O secretário-executivo do Ministério da Fazenda
O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, afirmou que a estratégia fiscal do governo pode melhorar a percepção de risco país e chegar ao grau de investimento, em um movimento que depende da consistência das projeções e do cumprimento das metas ao longo dos próximos anos.
Na avaliação da equipe econômica, a combinação de metas fiscais mais exigentes e controle das despesas cria condições para reduzir o prêmio de risco e melhorar o ambiente de investimento.
"Sim, eu acredito firmemente que o movimento dessas metas fiscais leva à elevação do investimento. Tira o cenário de cauda, que nós chamamos de uma 'não estabilização', e melhora a percepção de valor", disse durante a coletiva da apresentação do PLDO (Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias) de 2027, nesta quarta-feira (15).
Ceron ainda argumentou que a percepção do mercado internacional já reflete uma leitura mais positiva sobre o país.
"O mercado financeiro internacional precifica o país, e hoje, de forma incontestável, essa precificação está melhor do que muitas avaliações isoladas", disse.
Na ocasião, Ceron ainda destacou que parte das divergências entre estimativas do governo e do mercado está ligada às premissas de crescimento econômico. Mas para ele, não há "certo ou errado", mas sim projeções.
"O futuro é sempre muito difícil, mas a gente tem trabalhado sempre com muita consistência e, na média, sendo muito mais próximo do efetivo ocorrido do que o contrário", frisou.
Segundo ele, cenários mais pessimistas - com crescimento menor do PIB (Produto Interno Bruto) - exigem um esforço fiscal maior e acabam pressionando a dinâmica da dívida.
Já projeções mais equilibradas ajudam a sustentar uma trajetória mais favorável das contas públicas.
O PLDO incorpora essa estratégia ao projetar superávit primário de 0,5% do PIB em 2027, com avanço para 1% em 2028 e 1,5% a partir de 2030. A proposta também prevê estabilização da dívida pública ao longo dos próximos anos, após atingir patamar elevado no fim da década.
Fonte: CNN