Tobias Forge retoma projeto de Death Metal em meio a hiato do Ghost
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Tobias Forge se reaproximou de suas raízes no Death Metal com um novo lançamento do Repugnant, banda que liderou antes de alcançar projeção mundial com o Ghost.
O grupo lançou de surpresa uma nova versão de “Premature Burial”, faixa originalmente divulgada em 2004 que integra a trilha sonora de V/H/S/Mixtape (2026), nono capítulo da franquia de terror lançado na última sexta-feira (9). Nos últimos meses, inclusive, já haviam circulado informações de que Forge teria aproveitado o hiato do Ghost para se dedicar a um projeto voltado ao Death Metal.
A retomada do Repugnant praticamente confirma que se tratava disso e resgata uma parte importante da trajetória musical do vocalista sueco que, antes de se tornar conhecido pelo Rock e pelo Metal de atmosfera mais teatral e às vezes até Pop do Ghost, explorou sonoridades extremas com a banda.
A nova gravação de “Premature Burial”, no entanto, traz uma diferença importante em relação à versão original já que Tobias não assume os vocais, que ficaram a cargo de Erik Danielsson, do Watain.
Também apareceram nos créditos o baixista Gustaf Lindström, o baterista Thomas Daun e o guitarrista Gottfrid Åhman, todos músicos que integraram formações anteriores do Repugnant.
A trajetória do Repugnant e o início da carreira de Tobias Forge
O Repugnant esteve em atividade entre 1998 e 2004, com breve retorno entre 2010 e 2011. Apesar da trajetória relativamente curta, a banda deixou um registro de estúdio: Epitome of Darkness (2006), lançado após a separação.
Um segundo álbum, intitulado Toxic Contagion, chegou a ser mencionado mas nunca foi lançado. Durante sua passagem pelo grupo, Forge adotou o pseudônimo Mary Goore, identidade associada à fase em que explorava o Death Metal.
O Repugnant representa, assim, um capítulo anterior à consolidação do Ghost, projeto que levou o músico a um público muito mais amplo.
Em entrevista anterior à Loudwire, inclusive, Tobias comentou sobre a possibilidade de voltar a explorar o gênero. Explicando que seu interesse pelo Death Metal permanece ligado à empolgação que sentia quando começou a descobrir esse universo musical na adolescência, Forge afirmou (via Igor Miranda):
Ainda sinto a mesma empolgação com as coisas de que gostava quando tinha 11 ou 12 anos, quando realmente comecei a ouvir esse tipo de música e quando o Death Metal parecia esse animal realmente perigoso que você só conseguia encontrar em uma determinada loja. E ainda estou, de certa forma, correndo atrás disso.”
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Fonte: TMDQA!
