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Rafael Bittencourt revela como nasceu o Angra e explica origem da "boyband de metal espadinha"

Por Equipe Editorial CifraNET · 02/06/2026
Rafael Bittencourt revela como nasceu o Angra e explica origem da "boyband de metal espadinha"
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Rafael Bittencourt relembrou a origem do Angra e contou detalhes importantes sobre como uma das maiores bandas de heavy metal do Brasil nasceu. A declaração foi exibida no programa "Sons de São Paulo", da TV Globo, dedicado à trajetória de nomes fundamentais do rock paulista.

Rafael Bittencourt fala sobre a origem do Angra

O episódio foi ao ar para o estado de São Paulo e contou com a participação de integrantes do Angra. Em um dos trechos divulgados nas redes sociais após a exibição, Bittencourt falou sobre o período em que estudava na Faculdade Santa Marcelina ao lado do saudoso Andre Matos.

Segundo o guitarrista, o Angra nasceu da colisão entre dois projetos. De um lado, Rafael buscava formar uma banda que unisse heavy metal melódico, power metal, elementos eruditos e música brasileira. Do outro, Andre Matos já tinha contatos importantes, empresário, conexões com gravadora no Japão e uma estrutura que poderia impulsionar o projeto.

Bittencourt explicou que sua ideia era criar um heavy metal brasileiro com identidade própria. Para ele, a riqueza da cultura nacional não poderia ser desperdiçada dentro de um gênero que, naquele período, passava por forte ascensão no mundo.

Foi dessa união entre músicos, conceito artístico e estrutura profissional que o Angra surgiu. Em tom bem-humorado, Rafael também citou a expressão "boyband de metal espadinha", rótulo que virou piada entre fãs depois de ser usado por Régis Tadeu para se referir ao grupo.

No universo do heavy metal, a expressão "espadinha" costuma ser associada a bandas que exploram fantasia medieval, cavaleiros, reis, magos, batalhas épicas, dragões e elementos grandiosos em suas letras, capas e estética musical.

A fala de Rafael ajuda a explicar por que o Angra se tornou uma banda tão singular: ao mesmo tempo em que dialogava com o metal melódico internacional, o grupo também incorporava elementos brasileiros e eruditos, criando uma sonoridade própria que marcou gerações.

A matéria também destaca que Felipe Andreoli participou do trecho divulgado, falando sobre sua própria trajetória dentro da música e da banda.

Mais de três décadas depois de sua formação, o Angra segue celebrando sua história. Em abril, o grupo se apresentou no Bangers Open Air 2026, em São Paulo, em uma celebração especial com ex-integrantes que tiveram passagens marcantes pela banda.

Na mesma época, Rafael Bittencourt e seus companheiros realizaram um show solo exclusivo na capital paulista para comemorar os 25 anos de "Rebirth", álbum lançado em 2001 que redefiniu os rumos do Angra e conquistou fãs de metal em diversas partes do mundo.

Outra apresentação recente aconteceu em Brasília e contou com Kiko Loureiro como convidado especial, reforçando o clima de reunião e celebração em torno da trajetória do grupo.

O Angra ainda tem apresentações marcadas para os dias 2 e 3 de outubro no Tokio Marine Hall, em São Paulo. Os shows serão dedicados aos aniversários dos álbuns "Rebirth" e "Holy Land", dois trabalhos essenciais para a consolidação da banda como referência mundial do metal brasileiro.

Com sua mistura de técnica, melodia, peso e brasilidade, o Angra continua sendo um dos nomes mais importantes da história do rock nacional, e o relato de Rafael Bittencourt mostra que a origem da banda foi resultado de visão artística, oportunidade e encontro de talentos.

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