Noticia

STF ajusta punição de big techs em caso de "dúvida razoável"; entenda

O STF (Supremo Tribunal Federal) definiu o texto final da tese que altera as regras de responsabilidade civil das big techs no Brasil. Pelo entendimento firmado nesta quarta-feira (17), as plataformas digitais poderão se...

Veiculo: CifraNET 3 min de leitura
Compartilhar esta noticia
STF ajusta punição de big techs em caso de "dúvida razoável"; entenda
Materia principal

Leia a noticia completa

O STF (Supremo Tribunal Federal) definiu o texto final da tese que altera as regras de responsabilidade civil das big techs no Brasil. Pelo entendimento firmado nesta quarta-feira (17), as plataformas digitais poderão ser responsabilizadas de forma solidária por danos decorrentes de crimes ou atos ilícitos publicados por terceiros.


O tribunal, contudo, abriu uma exceção para resguardar as empresas de tecnologia.


Segundo a proposta consolidada pelo relator, ministro Dias Toffoli, a punição será afastada caso os provedores de internet demonstrem que havia "dúvida razoável quanto à ilicitude" do material e que realizaram uma análise de "diligência qualificada" antes de decidir mantê-lo disponível.

BOT PEQUENO

A mesma regra de responsabilidade solidária passa a valer para perfis denunciados como falsos ou não autênticos. A salvaguarda foi proposta pelo presidente da corte, Edson Fachin, e incluída na tese do julgamento.


Na avaliação da maioria dos ministros, o antigo modelo do artigo 19 do Marco Civil da Internet, que exigia ordem judicial prévia para a remoção de conteúdos, gerava uma "omissão parcial" que não conferia proteção suficiente a direitos fundamentais e à democracia.


Falha sistêmica e o papel do Executivo
O texto aprovado pelo STF também estabelece uma linha dura contra a circulação de conteúdos criminosos graves, como atos antidemocráticos, terrorismo, racismo e crimes contra a mulher ou contra crianças e adolescentes. Nesses casos, as plataformas devem fazer a "indisponibilização imediata" do material, sob o risco de punição por "falha sistêmica".

Top Cifras

Toque agora.


Outro ponto central do julgamento foi a divisão de competências para regulamentar o setor. O STF incluiu expressamente a possibilidade de o Poder Executivo atuar na fiscalização e regulação das obrigações impostas às plataformas.


"O que era um apelo ao legislador para atuação na criação de nova regulação sobre o tema acabou se tornando uma ratificação dos recentes decretos presidenciais, ao incluir a possibilidade de regulação do tema pelo Executivo", explicou o advogado André Giacchetta, especialista em proteção de dados e tecnologia, à CNN.


O advogado sinaliza que o encerramento do julgamento no Supremo dá início a um período de incertezas operacionais e jurídicas para as empresas de tecnologia.


"Agora entraremos numa fase de maturação para entender como o Marco Civil da Internet deve ser interpretado após a tese fixada pelo STF e os recentes decretos editados pelo Executivo, inclusive diante de suas antinomias (conflitos de regras), quanto a prazos de implementação e obrigações contraditórias. Mas ainda permanecem problemas de interpretação: dúvida razoável, diligência qualificada, falha sistêmica", conclui Giacchetta.


Para preservar a segurança jurídica, os efeitos da decisão serão válidos a partir da publicação da ata de julgamento, ocorrida em 5 de agosto de 2025, com exceção de atos continuados.


Os provedores de internet terão o prazo de 60 dias para implementar as medidas de segurança estruturais exigidas para os casos de crimes graves.


 


Fonte: CNN

Cifras em alta

As músicas que o Mundo está tocando agora

Encontro entre EUA e Irã previsto para esta sexta (19) na Suíça é cancelado
Proxima leitura

Encontro entre EUA e Irã previsto para esta sexta (19) na Suíça é cancelado

19/06/2026

O Ministério das Relações Exteriores suíço informou que as negociações que estavam previstas para esta sexta-feira (19) entre os EUA e o Irã no resort de Burgenstock, na...

Especial

Historias das musicas em destaque

Comentarios

Participe da conversa

Seu comentario ajuda a manter a discussao viva e ainda convida outros leitores a continuar navegando pelo portal.

Maximo de 2000 caracteres.

Seja o primeiro a comentar esta noticia.

Blog

Mais noticias para voce

Ver todas as noticias