Primatólogos investigam a dinâmica social e con
Primatólogos investigam a dinâmica social e conflitos violentos, vistos como um fenômeno de "Guerra Civil", que vêm ocorrendo entre comunidades de Chimpanzés Selvagens da Uganda, país do continente Africano.
A pesquisa, divulgada no periódico Science, analisa uma divisão permanente na comunidade de chimpanzés de Ngogo, considerada a maior comunidade habituada já registrada, com mais de 200 indivíduos.
Conforme o estudo, este é um evento raro de cisão permanente. Ele não aconteceu de repente, mas sim através de um período de "particionamento" social e espacial entre a espécie.
A divisão tornou-se irreversível quando os laços sociais enfraqueceram e indivíduos que serviam como "ponte" entre os subgrupos morreram devido a doenças.
Uma vez separados em dois grupos, a relação entre os antigos companheiros tornou-se extremamente violenta.
Os chimpanzés começaram a realizar patrulhas em suas novas fronteiras, o que resultou em violência letal direcionada a machos adultos e, posteriormente, até a bebês do grupo oposto.
A pesquisa reforça que, em 50 anos, este é apenas o segundo caso de divisão de grupo documentado em chimpanzés selvagens. O primeiro foi relatado por Jane Goodall em Gombe, na Tanzânia.
Além disso, o estudo contrasta o comportamento dos chimpanzés com o dos bonobos, que, apesar de serem igualmente próximos aos humanos, formam associações tolerantes entre grupos e não se envolvem em conflitos letais após divisões.
Veja animais com características únicas na natureza
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Parente do demônio da Tasmânia, o quoll do norte é um pequeno marsupial carnívoro que é objeto de um mistério biológico. Os machos são tão loucos por sexo que morrem de exaustão depois de uma maratona de acasalamento - Pixabay
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Conhecido como "primo do canguru", o vombate-de-nariz-pelado, ou vombate-comum, chama a atenção no mundo animal por um aspecto curioso: fezes em forma de cubos ou blocos - Jamie La/Moment RF/Getty Images/File via CNN Newsource
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Dasyurus viverrinus, marsupial que vive nas florestas da Tasmânia, consegue brilhar no escuro - Prêmio de Fotografia Científica Beaker Street/Ben Alldridge
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Muitas corujas-das-torres têm a parte inferior branca, uma característica que os pesquisadores sugerem que poderia permitir que as aves imitassem efetivamente a Lua, como uma forma de camuflagem antes de surpreender a presa - Juanjo Negro via CNN Newsource
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Colêmbolo globular, um tipo de inseto que consegue dar cambalhotas para trás no ar, girando mais de 60 vezes a altura do seu corpo em um piscar de olhos. Eles podem atingir uma taxa máxima de 368 rotações por segundo - Adrian Smith
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Pássaros canoros do gênero Junco-de-olhos-escuros mudaram o tamanho dos bicos durante o período da pandemia de Covid nos Estados Unidos por conta da mudança da oferta de alimento em um campus da Universidade da Califórnia - Sierra Glassman
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Ácaros (batizados de Araneothrombium brasiliensis) parasitam aranhas e formam um colar de larvas para sugar fluídos. Descoberta brasileira envolveu pesquisadores do Instituto Butantan - Ricardo Bassini-Silva /Instituto Butantan
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Veronika, uma vaca da raça Swiss Brown, vive em uma fazenda na pequena cidade austríaca de Nötsch im Gailtal. Ela surpreendeu cientistas ao demonstrar inteligência e usar ferramentas para se coçar - Antonio J. Osuna Mascaró
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Nas águas geladas da Baía de Bristol, no Alasca, um novo estudo revela como uma pequena população de baleias beluga sobrevive ao longo do tempo por meio de uma estratégia surpreendente: elas acasalam com múltiplos parceiros ao longo de vários anos - OCEONOGRAFIC DE VALENCIA HANDOUT / REUTERS
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Imagens feitas por pesquisador da UFSC mostram fungo parasita que controla aranhas na Amazônia e lembram o cordyceps de The Last of Us - Elisandro Ricardo Drechsler-Santos
