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O Banco Bmg reportou lucro líquido recorrente d

Por Equipe Editorial CifraNET · 06/05/2026
O Banco Bmg reportou lucro líquido recorrente d
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O Banco Bmg reportou lucro líquido recorrente de R$ 147 milhões no primeiro trimestre, representando uma alta de 28% na comparação anual.

O resultado foi acompanhado por um salto no ROE (retorno sobre o patrimônio líquido), que passou de 12,1% para 15,3%, refletindo uma estratégia deliberada de melhora na qualidade e rentabilidade da carteira de crédito.

Felix Cardamone, CEO do Banco Bmg, explicou que o desempenho positivo é fruto de um trabalho consistente de recomposição do portfólio. "A gente vem trabalhando para buscar uma carteira mais saudável e, consequentemente, uma carteira mais rentável", afirmou.

Segundo ele, o banco optou por reduzir operações menos lucrativas para abrir espaço a produtos com maior margem, como o consignado privado, o cartão consignado e o cartão benefício, além de manter uma gestão disciplinada de despesas e controle da inadimplência.

Consignado privado como motor de crescimento
O consignado privado ganhou destaque na estratégia do banco, com crescimento de 180% na originação, atingindo R$ 570 milhões.

Felix Cardamone explicou que a entrada nesse segmento foi gradual e cuidadosa. "Nós iniciamos essa operação no último trimestre do ano passado para calibrarmos toda a nossa modelagem de crédito", disse.

Segundo o executivo, a análise envolve não apenas o perfil do tomador final, mas também a avaliação da empresa empregadora, considerando fatores como turnover, segmento de atuação e tempo de existência.

Após ajustes nos processos e maior segurança nos resultados, o banco decidiu acelerar a originação nesse produto.

Carteira menor, resultado maior
Apesar de a carteira total ter encolhido R$ 2,7 bilhões na base anual - uma redução de cerca de 10% -, o banco registrou crescimento de 10% na margem financeira, que atingiu R$ 853 milhões.

Felix Cardamone esclareceu que o banco desfez operações com varejistas, encerrou um banco digital que mantinha empréstimos sem garantias e reduziu a compra de carteiras de bancos parceiros.

"Nós reduzimos as carteiras que não traziam o resultado que a gente ambicionava para ter um retorno sobre capital adequado e fomos construindo essas outras carteiras", explicou.

Inadimplência e provisões
A inadimplência acima de 90 dias recuou 0,4 ponto percentual na comparação anual, embora tenha subido 0,2 ponto percentual na comparação trimestral.

Felix Cardamone atribuiu essa variação à aceleração da carteira de consignado privado, ainda considerada jovem, e às novas regras de provisionamento estabelecidas pela resolução 4.966 do Banco Central, que passou a exigir provisões com base em perda esperada, e não mais apenas no atraso.

"No momento em que nós estamos constituindo a carteira, esse índice de inadimplência sobe. Depois que a carteira está madura, a gente pode calibrar a nossa modelagem e, consequentemente, esse provisionamento diminui", detalhou.

Estratégia digital e presença física
O banco opera com cerca de 950 lojas, sendo 150 próprias e 800 franqueadas, voltadas a um atendimento personalizado.

Paralelamente, investiu na atualização de sua plataforma tecnológica, migrando para arquitetura de microsserviços e para a nuvem, além de desenvolver canais digitais via aplicativo e WhatsApp.

Segundo Felix Cardamone, 48% da originação já ocorre de forma automática ou digital.

"O que a gente busca é ter uma integração entre o canal físico e o canal digital", afirmou, destacando que o banco processa entre 350 mil e 400 mil operações por mês, volume que exige alta escalabilidade e eficiência operacional.

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Fonte: CNN

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