CifraNETMúsicas para Missa
Notícia

Poeta e escritora canadense Anne Carson ganha o Prêmio Nobel de Literatura de 2026

Por Equipe Editorial CifraNET · · 3 min de leitura
prêmio literatura poeta escritora canadense
Poeta e escritora canadense Anne Carson ganha o Prêmio Nobel de Literatura de 2026

Monte o repertório da sua missa

  1. Escolha
    suas músicas
  2. Ouça
    antes de decidir
  3. Monte sua
    lista favorita
  4. Mande para
    a sua equipe
DOM 11/10

ESTOCOLMO, 8 Out (Reuters) - A poeta e escritora ​canadense Anne Carson ganhou o Prêmio Nobel de Literatura de 2026 “por sua obra ousada e criativa que, em um diálogo lúdico com a tradição clássica, criou novas formas para a literatura contemporânea”, informou o órgão responsável pela concessão do prêmio nesta quinta-feira.

O prêmio é concedido pela Academia Sueca e tem valor de 12 milhões de coroas suecas (US$1,2 milhão).

'Ela foi pega totalmente de surpresa. Não tivemos muito tempo para conversar, e tudo o que ela conseguiu me dizer foi que, no momento, está na Islândia, onde está ouvindo ⁠o ⁠vento', disse Ingrid Carlberg, secretária permanente da ​Academia ‌Sueca.

A obra da poeta e ensaísta canadense Carson frequentemente combina verso, prosa, diálogo e tradução em uma mistura que desafia os gêneros.

'Quase toda a sua produção literária concentrou-se na interseção entre a obsessão da filóloga pelas palavras e ⁠o desejo da poeta por novos significados', afirmou a Academia.

Ela é amplamente ​conhecida por suas traduções da literatura clássica grega, que influenciam fortemente sua obra, ​abrangendo desde libretos de ópera até crítica literária e ‌romances em verso, ​como “Autobiography of ⁠Red”, de 1998.

Seu estilo é exemplificado em “Norma Jeane Baker of Troy”, de 2019, uma peça performática que mistura as histórias de Helena de Tróia, da peça “Helena”, de Eurípides, e de ​Marilyn Monroe.

Carson passa a ocupar um lugar ao lado de nomes ilustres como Alexander Solzhenitsyn, Alice Munro e Ernest Hemingway como ganhadora do prêmio, que frequentemente divide opiniões entre os amantes da literatura.

A Academia tem sido duramente criticada por ignorar alguns ​dos gigantes da literatura dos últimos 120 anos, como Leo Tolstoy, Virginia Woolf e Jorge Luis Borges; criticada por desprezar autores norte-americanos – embora tenha concedido o prêmio ao cantor e compositor Bob Dylan em 2016 – e acusada de fazer escolhas muito obscuras.

Seus defensores afirmam que a Academia fez escolhas populares, como o colombiano Gabriel García Márquez em 1982 e Doris Lessing em 2007, argumentando que parte de sua missão é destacar tradições ​literárias menos conhecidas e incentivar os leitores a ampliar seus horizontes.

Criados por testamento do ‌inventor sueco da dinamite e empresário Alfred ⁠Nobel, os prêmios por realizações nas áreas de literatura, ciência e paz são concedidos desde 1901.

O prêmio do ano passado foi conquistado pelo escritor húngaro László Krasznahorkai, ⁠apelidado de “mestre do apocalipse” pela crítica norte-americana Susan Sontag.

(Reportagem ⁠de Simon Johnson, Johan Ahlander, Niklas Pollard ⁠e Marie Mannes ⁠em ​Estocolmo, Terje Solsvik em Oslo, Jonathan Allen em Nova York e Justyna Pawlak em Varsóvia)

Fonte: Antena 1

Leia também

← Ver todas as notícias