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Cientistas registraram uma rara água-viva fantasma gigante (Stygiomedusa gigantea) durante uma expedição científica em ecossistemas de águas profundas ao longo de toda a costa da Argentina. O avistamento foi divulgado pelo Instituto Oceanográfico Schmidt. O sino do animal pode atingir até um metro de diâmetro, enquanto seus quatro braços podem chegar a até 10 metros de comprimento. - Reuters
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As crianças adoram brincar de faz-de-conta, organizando festas de chá imaginárias, educando turmas de ursinhos de pelúcia ou administrando seus próprios mercadinhos. Agora, um novo estudo sugere que essa brincadeira de faz-de-conta não é um talento exclusivamente humano, mas uma habilidade que os grandes símios também possuem, como o bonobo - Iniciativa dos Macacos
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Cientistas identificaram um novo tipo de célula visual em peixes de águas profundas que combina a forma e a estrutura dos bastonetes com a maquinaria molecular e os genes dos cones. Esse tipo híbrido de célula, adaptado para ambientes de pouca luz, foi encontrado em larvas de três espécies no Mar Vermelho. As espécies estudadas foram: o peixe-machado (Maurolicus mucronatus), o peixe-luz (Vinciguerria mabahiss) e o peixe-lanterna (Benthosema pterotum) - Wen-Sung Chung/Divulgação/Reuters
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Chimpanzés selvagens em Uganda forneceram novo suporte à hipótese do "macaco bêbado" - a ideia de que os primatas são expostos há muito tempo a baixos níveis de álcool em frutas fermentadas, e podem até ser atraídos por eles - depois que testes de urina revelaram que a maioria das amostras continha um marcador metabólico direto de etanol, relataram pesquisadores em um novo estudo. - Reprodução
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Estudo do Massachusetts Institute of Technology (MIT) aponta que os primeiros animais da Terra provavelmente eram ancestrais das esponjas marinhas. A pesquisa identificou "fósseis químicos" preservados em rochas com mais de 541 milhões de anos - Shutterstock
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Predominantemente noturnos e incrivelmente esquivos, os elefantes-fantasma movem-se furtivamente pelas terras altas acidentadas de Angola. Eles evitam os humanos, tornando cada avistamento - e cada imagem capturada por armadilha fotográfica - Kerllen Costa e Antonio Luhoke
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Conhecido como Arota Festae, cientistas descobriram um raro gafanhoto de coloração rosa vibrante, capaz de mudar de cor para um verde que imita folhas de plantas tropicais - Reprodução
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Esta espetacular víbora-de-fosseta estava entre as 11 novas espécies descobertas nos carstes do Camboja - antigos penhascos de calcário com sistemas de cavernas escondidos. Embora seu nome oficial ainda não tenha sido definido, o termo "fosseta" refere-se ao órgão termossensível em sua cabeça, que ela usa para detectar e rastrear presas de sangue quente - Phyroum Chourn/Fauna e Flora
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Uma espécie de pequeno peixe foi observada por milhares de pessoas escalando uma cachoeira vertical de 15 metros de altura na República Democrática do Congo, em um comportamento que ilustra as maneiras surpreendentes e engenhosas pelas quais os animais podem se adaptar a ambientes extremos - Reuters
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Papel fundamental das fêmeas
Embora os machos costumem atrair mais atenção devido à liderança nas patrulhas e na violência intergrupal, as fêmeas de chimpanzé são cruciais para a estrutura do grupo.
Elas influenciam a dinâmica social através de decisões sobre o uso do espaço e seleção de alimentos e estratégias reprodutivas e relações sociais complexas.
Fontes ainda enfatizam que a violência entre grupos é um processo de nível grupal que não pode ser totalmente compreendido sem considerar ambos os sexos.
*Sob supervisão de AR.
Fonte: CNN