Leia a noticia completa
EUA voltam a atingir alvos no Irã
Os Estados Unidos lançaram uma série de ataques "poderosos" contra o Irã após três embarcações comerciais serem atingidas no Estreito de Ormuz.
✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp
O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) informou nesta terça-feira (7) que deu início à ofensiva "para impor um alto custo a quem ataca navios comerciais tripulados por pessoas inocentes em uma rota internacional".
O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, afirmou que a ação americana viola o memorando firmado entre os dois países no mês passado e alertou que Teerã adotará "medidas decisivas".
Os três petroleiros foram atingidos em um intervalo de 24 horas, entre segunda (6) e terça-feira, segundo a agência britânica UK Maritime Trade Operations (UKMTO). Não houve registro de vítimas.
Em resposta, um integrante do governo americano afirmou que o Irã enfrentará consequências e classificou os incidentes como "totalmente inaceitáveis".
Em comunicado publicado na rede social X na noite desta terça-feira, o Centcom afirmou que os bombardeios foram realizados "em resposta aos ataques iranianos".
"A agressão do Irã foi injustificada, perigosa e uma clara violação do cessar-fogo", afirmou o comando.
Embarcações ancoradas no Estreito de Ormuz, vistas de Musandam, Omã, em 3 de junho de 2026
REUTERS/Stringer
Paralelamente, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos revogou nesta terça uma isenção de sanções que suspendia temporariamente restrições à exportação de petróleo pelo Irã.
A autorização, que permitia ao país vender petróleo e derivados, fazia parte do memorando de entendimento assinado entre Washington e Teerã no mês passado.
Um comunicado publicado no site do Departamento do Tesouro nesta terça informou que seria concedido um período de transição até 17 de julho para as transações que haviam sido permitidas pela isenção.
O Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou que a decisão viola o memorando e demonstra a "má-fé, inconsistência e falta de confiabilidade" do governo dos Estados Unidos.
A pasta acrescentou que Teerã "tomará todas as medidas que considerar necessárias para proteger seus interesses nacionais e sua segurança nacional".
Antes do anúncio da nova ofensiva pelo Centcom, um integrante do governo americano, sob condição de anonimato, afirmou que os negociadores do país continuariam trabalhando "de boa-fé" para alcançar um acordo definitivo com o Irã.
Catar e Arábia Saudita também condenaram os incidentes. Os dois países disseram que petroleiros de suas bandeiras foram atingidos enquanto navegavam pelo Estreito de Ormuz ou em suas proximidades e responsabilizaram o Irã.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Catar, Majed Al Ansari, afirmou que o país considera o Irã "totalmente responsável" pelo aparente ataque direcionado ao navio Al-Rekayyat, que transitava próximo ao estreito.
Em publicação na rede social X, Al Ansari pediu que o Irã "cesse imediatamente todas as práticas que comprometem a segurança regional" e "deixe de colocar em risco o abastecimento global de energia e os recursos dos países da região em busca de interesses restritos".
Em outra publicação na rede social, o Ministério das Relações Exteriores da Arábia Saudita afirmou que o petroleiro saudita Wadyan também foi atingido enquanto cruzava o Estreito de Ormuz. Segundo a pasta, os ataques representam "uma ameaça à segurança da navegação internacional e ao abastecimento mundial de energia".
LEIA TAMBÉM
EUA chamam de 'absurda' avaliação do Itamaraty sobre risco de ação militar no Brasil
Agente do ICE mata a tiros motorista mexicano no Texas durante abordagem de veículo
Boeing 737 desaparece do radar perto de Karachi, no Paquistão; dados de radar indicam que aeronave caiu no mar
USS Boxer e USS Portland navegam no Oceano Índico em 30 de junho de 2026
US Centcom
Já o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, classificou as acusações do Catar como "contrárias ao princípio da boa vizinhança".
Em comunicado publicado no Telegram, Baghaei afirmou que embarcações comerciais que utilizam rotas não coordenadas com o Irã ou manipulam seus sistemas de rastreamento correm risco de colisão e dificultam os esforços do país para "garantir uma travessia segura" pelo Estreito de Ormuz.
Segundo a agência britânica UK Maritime Trade Operations (UKMTO), um petroleiro que navegava pelo estreito reportou um incêndio após um projétil de origem desconhecida atingir a casa de máquinas na segunda-feira.
Em outros dois episódios registrados na terça-feira, um petroleiro foi atingido ao deixar o estreito, mas conseguiu seguir viagem até o porto de destino. Outro sofreu danos estruturais leves após ser atingido, informou a organização.
