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Após nova ameaça de Trump, chanceler do Irã diz que o país vai responder com ações firmes

Trump fala em 'grande ataque' contra o IrãO ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, reagiu nesta quarta-feira (8) às novas ameaças dos EUA, após o presidente Donald Trump afirmar que considera que o cess...

Veiculo: CifraNET 4 min de leitura
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Após nova ameaça de Trump, chanceler do Irã diz que o país vai responder com ações firmes
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Trump fala em 'grande ataque' contra o Irã
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, reagiu nesta quarta-feira (8) às novas ameaças dos EUA, após o presidente Donald Trump afirmar que considera que o cessar-fogo acabou e prometer atacar o país nesta noite "com muita força".
Em um post na rede social X, o chanceler iraniano exaltou o povo de seu país e fez um alerta:
"Dirigir-se à civilizada e corajosa nação do Irã com linguagem ofensiva não diminui sua grandeza. Os iranianos são conhecidos por sua civilidade, cultura e sólidos valores morais. Não respondemos à vulgaridade com vulgaridade, mas com ações: com coragem e grande bravura".
A declaração também é uma resposta ao tom usado por Trump, que chamou os líderes do Irã de "escória" e de "doidos". "Não quero lidar com eles, são liderados por pessoas doentes e são pessoas cruéis e violentas", afirmou o presidente dos EUA durante a manhã.
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O Ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi
REUTERS/Mohammed Salem
'Grande ataque'
Mais cedo, Trump havia anunciado que deve fazer um "grande ataque" contra o Irã na noite desta quarta. A declaração foi dada pouco antes de uma reunião na cúpula da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), na Turquia.
"Vou dar um pequeno aviso: vamos atacá-los com força esta noite", declarou a repórteres. "Se for preciso, cortaremos o sistema de energia elétrica e as estações de tratamento de água, mas não queremos isso", acrescentou.
Ao longo da manhã, Trump deu declarações contraditórias sobre o conflito: chegou a afirmar que o acordo de paz firmado com Teerã havia "acabado" e que não queria mais diálogo. Pouco depois, no entanto, o republicano diminuiu o tom e disse não ter "certeza se o acordo vai se manter".
Estreito de Ormuz ameaçado
O Irã disse que fechará o Estreito de Ormuz caso ocorram novos ataques contra o país, segundo a emissora iraniana Press TV.
A informação, de acordo com a TV, é de uma fonte de segurança que falou de forma anônima e também afirmou que Teerã atacará alvos "inimigos" numa proporção de pelo menos dois para um, caso as ameaças feitas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante a cúpula da Otan, se concretizem.
O Estreito de Ormuz, uma rota marítima importante por onde passam 20% de todas as exportações de petróleo mundiais, foi reaberto após a assinatura de uma minuta de entendimento entre o Irã e os EUA, no mês passado.
Ilha de Kharg
Trump também revelou nesta quarta que a Ilha de Kharg, que concentra cerca de 90% das exportações iranianas de petróleo, foi um dos alvos atingidos pelos ataques norte-americanos de terça (7). O republicano, no entanto, ordenou que reservatórios de petróleo não fossem atingidos.
"Atacamos a ilha de Kharg ontem, e eu falei: 'Não encostem no petróleo', porque talvez tomemos a ilha e não há nada que eles possam fazer sobre isso", declarou.
EUA e Irã estão oficialmente em meio a um cessar-fogo após assinarem, em junho, um acordo de paz preliminar. No entanto, voltaram a trocar ataques (leia mais abaixo).
Ilha de Kharg
Editoria de Arte/g1
Nova troca de ataques
Na noite desta terça, o Comando Central dos EUA lançou uma ofensiva contra o Irã em resposta a ataques contra navios comerciais que transitavam pelo Estreito de Ormuz.
Em resposta, o Irã afirmou que os ataques dos EUA são uma "clara violação" ao acordo de paz e lançou ataques retaliatórios contra bases norte-americanas no Bahrein e no Kuwait na madrugada desta quarta.
Ambos os países árabes atingidos abrigam bases militares de Washington: o Bahrein é a sede da 5ª Frota da Marinha dos EUA, enquanto o Kuwait serve de quartel-general para as forças do Exército americano na região. Os dois governos acionaram alertas de mísseis para a população no início da manhã.
Trump fala na cúpula da Otan
Reuters/Umit Bektas
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Fonte: G1

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