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Taça da Copa do Mundo: quanto vale e quantas réplicas existem?

Milhões a desejam, mas poucos a têm. Milhares já passaram a centímetros dela, mas apenas algumas centenas sabem quanto custa erguê-la. É o sonho de todos, mas só alguns poucos sortudos conseguem transformar esse desejo e...

Veiculo: CifraNET 4 min de leitura
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Taça da Copa do Mundo: quanto vale e quantas réplicas existem?
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Milhões a desejam, mas poucos a têm. Milhares já passaram a centímetros dela, mas apenas algumas centenas sabem quanto custa erguê-la. É o sonho de todos, mas só alguns poucos sortudos conseguem transformar esse desejo em realidade.


A taça da Copa do Mundo é cercada de histórias, mistérios e anedotas. Um troféu único, embora não no sentido mais estrito da palavra.


A peça original
A taça original mede 36,8 centímetros de altura, tem 13 centímetros de diâmetro na base e é feita de 3 quilos de ouro maciço de 18 quilates, além de dois anéis verdes de malaquita (um mineral).


No total, a peça pesa 6,175 quilos. Segundo as especificações técnicas da FIFA, o troféu tem um valor estimado em 300 mil dólares (cerca de R$ 1,5 milhão).


A joia é tão exclusiva que o país campeão não tem mais o direito de levá-la para casa, nem mesmo por um curto período. Até 2006, a seleção vencedora podia expor a taça em seu país até o início do ciclo do Mundial seguinte.


Isso mudou a partir da Copa da Alemanha, quando a FIFA, alegando a necessidade de preservar o design original criado pelo italiano Silvio Gazzaniga, determinou que a taça original só seja emprestada para a cerimônia de premiação e para as fotos oficiais no gramado. Depois disso, ela retorna imediatamente para a sede da entidade, na Suíça.

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O argumento de segurança faz todo sentido histórico.


Um herói improvável
O troféu atual começou a ser utilizado na Copa de 1974. Antes dele, a FIFA entregava a Taça Jules Rimet - uma peça menor que, em vez de dois jogadores sustentando o planeta Terra, trazia a imagem de Niké, a deusa grega da vitória. A antiga taça foi roubada mais vezes do que um roteirista de Hollywood seria capaz de imaginar.


O primeiro sumiço aconteceu em março de 1966, na Inglaterra, país sede daquela edição, devido a um descuido dos seguranças durante uma exibição pública em Londres.


Os britânicos iniciaram uma busca massiva pela Jules Rimet (batizada em homenagem al presidente da FIFA que idealizou o torneio), até que, oito dias depois, ela foi encontrada embrulhada em jornais sob a sombra de uma árvore. O herói do resgate não foi a Scotland Yard, nem James Bond: foi Pickles, um cachorro que passeava com seu dono.


"Ele chamou atenção para um pacote meio enterrado sob uma árvore. Tirei os jornais e vi uma mulher segurando um prato sobre a cabeça, e uma placa com os nomes 'Alemanha, Uruguai, Brasil'", contou o dono do cão na época. Pickles virou herói nacional britânico.


O roubo definitivo no Brasil
Em 1970, o Brasil conquistou o tricampeonato mundial no México e, pelo regulamento da época, ganhou o direito de ficar com a Taça Jules Rimet em definitivo. O troféu foi guardado na sede da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), no Rio de Janeiro.


Mas, 13 anos mais tarde, em 1983, a taça foi levada em um assalto que parecia de cinema. O que a Seleção Brasileira levou 40 anos para conquistar, os ladrões roubaram em apenas 20 minutos.


A polícia chegou a prender os suspeitos, mas a taça original nunca foi recuperada. A versão oficial é de que o troféu foi fundido e transformado em barras de ouro, embora exista a teoria de que um colecionador particular comprou a peça clandestinamente.


A noite das três taças no Catar
As novas restrições da FIFA geraram uma cena curiosa na final da Copa do Catar, em 2022. Após a vitória da Argentina sobre a França, duas taças oficiais estavam no gramado: a original (que tem os nomes de todos os campeões gravados desde 1974) e a réplica oficial entregue ao vencedor (chamada de Winners Trophy), feita de bronze banhado a ouro, que viaja com a delegação.


No entanto, a taça que parou em todas as capas de jornais e redes sociais na famosa foto de Lionel Messi nos braços da torcida não era nenhuma das duas. Tratava-se de uma réplica não oficial levada por um casal de torcedores argentinos para as arquibancadas, que acabou passando de mão em mão entre os jogadores durante a festa. Aquela noite mágica terminou com três taças circulando pelo gramado do Estádio Lusail.


Réplicas à venda para os torcedores
Para os torcedores que sonham em ter um pedaço dessa glória em casa, a FIFA comercializa réplicas em sua loja virtual oficial. São miniaturas da versão que as federações campeãs recebem.


A chamada "réplica autorizada" traz uma base com o resultado da grande final impresso em letras brancas. A entidade disponibiliza modelos em tamanho menor (como de 45 mm e 70 mm) e, para os colecionadores mais nostálgicos, a loja também vende réplicas da histórica Taça Jules Rimet em tamanhos de 100mm e 150mm.


 


Fonte: CNN

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