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Alfred Molina revela cena de 1991 que quase não filmou: "Vou te bater até não poder mais"

O filme biográfico de 1991, *Not Without My Daughter*, embora não tão lembrado atualmente, foi um lançamento marcante que gerou intensos debates na época. Baseado em um best-seller lançado apenas quatro anos antes, o lon...

Veiculo: CifraNET 3 min de leitura
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Alfred Molina revela cena de 1991 que quase não filmou: "Vou te bater até não poder mais"
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O filme biográfico de 1991, *Not Without My Daughter*, embora não tão lembrado atualmente, foi um lançamento marcante que gerou intensos debates na época. Baseado em um best-seller lançado apenas quatro anos antes, o longa trouxe à tona questões culturais e emocionais profundas, retratando a história real de Betty Mahmoody, interpretada por Sally Field, uma americana casada com o médico iraniano Sayyed Bozorg Mahmoody, vivido por Alfred Molina. A trama acompanha a viagem da família ao Irã, onde Betty descobre um choque cultural radical em relação à vida pacata que levavam em Michigan.

A narrativa se adensa quando Moody perde seu emprego e decide impedir que Betty e sua filha Mahtob, interpretada por Sheila Rosenthal, deixem o país, submetendo-as a abusos físicos e psicológicos. Apesar das críticas que apontaram o filme como manipulador e estereotipado em relação aos personagens muçulmanos, a produção conquistou o público, impulsionada pelo talento dos protagonistas.

Alfred Molina, que já tinha uma década de experiência em filmes em inglês - incluindo uma participação memorável em *Raiders of the Lost Ark* (1981) -, admitiu ter sentido apreensão ao se preparar para uma cena particularmente intensa. Ele precisava interpretar um momento em que seu personagem ameaça agredir Betty, dizendo: "Vou te bater até não poder mais". Preocupado em não exagerar na intensidade, Molina se surpreendeu com a resposta da colega de cena Sally Field, que o desafiou: "Então, você precisa dar tudo de si, ou eu vou te bater".

Essa troca revela a dedicação e a química entre os atores, que conseguiram transmitir a tensão e o drama da história real com autenticidade. O filme, apesar de seu sucesso comercial, recebeu críticas mistas: Sally Field foi indicada ao prêmio Razzie de pior atriz, e a trilha sonora de Jerry Goldsmith foi considerada exageradamente melodramática para o tom sombrio da trama.

A capacidade de Molina de manter sua reputação após esse papel controverso demonstra seu talento camaleônico. Ele transitou com facilidade entre personagens assustadores, como em *Not Without My Daughter*, e papéis mais leves e carismáticos, como o romântico em *Frida* e o pai afetuoso em *An Education*.

Sally Field, por sua vez, embora não tenha repetido o mesmo nível de sucesso dos anos 1970 e 1980, continuou a conquistar papéis relevantes no século XXI. Destacam-se suas interpretações como Mary Todd Lincoln no drama biográfico de Steven Spielberg, *Lincoln*, e como Tia May em *The Amazing Spider-Man* e sua sequência. Apesar das críticas mistas ao filme de super-herói, Field recebeu um prêmio pelo conjunto da obra do Screen Actors Guild, entregue por seu colega Andrew Garfield.

Curiosamente, Field e Molina se reencontraram recentemente no filme original da Netflix *Remarkably Bright Creatures*. Embora estejam longe do auge de popularidade de três décadas atrás, o reconhecimento por essa produção reforça a longevidade e o magnetismo dos dois atores no cenário cinematográfico atual.

A cena que Molina quase hesitou em filmar, e pela qual pediu desculpas antecipadamente, acabou se tornando um momento emblemático da carreira de ambos, ilustrando o comprometimento e a intensidade necessários para dar vida a uma história tão complexa e dolorosa.

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