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Rachel Sheherazade diz que roqueiro apolítico deveria mudar de estilo

Por Equipe Editorial CifraNET · · 3 min de leitura
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Rachel Sheherazade diz que roqueiro apolítico deveria mudar de estilo

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Reprodução/Instagram | Reprodução

O Rock é visto por muitos como um símbolo de resistência. Ao longo de sua história, artistas e bandas usaram a música para questionar estruturas de poder e dar voz a diferentes movimentos, tornando o posicionamento político parte da trajetória de nomes importantes do gênero.

Refletindo sobre este cenário, a jornalista Rachel Sheherazade criticou a postura de James Hetfield, vocalista do Metallica, após o músico afirmar que não gosta de política e questionar bandas e artistas que se posicionam sobre o tema.

Em um vídeo divulgado em seu perfil do Instagram, Rachel defendeu que artistas de Rock não deveriam se manter alheios às questões políticas e sociais que marcam o mundo. No início da publicação, ela disse:

Roqueiro apolítico, roqueiro neutro, roqueiro que não quer incomodar, roqueiro que não faz pensar deveria trocar de estilo musical. Em meio aos protestos mundiais contra o governo Trump, o genocídio palestino e a volta do fascismo em países como Argentina, Alemanha e Brasil, James Hetfield, vocalista do Metallica, afirmou que não gosta de política, criticou bandas que se posicionam e disse que a agenda do Metallica é amor, energia e música pesada. Ou ele não entende de política ou não entende de Rock.”

Rachel Sheherazade faz críticas após discurso de James Hetfield contra política em shows

Em seguida, a jornalista pontuou diversos aspectos relacionados ao Rock, afirmando que o estilo “desafiou padrões morais, sistemas políticos, enfrentou o conservadorismo, denunciou guerras, racismo, desigualdades e abuso de poder” e justificou seu posicionamento citando bandas e músicas que transformaram questões políticas em parte fundamental de sua identidade artística:

O Rock transformou indignação em música e música em instrumento de resistência. Em ‘Sunday Bloody Sunday’, o U2 denunciou a violência política na Irlanda do Norte. O Rage Against the Machine usou a música deles para denunciar racismo estrutural, violência policial e a exploração dos mais pobres. Peter Gabriel homenageou o Stephen Biko, assassinado pelo regime do apartheid na África do Sul. Em ‘2 Minutes to Midnight’, o Iron Maiden criticou a Guerra Fria e os interesses econômicos e políticos por trás da corrida armamentista nuclear.”

Ao concluir sua reflexão, Rachel Sheherazade defendeu que o Rock não precisa oferecer todas as respostas para os problemas do mundo, mas deve ter coragem de levantar questionamentos:

“No rock, assim como na política, não existe neutralidade. Existe covardia e cumplicidade”.

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Fonte: TMDQA!

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