Suspeitos são presos pelo envio de bombas para filha de presidente do Ceará
Três homens apontados pela Polícia Civil cearense como os responsáveis por enviar um explosivo à escola de teatro da filha do presidente do Ceará SC, João Paulo Silva, foram presos nesta quarta-feira (1º).
Os acusados são membros da torcida organizada Cearamor e cumprem prisão preventiva por atentado contra a vida da adolescente e as demais pessoas presentes na escola, localizada no bairro Joaquim Távora, em Fortaleza.
A corporação afirma que, segundo as investigações, há um grupo criminoso integrado por membros da organizada, que atuaram de maneira coordenada e divisão de tarefas, uma vez que foram utilizadas duas motos com placas encobertas.
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Os agentes comunicaram que apreenderam aparelhos celulares do grupo, obtendo acesso aos dados completos dos aparelhos, mas ainda seguem com as investigações, visando encontrar financiadores e articuladores do ocorrido.
O órgão também informou que, na tentativa de prisão de um dos homens em sua residência, a DRACO (Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas) prendeu um quarto indivíduo que possuía 3kg de maconha e 1kg de cocaína em tabletes, além de objetos utilizados no tráfico de drogas e roupas da torcida organizada co Cearamor.
Relembre o caso
Uma caixa de bombons foi aviada para uma escola de teatro, destinada à filha do presidente do Ceará Sporting Club, na tarde da última qinata-feira 25). Segundo o executivo, a bomba foi entregue por meio de um "presente" deixado na escola de teatro de uma de suas filhas.
O explosivo vinha acompanhado de flores e uma mensagem com os dizeres "Fora JP" e "Safado". Nas redes sociais, João Paulo informou que esse é apenas mais um episódio de crimes cometidos contra sua família.
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Em nota, o Ceará Sporting Club disse que repudia os atos contra o presidente. "Não é a primeira vez que o presidente e sua família são alvos de ações dessa natureza. Esses acontecimentos revelam o que há de mais condenável em nossa sociedade e utilizam o futebol como pretexto para a prática de crimes como ameaça, injúria, perseguição, exposição a perigo e exposição indevida da vida privada."
Ainda de acordo com o clube, um inquérito foi instaurado pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) para apuração dos fatos e providências.
*Sob supervisão de Thiago Félix
Fonte: CNN