados pela imprensa dizem que tanto Irã quanto os EUA cogitaram cobrar pedágio pela passagem de embarcações - e que "os acontecimentos recentes são encorajadores, mesmo que devamos manter a prudência".
Macron e Starmer têm liderado esforços internacionais para aumentar a pressão diplomática e econômica sobre o Irã. Starmer acusou o país de "manter a economia mundial refém". Já o presidente dos EUA, Donald Trump, elevou a tensão ao anunciar um bloqueio retaliatório contra portos iranianos.
Michel Euler/AP
Representantes dos Estados Unidos não estiveram presentes no encontro e o presidente do país, Donald Trump, alfinetou os planos resultantes da cúpula em um post na rede Truth Social:
"Agora que a situação no Estreito de Ormuz acabou, recebi uma ligação da Otan perguntando se precisaríamos de alguma ajuda. Eu disse a eles para ficarem longe, a menos que queiram apenas encher seus navios com petróleo. Eles foram inúteis quando necessário, um tigre de papel!".
Desde o começo da guerra contra o Irã, no dia 28 de fevereiro, Trump vem fazendo duras críticas à Otan.
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A França e a Grã-Bretanha presidiram a reunião em Paris com 49 países para discutir os preparativos para uma possível missão defensiva multinacional para proteger a navegação no Estreito de Ormuz, assim que as condições permitirem.
O encontro faz parte de uma tentativa de países que ficaram à margem do conflito de reduzir os impactos de uma guerra que não iniciaram nem integram, mas que abalou a economia global. Desde o início do confronto, em 28 de fevereiro, o Irã fechou, na prática, o estreito por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial.
Os Estados Unidos não participam do planejamento da chamada Iniciativa de Liberdade de Navegação Marítima no Estreito de Ormuz. Em publicação na rede X antes da conferência, o presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que a missão para garantir a segurança da navegação será "estritamente defensiva", restrita a países não envolvidos no conflito e executada "quando as condições de segurança permitirem".
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, que enfrenta dificuldades políticas internas, foi recebido por Macron no Palácio do Eliseu na tarde desta sexta.
Macron e Starmer têm liderado esforços internacionais para aumentar a pressão diplomática e econômica sobre o Irã. Starmer acusou o país de "manter a economia mundial refém". Já o presidente dos EUA, Donald Trump, elevou a tensão ao anunciar um bloqueio retaliatório contra portos iranianos.
"A reabertura incondicional e imediata do estreito é uma responsabilidade global, e precisamos agir para que energia e comércio voltem a fluir livremente", disse Starmer antes da reunião.
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Planejamento militar em andamento
França e Reino Unido também lideram reuniões de planejamento militar, em um movimento que lembra a "coalizão de voluntários" criada para garantir segurança à Ucrânia em caso de cessar-fogo.
O porta-voz militar francês, coronel Guillaume Vernet, afirmou na quinta-feira (16) que a missão ainda está "em construção".
Segundo o governo francês, os países participantes devem contribuir "cada um de acordo com suas capacidades". As opções para garantir a passagem segura dependerão da situação de segurança após um eventual cessar-fogo duradouro.
O objetivo é assegurar que navios possam atravessar o estreito sem risco de ataques. Para isso, podem ser necessários recursos como inteligência, remoção de minas, escoltas militares e canais de comunicação com países costeiros, segundo um funcionário que falou sob condição de anonimato.
Especialistas avaliam que a atuação da coalizão deve se concentrar mais na retirada de minas e na criação de sistemas de alerta para ameaças marítimas do que em escoltas armadas a petroleiros.
"Seria preciso um número enorme de embarcações para isso, algo que ninguém tem", disse Sidharth Kaushal, pesquisador do Royal United Services Institute.
A especialista em Irã Ellie Geranmayeh afirmou que países europeus podem ter papel relevante na remoção de minas.
Segundo ela, essa atuação seria mais adequada do que uma presença direta dos EUA, que poderia aumentar o risco de confrontos com o Irã.
Dezenas de países participam das discussões
O Reino Unido discute o uso de drones de caça-minas, que poderiam ser lançados a partir do navio RFA Lyme Bay, em uma missão na região.
A guerra também expôs a redução da capacidade da Marinha britânica, que enviou apenas um grande navio de guerra, o destróier HMS Dragon, ao Mediterrâneo oriental. Já a França, que possui o maior poder militar da União Europeia, deslocou um porta-aviões nuclear, além de um navio com helicópteros e várias fragatas.
Mais de 40 países participaram de reuniões diplomáticas ou militares lideradas por França e Reino Unido nas últimas semanas, embora um número menor deva se comprometer com recursos militares.
Cerca de 30 países devem participar das conversas desta sexta, incluindo nações do Oriente Médio e da Ásia. A lista não foi divulgada. O chanceler alemão Friedrich Merz e a premiê italiana Giorgia Meloni são esperados presencialmente, enquanto outros líderes devem participar por vídeo.
A operação também é uma resposta às críticas de Trump, que acusou aliados de não se juntarem à guerra e afirmou que a reabertura do estreito não é responsabilidade dos EUA.
O presidente chamou aliados de "covardes", disse que a OTAN "não estava presente quando precisamos" e criticou o Reino Unido, afirmando: "Vocês nem têm uma Marinha".
Para analistas, países europeus e aliados como o Canadá podem tentar demonstrar capacidade de garantir segurança internacional de forma independente dos EUA.
Ainda assim, permanece a dúvida sobre quantos países têm recursos disponíveis para contribuir com a operação.

 

Fonte: G1

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