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Turquia alega "padrões morais" e impede cruzeiro LGBT de atracar em portos

As autoridades da Turquia proibiram um cruzeiro voltado para viajantes LGBTQ+ americanos de atracar nos portos do país, alegando "padrões morais" e "valores familiares", afirmou o CEO da empresa de eventos responsável pe...

Veiculo: CifraNET 3 min de leitura
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Turquia alega "padrões morais" e impede cruzeiro LGBT de atracar em portos
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As autoridades da Turquia proibiram um cruzeiro voltado para viajantes LGBTQ+ americanos de atracar nos portos do país, alegando "padrões morais" e "valores familiares", afirmou o CEO da empresa de eventos responsável pelo cruzeiro pelo Mediterrâneo, na quinta-feira (2).


O cruzeiro "Atenas a Veneza", com partida da Grécia em 5 de julho, tinha previsão de atracar na vibrante cidade portuária turca de Kuşadası dois dias depois, seguido de uma viagem a Istambul, segundo a Atlantis Events, organizadora da viagem.


Mas, em uma decisão controversa, as autoridades locais da Turquia anunciaram o cancelamento do evento, alegando que o navio - que deveria receber mais de mil passageiros dos Estados Unidos - foi fretado por grupos "conhecidos por comportamentos incompatíveis com os valores da nossa sociedade e com a nossa moral".


A embarcação, chamada Scarlet Lady, pertence à Virgin Voyages, empresa de cruzeiros apoiada por Richard Branson, segundo o site de monitoramento MarineTraffic. A Atlantis Events informou que o navio agora fará escalas no Cairo, Egito, e na ilha grega de Creta, em vez da Turquia.


O Partido AKP do presidente turco Tayyip Erdogan tem adotado uma retórica cada vez mais agressiva contra a comunidade LGBTQ+ na última década, provocando condenação por parte de grupos de direitos humanos.


As autoridades proibiram as Paradas do Orgulho LGBTQ+ em Istambul desde 2015, alegando preocupações com a segurança pública.

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"É bastante surpreendente, para ser honesto. Quer dizer, o motivo é que se trata de um grupo gay", disse Rich Campbell, presidente e CEO da Atlantis Events, à CNN, sobre a decisão da Turquia de bloquear as visitas dos cruzeiros.


"É muito preocupante para mim quando um país decide que pode escolher quais turistas podem entrar e quais não", acrescentou ele.


Campbell afirmou que esta foi a primeira vez em 36 anos que a empresa foi "ativamente informada de que talvez não possamos estar aqui por causa de quem somos".


A CNN entrou em contato com o Ministério da Cultura e Turismo da Turquia, a embaixada turca em Washington e a Virgin Voyages para obter comentários.


Aproximadamente 1.100 dos 1.900 passageiros esperados na viagem são dos Estados Unidos, segundo Campbell. Os demais viajantes são do Reino Unido, Canadá e Austrália, entre outros países.


Viagem de dez dias
O site da Atlantis descreve a viagem de dez dias como uma "aventura épica" que permite a "grandes amigos" explorar ilhas do Mediterrâneo, incluindo destinos ensolarados como as ilhas gregas e a Croácia.


Autoridades da província turca de Aydın, onde se localiza o porto de Kuşadası, afirmaram que não há "absolutamente nenhuma possibilidade de o grupo em questão visitar nossa província para um evento dessa natureza".


Enquanto isso, autoridades em Istambul informaram que a polícia havia realizado uma operação em um bar da cidade depois que um "folheto da Atlantis" divulgou uma festa no local. Campbell afirmou que o folheto não era da Atlantis nem tinha qualquer vínculo com a empresa.


"Não somos uma organização política. Não estamos lá para nada além de gastar dinheiro, nos divertir, fazer passeios e tratar com extremo respeito todas as culturas que visitamos", acrescentou Campbell.


A Atlantis comunicou a notícia aos passageiros na quinta-feira (2), informando que "devido a circunstâncias alheias à nossa vontade, tivemos de alterar os portos do nosso itinerário para excluir as duas escalas na Turquia", uma vez que essas paradas haviam sido canceladas pelas autoridades turcas.


 


Fonte: CNN

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