O ministro Luiz Fux, do STF (Supremo Tribunal F
O ministro Luiz Fux, do STF (Supremo Tribunal Federal), votou nesta quarta-feira (8) para que a eleição que definirá o governador e o vice do Rio de Janeiro no chamado mandato-tampão seja realizada de forma indireta, pela Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro).
Com o voto, Fux abriu divergência em relação ao ministro Cristiano Zanin, que defende a realização de eleição direta, com voto popular.
Fux afirmou que o caso decorre da renúncia do ex-governador Cláudio Castro (PL) - e não da cassação -, o que, segundo ele, afasta a obrigatoriedade de eleições diretas prevista na legislação eleitoral. O ministro também citou a proximidade das eleições de outubro.
Até o momento, o placar do julgamento está em 1 a 1, com divergência entre os ministros sobre o modelo de eleição. A análise foi suspensa e será retomada na quinta-feira (9), com o voto de Flávio Dino.
O xadrez político no Rio
No centro do impasse está a renúncia de Castro, em 23 de março. O PSD sustenta que o ex-governador deixou o cargo para evitar uma cassação no TSE e, assim, forçar a realização de uma eleição indireta, hipótese que, em tese, favoreceria seu grupo político na Alerj.
Por outro lado, Castro afirma que a renúncia ocorreu para viabilizar sua candidatura ao Senado dentro do prazo de desincompatibilização.
Ao suspender a eleição indireta para o governo do Rio, Zanin argumentou que quando há dupla vacância por causa eleitoral - como cassação -, a eleição deve ser direta. Nos demais casos, a regra é a escolha indireta.
Zanin também determinou a manutenção do presidente do Tribunal de Justiça do estado, Ricardo Couto, no exercício do governo fluminense até que o plenário da Corte decida sobre o tema.
PGR defende eleição direta para governador no Rio | LIVE CNN
Fonte: CNN