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Oscar Schmidt, lenda do basquete brasileiro, mo

Por Equipe Editorial CifraNET · 17/04/2026
Oscar Schmidt, lenda do basquete brasileiro, mo
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Oscar Schmidt, lenda do basquete brasileiro, morreu nesta sexta-feira (17), aos 68 anos. O ex-atleta deixa como legado uma das atuações mais marcantes da história do esporte: a final dos Jogos Pan-Americanos de 1987, em Indianápolis.

No dia 23 de agosto daquele ano, o basquete brasileiro viveu um de seus momentos mais emblemáticos. Na decisão disputada na Market Square Arena, o Brasil venceu os Estados Unidos por 120 a 115 e conquistou a medalha de ouro em pleno território adversário - um feito inédito até então.

Diante de cerca de 16 mil torcedores, a seleção brasileira protagonizou uma atuação histórica, baseada sobretudo na eficiência nos arremessos de três pontos. Oscar foi o grande nome da decisão.

Após marcar apenas 11 pontos no primeiro tempo, o ala explodiu na etapa final, com 35 pontos, e terminou o jogo com 46, sendo decisivo para encerrar a invencibilidade dos norte-americanos.

Das sete bolas de três que converteu, muitas vieram justamente no momento da virada, silenciando a torcida local, que já comemorava o título de forma antecipada.

Isso porque, no intervalo, os Estados Unidos venciam por 68 a 54 e não davam sinais de que seriam ameaçados. A reação brasileira, no entanto, veio com os arremessos precisos de Oscar, que mudaram o rumo da partida. Foi a primeira derrota dos norte-americanos em casa na história do basquete internacional.

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Oscar também ficou marcado por uma decisão incomum. Após ser draftado pelo New Jersey Nets, em 1984, recusou jogar na NBA para seguir defendendo a seleção brasileira. À época, as regras não permitiam que atletas da liga norte-americana atuassem por suas seleções em competições internacionais, o que o obrigaria a abrir mão de representar o Brasil.

O ouro em 1987, nesse sentido, representou mais do que uma conquista esportiva: foi o auge de uma escolha.

A vitória teve impacto além da quadra. Pouco tempo depois, a FIBA passou a permitir a participação de jogadores da NBA em competições internacionais, abrindo caminho para a formação do "Dream Team", em 1992.

A mudança foi liderada pelo então secretário-geral da entidade, Borislav Stankovic, que considerava injusto que atletas de alto nível, como Oscar, precisassem escolher entre atuar na liga norte-americana ou representar seus países.

 

Fonte: CNN

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