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Papa Leão planta oliveira durante uma visita ao

Por Equipe Editorial CifraNET · 14/04/2026
Papa Leão planta oliveira durante uma visita ao
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Papa Leão planta oliveira durante uma visita ao sítio arqueológico de Hipona, em Annaba, na Argélia
ALBERTO PIZZOLI / AFP
O papa Leão XIV seguiu, nesta terça-feira (14), os passos do influente teólogo cristão Santo Agostinho, que considera seu pai espiritual, no segundo dia de sua visita à Argélia.
Em Annaba, a antiga cidade romana de Hipona, Leão visitou os vestígios do passado histórico da cidade e um centro para idosos pobres administrado por freiras católicas.
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O Papa percorreu o sítio arqueológico romano e plantou uma oliveira, enquanto um coro entoava cantos em latim, amazigh e árabe, inspirados em textos de Santo Agostinho sobre a paz e a fraternidade.
À tarde, Leão celebrou uma missa na Basílica de Santo Agostinho, com a presença de clérigos de toda a África. Em sua homilia pronunciada em francês, o papa instou os cristãos da Argélia a "dar testemunho do Evangelho, por meio de gestos simples, relações autênticas e um diálogo vivido no dia a dia".
Após a celebração, o pontífice afirmou que a viagem foi "um dom particular da providência de Deus" e agradeceu às autoridades pelo apoio à visita. Membro da ordem agostiniana, ele também se definiu como "filho" de Santo Agostinho.
Papa Leão XIV (à esquerda) reza durante uma visita ao sítio arqueológico de Hipona, em Annaba
AFP
Mais cedo, em seu primeiro discurso no país, Leão XIV homenageou vítimas da guerra de independência da França (1954-1962) e defendeu maior participação pública na política. Ele afirmou que as autoridades devem "servir o povo e promover seu desenvolvimento" e pediu uma "sociedade civil vibrante, dinâmica e livre".
O apelo ocorre em meio a críticas de organizações de direitos humanos, que denunciam restrições às liberdades na Argélia desde os protestos pró-democracia de 2019.
Tensões durante a visita
'Não tenho medo do governo Trump', diz papa Leão XIV após críticas do presidente dos EUA
A visita, porém, foi marcada por tensões. Um duplo atentado suicida foi registrado na segunda-feira (13) na cidade de Blida, a cerca de 40 km de Argel, onde o papa se encontrava.
Segundo uma fonte ouvida pela AFP, dois homens-bomba se explodiram no local. Até o momento, não há informações sobre vítimas, e as autoridades não comentaram o caso.
A viagem também foi ofuscada por críticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que chamou o papa de "fraco" na rede social Truth Social neste domingo (12). O ataque ocorreu após o pontífice pedir um cessar-fogo no Líbano e defender posições contra a guerra.
Antes da viagem papal, Trump acusou Leão XIV de "brincar com um país [Irã] que quer uma arma nuclear". "Não sou um grande fã" do pontífice, disse ele.
Apesar das críticas por seus comentários, Trump afirmou que "não há nada pelo que se desculpar" e que o papa "está errado".
Em resposta, o papa declarou que não teme críticas e reafirmou o papel da Igreja.
"Não tenho medo, nem da administração Trump, nem de proclamar a mensagem do Evangelho em voz alta", declarou o líder da Igreja Católica a bordo do avião papal.
Papa Leão pede cessar-fogo no Líbano e o fim dos combates no Sudão

 

Fonte: G1

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