O memorando de entendimento firmado entre Estados Unidos e Irã no mês passado prorrogou o cessar-fogo entre os dois países.
O acordo, composto por 14 pontos, prevê o fim das hostilidades "em todas as frentes", estabelece que o Irã nunca desenvolverá uma arma nuclear e cria um fundo de US$ 300 bilhões (cerca de R$ 1,5 trilhão) para a reconstrução e o desenvolvimento econômico do país, embora os EUA não sejam obrigados a financiá-lo.
Como parte do entendimento, Irã e Omã, que dividem a costa do Estreito de Ormuz, deverão negociar com outros países do Golfo a futura administração e os serviços marítimos na região.
Teerã fechou, na prática, o Estreito de Ormuz - rota por onde normalmente passa cerca de um quinto do petróleo e do gás comercializados no mundo - após os ataques dos Estados Unidos e de Israel em 28 de fevereiro.
Durante o conflito, o Irã buscou reforçar sua soberania sobre a passagem marítima, criando a chamada Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico, responsável, segundo o governo iraniano, por administrar autorizações para uma "passagem segura".
A agência estatal iraniana Fars informou que, pelo novo acordo com os EUA, o estreito passaria a ser administrado pelo Irã em coordenação com Omã, incluindo a possibilidade de cobrança de taxas de serviço das embarcações que utilizarem a hidrovia.
VÍDEOS: mais assistidos do g1
Fonte: G1
Toque agora.
As músicas que o Mundo está tocando agora
-
1
Kleine Wolke Über Einem Französischen Mädchen
Echt
-
2
Majestade
Carlos A. Moyses
-
3
Balancê
Sara Tavares
-
4
Paraíso
Danilo Santos
-
5
Clay
Manatee Commune
- 6 S Engelbewaarder Sasha & Davy
-
7
Topla Je Smrt
Metalsteel
-
8
Quem é você
Exaltasamba
-
9
It's A Great Day (for Me To Whoop Somebody's Ass)
Paul Thorn
-
10
Maybe someday
The Cure
- 11 M Amongst Majestic Mountains Mendy Chanin
- 12 F Subject ffleetwood_macsay_that_you_love_me.crd
-
13
Call Me Up
Ezio
-
14
Yesterday
Petula Clark
-
15
Por Onde Anda Você?
Nina Fernandes
-
16
Con El Cielo
Hillsong Worship
-
17
Mundo Malo
Paulino Bernal
-
18
Un Trocito De Cielo
Jaci Velasquez
-
19
Vem Com Teu Fogo
Adorazione
-
20
Excelente
Lucas Santos Tiago
Mais noticias para voce
Noticia
08/07/2026
"Não vamos ceder", diz negociador do Irã após trocas de ataques com EUA
O principal negociador do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, que também ocupa o cargo de presidente do Parlamento, listou as principais violações do acordo de cessa...
Noticia
08/07/2026
Canais de suporte: o que define um atendimento bancário focado no cliente?
O conceito de atendimento bancário focado no cliente evoluiu de um suporte reativo para uma estratégia de antecipação de necessidades. Em um cenário em que a te...
Noticia
08/07/2026
Kuwait responde "ameaças hostis de mísseis e drones" do Irã, diz exército
As defesas aéreas do Kuwait estão respondendo a "ameaças hostis de mísseis e drones", informou as forças armadas do país na madrugada desta quarta-feira (8). Em...
Noticia
08/07/2026
Cuba restabelece rede elétrica, mas cortes de energia continuam em meio ao bloqueio de combustível imposto pelos EUA
HAVANA, 7 Jul (Reuters) - Cuba informou que restabeleceu a conexão da maior parte do país à rede elétrica nacional nesta terça-feira, embora milhões de pessoas...
Noticia
08/07/2026
Reino Unido anuncia iniciativa da Otan de US$50 bi para armas de ataque de longo alcance
7 Jul (Reuters) - Reino Unido, França, Alemanha e outros países europeus gastarão mais de US$50 bilhões nos próximos 10 anos para desenvolver armas de precisão...
Noticia
08/07/2026
Irã lança mísseis contra bases militares dos EUA no Bahrein e Kuwait após bombardeio
EUA bombardeiam alvos no Irã após navios serem atacados no Estreito de OrmuzO Irã lançou ataques retaliatórios contra o Bahrein e o Kuwait na madrugada desta qu...
Participe da conversa
Seu comentario ajuda a manter a discussao viva e ainda convida outros leitores a continuar navegando pelo portal.
Seja o primeiro a comentar esta noticia.