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Os investidores acompanham de perto o avanço da

Por Equipe Editorial CifraNET · 14/04/2026
Os investidores acompanham de perto o avanço da
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Os investidores acompanham de perto o avanço da disputa pelo Palácio do Planalto. A questão fiscal é a principal preocupação, com a trajetória crescente da dívida e com a pressão sobre os gastos discricionários da União.

A face pública do problema são as taxas de juros que os credores do governo exigem para financiar a dívida.

Quanto maior for a desconfiança do mercado, mais alto será o prêmio de risco para comprar novos títulos. Ainda assim, há um impacto direto, também, nos ativos de renda variável.

Segundo Marilia Fontes, especialista em renda fixa e apresentadora da Resenha do Dinheiro, há ativos que estão mais expostos ao problema.

Principalmente aqueles de companhias que dependem de crédito nas operações diárias e as empresas que estão sob controle direto do governo.

"Estatais como Petrobras e Banco do Brasil tendem a ter um controle maior do Estado e a oscilar conforme as expectativas sobre o papel do governo. Já companhias ligadas ao crédito e ao crescimento, podem se beneficiar de cenários de queda de juros", afirma Marilia.

A dinâmica das pesquisas eleitorais também deve seguir como um dos principais estímulos de curto prazo para o mercado.

"Conforme as pesquisas vão para um lado ou para o outro, o mercado também reage. É um movimento típico de ano eleitoral", afirma Marilia.

O fato de os principais nomes do cenário político já serem conhecidos tende a reduzir o risco de rupturas mais bruscas.

"Como o mercado já conhece candidatos como Lula e Flávio Bolsonaro, há menos incerteza sobre o funcionamento da política econômica", complementa.

Cautela no cenário político
Apesar do aumento da volatilidade, Rodrigo Sgavioli, head de alocação da XP, analisa que o investidor não deve acompanhar só o calendário eleitoral nas suas decisões de investimento.

"Fatores individuais continuam sendo mais determinantes para a construção de portfólios do que oscilações políticas pontuais", aconselha.

Rodrigo também observa o grau de incerteza do cenário eleitoral, marcado por polarização entre os principais candidatos, o que reduz a previsibilidade dos movimentos de mercado.

"Quem tomar decisão com base na crença de que um lado vai ganhar pode sofrer impactos, pois a eleição tende a ser muito apertada, próxima de um 50-50", diz.

Segundo ele, variáveis globais como fluxo de capital, inflação e crescimento econômico têm desempenhado papel central no desempenho dos mercados.

Resenha do Dinheiro
Realizado com o apoio da B3 e da gestora de investimentos BlackRock, o programa é apresentado por Marilia Fontes, sócia-fundadora da Nord Investimentos; Thiago Godoy, o "Papai Financeiro"; Bernardo Pascowitch, fundador e CEO do Yubb; e propõe uma abordagem leve, direta e descomplicada sobre temas ligados a educação financeira e investimentos.

O programa vai abordar semanalmente as principais notícias e movimentos da economia com a leveza de uma conversa informal - como uma resenha entre amigos, no boteco ou após o futebol - mas sem perder a análise e o conteúdo.

A Resenha do Dinheiro vai ao ar todas as sextas-feiras, às 19h, no canal do CNN Money no YouTube e aos domingos, às 15h, na CNN Brasil.

 

Fonte: CNN

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