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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta segunda-feira (27) que as medidas do governo para conter o endividamento das pessoas físicas devem ser anunciadas ainda esta semana.
O Executivo vinha manifestando preocupação com a saúde financeira do brasileiro. Nos últimos meses, dados relacionados a dívidas e inadimplência vêm renovando recordes.
Mais cedo, o BC (Banco Central) divulgou que o endividamento das famílias subiu para 49,9% em fevereiro, alcançando o maior patamar da série histórica.
A apresentação das medidas ao público ocorreu após reunião da equipe econômica do governo junto de fintechs e bancos na manhã desta segunda. Estiveram presentes representantes da Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Itaú, Bradesco, Santander e BTG Pactual, além do presidente-executivo da Febraban (Federação Brasileira de Bancos), Isaac Sidney.
Segundo Durigan, todos os pontos do programa foram repassados com os bancos, que também puderam compartilhar seus pontos de vista.
"Chegamos a um bom consenso técnico a todos os pontos e vou voltar para Brasília amanhã para que o anúncio seja feito, possivelmente, ainda esta semana pelo presidente [Lula]", disse o chefe da equipe econômica.
Perspectivas sobre juros
O ministro da Fazenda ressaltou que o programa vem num momento em que a taxa básica de juros do país, a Selic, está elevada.
"Na perspectiva de ter reduções e cortes da taxa oficial, é importante que as famílias também se aproveitem de uma redução de taxa de juros. Ao participar do programa com contrapartidas dos bancos, o que a gente está exigindo é que haja uma taxa de juros muito menor", pontuou Durigan, destacando como elevadas as taxas cobradas em modalidades como cartão de crédito e cheque especial.
A taxa de juros do cartão de crédito rotativo caiu em março, mas segue acima dos 400% ao ano, segundo dados do BC.
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Fonte: CNN