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Ronald LaPread, baixista original dos Commodores, morre aos 75 anos e emociona o mundo da música

Por Equipe Editorial CifraNET · 02/06/2026
Ronald LaPread, baixista original dos Commodores, morre aos 75 anos e emociona o mundo da música
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Ronald LaPread e os Commodores

O mundo da música se despediu de Ronald LaPread, baixista original e um dos fundadores dos Commodores. O músico morreu aos 75 anos em Auckland, na Nova Zelândia, país onde vivia havia várias décadas. Segundo o obituário divulgado pela família, LaPread morreu repentinamente em 30 de maio, mas a causa oficial da morte não foi detalhada publicamente.

A notícia gerou comoção entre fãs, músicos e admiradores da história da Motown. Ronald LaPread foi peça fundamental na construção do som clássico dos Commodores, grupo que marcou profundamente o funk, o soul e o R&B nas décadas de 1970 e 1980.

Em comunicado emocionado, os Commodores lamentaram a perda do antigo companheiro de banda. O grupo destacou que Ronald foi um músico fenomenal, compositor talentoso e parte vital do som e do sucesso da banda. A mensagem também enviou condolências à esposa Farrah, aos filhos Ronald Jr. e Soraya, e afirmou que seu legado continuará vivo por meio da música que ele ajudou a criar.

A morte também foi confirmada por sua filha, a produtora musical Soraya LaPread, nas redes sociais. Ronald viveu os últimos 40 anos na Nova Zelândia e, mesmo afastado da formação clássica dos Commodores, permaneceu ligado ao universo musical.

LaPread ajudou a moldar a identidade sonora do grupo em sua fase mais importante. Fundados no fim dos anos 1960, os Commodores se tornaram um dos maiores nomes da era de ouro da Motown Records. Ao lado de Lionel Richie e dos demais integrantes, Ronald participou da criação de um repertório que atravessou gerações.

Suas linhas de baixo estão presentes em sucessos inesquecíveis como Brick House, Easy e Three Times a Lady. Ele integrou os Commodores até 1986, participou de 11 álbuns do grupo e chegou a se reunir com antigos colegas em apresentações recentes na Nova Zelândia.

Entre as homenagens mais emocionantes esteve a de Lionel Richie, que dividiu palcos e estúdios com LaPread durante a ascensão da banda. Richie lamentou a perda do amigo e relembrou a trajetória vivida ao lado do baixista, reforçando a importância de Ronald na história dos Commodores.

A despedida de LaPread ocorreu em uma semana em que o nome dos Commodores também ganhou destaque por outro motivo. A formação atual da banda anunciou o cancelamento de sua participação na Great American State Fair, evento ligado ao Freedom 250, iniciativa criada para celebrar os 250 anos da independência dos Estados Unidos.

O grupo afirmou que sua música sempre foi sua voz e que preferia não se associar publicamente a nenhum partido político. A decisão foi tomada antes da morte de Ronald LaPread, que já estava afastado dos Commodores havia cerca de quatro décadas.

A Great American State Fair está prevista para acontecer entre 25 de junho e 10 de julho de 2026, no National Mall, em Washington, D.C. A proposta do evento é reunir pavilhões de estados e territórios americanos, atrações ao vivo, experiências interativas e atividades típicas de feira, com entrada gratuita.

A polêmica cresceu porque alguns artistas afirmaram ter aceitado participar acreditando que se tratava de uma celebração cívica apartidária. No entanto, o Freedom 250 está ligado à força-tarefa criada pela Casa Branca para as comemorações dos 250 anos dos Estados Unidos. A situação provocou debate sobre a relação entre eventos culturais, política e transparência nas celebrações oficiais.

Além dos Commodores, outros artistas também recuaram, incluindo Martina McBride, Bret Michaels, Young MC e Morris Day and The Time. A saída de vários nomes da programação aumentou a repercussão do caso na imprensa americana.

Apesar da controvérsia política envolvendo a formação atual do grupo, o centro da notícia permanece sendo a despedida de Ronald LaPread. Seu trabalho como baixista, compositor e fundador dos Commodores ajudou a criar algumas das canções mais importantes da música negra americana. Sua marca permanece viva no groove, na elegância e na força musical de uma banda que marcou época.

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