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Soja sobe em Chicago com compras da China e safra americana

Na sessão desta terça-feira (7), o contrato futuro da soja para entrega em novembro encerrou o pregão na Bolsa de Chicago cotado a US$ 11,97 por bushel, com alta de 0,46%. Segundo análise da Granar, os preços da oleagino...

Veiculo: CifraNET 4 min de leitura
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Soja sobe em Chicago com compras da China e safra americana
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Na sessão desta terça-feira (7), o contrato futuro da soja para entrega em novembro encerrou o pregão na Bolsa de Chicago cotado a US$ 11,97 por bushel, com alta de 0,46%.


Segundo análise da Granar, os preços da oleaginosa ampliaram os ganhos registrados na sessão anterior, quando avançaram cerca de 4%. Apesar de um movimento de realização de lucros ao longo do dia, o mercado encontrou suporte nas compras da China e na piora das condições das lavouras norte-americanas apontada pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).


De acordo com informações da Reuters, a estatal chinesa COFCO adquiriu pelo menos cinco carregamentos de soja dos Estados Unidos, o equivalente a cerca de 300 mil toneladas, com embarques previstos entre setembro e novembro. Fontes do mercado ouvidas pela agência avaliam que o volume pode dobrar nos próximos dias, alcançando aproximadamente 600 mil toneladas.


Nas lavouras americanas, o USDA reduziu de 65% para 64% a parcela das lavouras classificadas entre boas e excelentes, resultado abaixo das expectativas do mercado, que projetava a manutenção do índice em 66%. No mesmo período do ano passado, o percentual era de 66%.


O relatório também mostrou avanço no desenvolvimento da safra. Segundo o órgão, 34% das lavouras já estão em floração, acima dos 19% registrados na semana anterior, dos 30% observados no mesmo período de 2025 e da média histórica de 28%, mantendo o mercado atento ao impacto das condições climáticas sobre o potencial produtivo.


Milho

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Os contratos futuros do milho encerraram a sessão desta terça-feira em alta na Bolsa de Chicago. Entre os principais vencimentos, o contrato para dezembro avançou 1,42%, cotado a US$ 4,64 por bushel.


Segundo análise da Royal Rural, o mercado voltou a incorporar um prêmio climático às cotações. Com o início de julho, a safra norte-americana entra na fase de polinização, considerada a mais sensível do ciclo, quando períodos de calor intenso e chuvas irregulares podem comprometer rapidamente o potencial produtivo.


O USDA informou que 16% das lavouras já estão em espigamento, acima da média dos últimos cinco anos, de 14%. Apesar de 67% da safra ainda ser classificada como boa ou excelente, o mercado concentra a atenção nas condições climáticas das próximas semanas, decisivas para a definição da produtividade.


As previsões meteorológicas também deram suporte aos preços ao indicarem temperaturas mais elevadas e menor volume de chuvas em áreas do oeste americano. Caso esse cenário persista, aumenta o risco de perdas nas lavouras e, consequentemente, a necessidade de incorporar um prêmio de risco às cotações.


Além dos Estados Unidos, a Europa também enfrenta preocupações com o clima. Na França, principal produtor de milho da União Europeia, o percentual de lavouras classificadas entre boas e excelentes caiu de 76% para 58%, o menor nível para esta época do ano em 13 anos, reforçando as incertezas sobre a oferta global.


Outro fator que impulsionou o mercado foi a movimentação dos fundos de investimento. De acordo com a Royal Rural, muitos investidores mantinham posições vendidas e passaram a recomprar contratos diante do aumento do risco climático. Estimativas da Farm Futures apontam que os fundos adquiriram cerca de 38 mil contratos de milho na segunda-feira, acumulando aproximadamente 52 mil contratos comprados nas últimas quatro sessões, movimento que contribuiu para acelerar a alta das cotações.


Trigo


O contrato futuro do trigo para entrega em setembro encerrou a sessão desta terça-feira com alta de 0,73%, cotado a US$ 6,18 por bushel.


Segundo análise da Granar, os preços do cereal avançaram nas bolsas norte-americanas pelo segundo pregão consecutivo. O movimento foi impulsionado pela expectativa de que o USDA volte a reduzir sua estimativa para a produção do país no relatório de oferta e demanda que será divulgado na sexta-feira. A perspectiva ganhou força após o órgão revisar, no fim de junho, a área plantada de trigo de 17,73 milhões para 17,30 milhões de hectares.


Além disso, o mercado segue atento às condições climáticas nas Grandes Planícies do Norte. A onda de calor na região pode comprometer o desenvolvimento do trigo de primavera, após o USDA indicar, no início da semana, piora nas condições das lavouras, fator que reforçou o suporte às cotações em Chicago.


https://stories.cnnbrasil.com.br/agro/agro-impulsiona-pib-em-2025-mas-deve-perder-folego-em-2026/


 


Fonte: CNN

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