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Temples lança 'Bliss': uma reinvenção que decepciona os fãs do rock psicodélico britânico

Após uma década consolidando seu nome no cenário do rock psicodélico britânico, a banda Temples retorna com seu quinto álbum, "Bliss", uma obra que surpreende não pela inovação, mas pela escolha controversa de abandonar...

Veiculo: CifraNET 2 min de leitura
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Após uma década consolidando seu nome no cenário do rock psicodélico britânico, a banda Temples retorna com seu quinto álbum, "Bliss", uma obra que surpreende não pela inovação, mas pela escolha controversa de abandonar suas raízes musicais em busca de um novo som. Conhecidos por seu debut "Sun Structures", lançado em um momento em que o gênero ainda vivia seu auge, os Temples enfrentaram comparações inevitáveis com o australiano Kevin Parker, do Tame Impala, o que acabou ofuscando o talento próprio do grupo.

James Bagshaw, vocalista e principal compositor, sempre destacou-se pela habilidade em criar melodias cativantes e progressões de acordes inventivas, características que marcaram os primeiros trabalhos da banda. No entanto, "Bliss" parece ignorar essas qualidades, apresentando um som que se distancia do psicodelismo para mergulhar em uma sonoridade que lembra o indie dance dos anos 2000, mas de forma pouco inspirada e sem a energia necessária para conquistar tanto os antigos fãs quanto novos ouvintes.

A tentativa de renovação do Temples resulta em faixas que carecem de melodias marcantes e coros memoráveis, substituídos por efeitos digitais de guitarra que soam artificiais, batidas monótonas em compasso 4/4 e sintetizadores que remetem às produções mais genéricas do Ministry of Sound, tornando o álbum uma experiência sonora cansativa e pouco envolvente. A produção e a mixagem também deixam a desejar, com um som excessivamente alto e pouco refinado, que não valoriza os detalhes e acaba tornando a audição desconfortável.

Essa mudança drástica na direção musical, longe de revitalizar a carreira da banda, parece reforçar a percepção de que os Temples perderam o rumo, especialmente quando comparados a outros artistas que transitam pelo mesmo universo, como o próprio Tame Impala, que soube evoluir sem abandonar sua identidade. A faixa "Megalith" destaca-se como o ponto mais positivo do disco, mas não é suficiente para salvar o conjunto.

"Bliss" é lançado em 26 de junho de 2026 pela gravadora V2, com produção assinada pela própria banda. Apesar da expectativa gerada pela reinvenção, o álbum acaba sendo recebido com frustração, mostrando que a busca por um som mais comercial e dançante não foi a melhor escolha para os Temples, que talvez devessem ter valorizado mais o que os tornou únicos no cenário do rock psicodélico.

![Temples - Bliss - 2026](https://cdn1.faroutmagazine.co.uk/uploads/1/2026/06/Temples-Bliss-2026-Far-Out-Magazine-1140x855.jpg)

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