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Justiça autoriza quebra de sigilo de celular encontrado na cela de Jairinho

A Justiça do Rio de Janeiro autorizou o pedido de quebra de sigilo dos dados do aparelho celular encontrado no interior da cela do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, na última quarta-feira (1º), no Co...

Veiculo: CifraNET 4 min de leitura
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A Justiça do Rio de Janeiro autorizou o pedido de quebra de sigilo dos dados do aparelho celular encontrado no interior da cela do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, na última quarta-feira (1º), no Complexo de Gericinó, no Rio de Janeiro.


Ele cumpre pena de 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão após ser condenado, em junho, pelos crimes de homicídio qualificado, tortura e coação, cometidos contra Henry Borel, de 4 anos, em 8 de março de 2021.


Segundo a decisão, a Divisão Especial de Inteligência Cibernética do Ministério Público do Rio de Janeiro deverá extrair os dados contidos no telefone.



As partes envolvidas, incluindo a defesa de Jairinho, terão 15 dias para apresentar devidos recursos sobre o caso.


Em nota, o advogado Rodrigo Faucz, que representa a defesa do ex-vereador, informou que não foi intimado na decisão e que só irá se manifestar apenas após ter acesso aos termos e à investigação.

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Celular encontrado
A Seppen (Secretaria de Estado de Polícia Penal) encontrou o aparelho celular dentro da cela onde Jairinho cumpre pena desde o início de junho.


De acordo com a Seppen, informações de inteligência levantadas pela Corregedoria da instituição perceberam que o interno estava em posse de um telefone celular. Ao realizar a varredura no espaço, os agentes encontraram o aparelho em meio a livros.


A Corregedoria-Geral da Seppen informou que instaurou um processo disciplinar para apurar os fatos. Ainda de acordo com o órgão, Dr. Jairinho foi colocado em isolamento.


"A instituição reforça que mantém fiscalização constante nas unidades prisionais, atuando para impedir a entrada e circulação de itens proibidos, e garantir a segurança no sistema prisional fluminense", afirmou a Seppen.


Relembre o caso
Henry Borel morreu na madrugada de 8 de março de 2021, no apartamento onde vivia com a mãe, Monique Medeiros, e o padrasto, na Barra da Tijuca.


Segundo as investigações, a criança foi levada desacordada ao hospital, onde a equipe médica constatou que o menino já chegou sem vida.


Inicialmente, Monique e Jairinho alegaram que Henry teria sofrido um acidente doméstico, caindo da cama enquanto dormia.


No entanto, o laudo de necropsia do IML (Instituto Médico Legal) descartou essa hipótese ao identificar 23 lesões espalhadas pelo corpo da criança.


A causa da morte foi apontada como hemorragia interna e laceração hepática provocadas por ação contundente.


Caso Henry Borel: o que diz a investigação da morte que chocou o país


Agressões e torturas
As investigações da Polícia Civil concluíram que Henry era submetido a uma rotina de agressões e torturas praticadas por Dr. Jairinho.


De acordo com o inquérito, Monique Medeiros tinha conhecimento das violências, tendo sido alertada pela babá do menino pelo menos um mês antes do óbito, mas consentiu com a situação.


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Com o avanço do processo, Jairinho teve seu mandato de vereador cassado por quebra de decoro parlamentar e perdeu definitivamente seu registro profissional de médico.


Condenação
O Tribunal do Júri do Rio condenou, no dia 4 de junho, o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão pela morte de Henry Borel, de 4 anos. Os jurados o consideraram culpado por homicídio duplamente qualificado e por um dos crimes de tortura atribuídos a ele durante o processo.


Monique Medeiros, mãe da criança, foi condenada por omissão diante da tortura sofrida pelo filho e recebeu pena de 1 ano e 4 meses de detenção, já considerada cumprida. Em relação à acusação de homicídio, os jurados desclassificaram o crime para homicídio culposo, e a juíza Elizabeth Machado Louro aplicou perdão judicial.


Pai de Henry Borel deve receber indenização de R$ 400 mil de Jairinho


Durante o julgamento, Monique acusou Jairinho pela primeira vez pela morte do filho. Em interrogatório, ela afirmou acreditar que o ex-vereador foi o responsável pelas agressões contra Henry.


Ao longo das sessões, foram ouvidos delegados, médicos legistas, peritos, familiares, babás e os próprios réus.


 


Fonte: CNN

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