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Entrega de armas pelo Hamas seria "assinatura de derrota" frente a Israel

O Hamas anunciou nesta segunda-feira (6) que dissolverá seu governo na Faixa de Gaza, transferindo o controle civil para um comitê tecnocrata palestino. O movimento é visto como uma tentativa de fazer avançar o processo...

Veiculo: CifraNET 3 min de leitura
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Entrega de armas pelo Hamas seria "assinatura de derrota" frente a Israel
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O Hamas anunciou nesta segunda-feira (6) que dissolverá seu governo na Faixa de Gaza, transferindo o controle civil para um comitê tecnocrata palestino.


O movimento é visto como uma tentativa de fazer avançar o processo de paz no território, que se encontra praticamente estagnado desde o início do cessar-fogo.


Para André Lajst, cientista político e presidente da Stand With Us Brasil, o anúncio representa apenas uma concessão simbólica. "O que aconteceu na prática foi que o responsável pela comissão de emergência do governo, que é o mecanismo interno que o Hamas tem na Faixa de Gaza de controle da população civil desde 2007, se demitiu", explicou.


Segundo ele, isso abre espaço para que o comitê formado após o acordo de cessar-fogo possa assumir o controle civil, abrangendo questões como entradas humanitárias e reconstrução.


No entanto, André Lajst ressaltou que entregar o controle civil não significa abrir mão das armas. "O Hamas, abrindo mão do controle das armas, está assinando a derrota para Israel nesta guerra que já durou quase dois anos e meio, três anos", afirmou.


Para ele, é muito difícil que o grupo mude radicalmente sua ideologia e aceite condições que significariam o fim do seu controle sobre a região.

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Armas como instrumento de poder
André Lajst traçou um paralelo com o Hezbollah no Líbano para explicar a lógica por trás da recusa em desarmar. Segundo ele, antes do dia 7 de outubro de 2023, Israel não estava na Faixa de Gaza, e ainda assim o Hamas já possuía armamentos.


"Entendo, como cientista político, que é uma desculpa para poder manter as armas", declarou. Da mesma forma, o Hezbollah utilizou a presença israelense no sul do Líbano como justificativa por 18 anos, e quando Israel se retirou da região em 2000, o grupo simplesmente alegou outra ocupação para continuar armado.


"Esses grupos precisam de armas para se manter no poder. Se eles abdicam das armas, perdem controle, poder, influência e, basicamente, a sua causa", afirmou André Lajst.


Segundo ele, enquanto o Hamas continua recrutando jovens e armando pessoas, israelenses e americanos encaram com ceticismo e desconfiança qualquer movimento do grupo, especialmente quando, em paralelo, ele se prepara para um futuro confronto.


Obstáculos para uma solução duradoura
Para que o cessar-fogo evolua para uma paz duradoura, André Lajst avaliou que seria necessário um processo diplomático no qual palestinos e israelenses negociem com base em trocas territoriais e no reconhecimento mútuo de legitimidade estatal.


"O Hamas, especificamente, não aceita a existência de Israel de forma conceitual. Então, o Hamas não tem como fazer parte dessa equação", disse.


Nesse cenário, as armas do grupo precisariam ser incorporadas a uma força policial ou exército sob o controle do comitê tecnocrata, voltado apenas para o exercício do Estado de Direito no enclave palestino.


Enquanto isso não ocorrer, o analista considera remota a possibilidade de avanços reais nas negociações de paz.


Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.


 


Fonte: CNN

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