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A Copa do Mundo de 2026 conta com velhos sobrenomes conhecidos de volta ao cenário mundial, mas com novos protagonistas. Filhos de campeões, ídolos e jogadores que marcaram presença em edições anteriores do torneio estão nos gramados dos Estados Unidos, México e Canadá em busca de construir a própria história.
A chamada geração de "nepo babies", expressão usada para definir filhos de pessoas famosas que seguem caminhos semelhantes aos dos pais, também encontrou espaço no futebol. A partir desses laços familiares, é possível montar uma seleção completa de jogadores que chegaram ao Mundial com uma conexão direta com antigas Copas.
A defesa dos herdeiros: goleiro e zaga carregam histórias de Mundial
No gol, a camisa fica com Luca Zidane. Filho de Zinedine Zidane, o goleiro defenderá a Argélia na Copa de 2026. Nascido em 1998, Luca ainda era bebê quando o pai marcou dois gols na final contra o Brasil e liderou a França ao primeiro título mundial de sua história.
A defesa com três zagueiros mistura diferentes gerações. Lee Tae-Seok, da Coreia do Sul, é filho de Lee Eul-Young, integrante do histórico time sul-coreano que chegou à semifinal da Copa de 2002.
Ao lado dele aparece Mamadou Sarr, do Senegal, que tenta repetir o caminho do pai, Pape Sarr, jogador da seleção que surpreendeu o mundo ao eliminar a França na estreia do Mundial de 2002.
O trio é completado por Tyler Bindon, da Nova Zelândia. O zagueiro de 21 anos entrou para uma história familiar curiosa: ele e a mãe, Jenny Bindon, foram a primeira dupla de mãe e filho a disputar edições organizadas pela FIFA. A goleira defendeu a seleção feminina neozelandesa nas Copas de 2007 e 2011.
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Meio-campo tem sobrenomes conhecidos e novas promessas
No meio-campo, a Argentina aparece com dois representantes. Giuliano Simeone é filho de Diego Simeone, que disputou três Copas do Mundo pela seleção argentina. O pai ficou marcado no Mundial de 1998 pelo episódio envolvendo a expulsão de David Beckham nas quartas de final.
Nico Paz, também argentino, segue os passos de Pablo Paz, zagueiro que esteve na Copa de 1998. Já Kristian Thorstvedt, da Noruega, terá a chance de disputar um Mundial no mesmo país onde o pai, Erik Thorstvedt, foi goleiro titular em 1994.
Damian Bobadilla, do Paraguai, completa o setor. O jogador do São Paulo é filho de Aldo Bobadilla, goleiro que integrou as delegações paraguaias nos Mundiais de 2006 e 2010.
Ataque reúne estrelas e filhos de personagens históricos
No setor ofensivo, os nomes ganham ainda mais destaque. Marcus Thuram, da França, é filho de Lilian Thuram, um dos símbolos da geração campeã de 1998 e jogador também nas Copas de 2002 e 2006.
Justin Kluivert, da Holanda, segue os passos de Patrick Kluivert, atacante que marcou contra o Brasil na semifinal do Mundial de 1998.
A grande estrela da lista é Erling Haaland. O atacante norueguês ainda nem havia nascido quando o pai, Alf-Inge Haaland, disputou a Copa de 1994, justamente nos Estados Unidos.
Além dos filhos: outros parentes que também chegaram à Copa
A ligação familiar com a Copa de 2026 não aparece apenas entre pais e filhos. Alguns jogadores chegam ao torneio com parentes que também escreveram capítulos no futebol mundial.
Marcos Llorente, da Espanha, é sobrinho-neto de Francisco Gento, uma das maiores lendas da história do Real Madrid e jogador espanhol em duas Copas do Mundo.
Rani Khedira, da Tunísia, também carrega um sobrenome conhecido. O meio-campista é irmão mais novo de Sami Khedira, campeão mundial pela Alemanha em 2014.
Curiosidade também fica por filhos de atletas que marcaram gerações, mas nunca alcançaram o Mundial. Como Abedi Pelé, pai de Jordan Ayew, que nunca disputou uma Copa do Mundo. Outro caso é de George Weah, pai do estadunidense Timothy Weah e vencedor da Bola de Ouro, mas que nunca teve a oportunidade de jogar com a Libéria no torneio.
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Pela primeira vez, três países sediarão uma Copa do Mundo: Estados Unidos, México e Canadá receberão partidas do torneio. - Divulgação/Fifa
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A Copa do Mundo de 2026 será a primeira da história com 48 seleções participantes. O novo formato aumenta o número de jogos de 64 para 104. - Divulgação/Fifa
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A partida de abertura da Copa do Mundo de 2026 será disputada no Estádio Azteca, na Cidade do México, um dos palcos mais tradicionais da história do futebol. - Foto: Michael Regan - FIFA/FIFA via Getty Images
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A final do Mundial está marcada para 19 de julho, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos. - Carolyn Van Houten/The Washington Post via Getty Images
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O novo formato da Copa terá 12 grupos de quatro seleções. Os dois melhores de cada chave e os oito melhores terceiros colocados avançam ao mata-mata. - Marcio Machado - FIFA/FIFA via Getty Images
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Ao todo, 16 estádios espalhados por três países receberão jogos da Copa do Mundo de 2026, a maior operação já realizada pela Fifa. - Reprodução/FIFA
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O campeão da Copa do Mundo de 2026 precisará disputar oito partidas para levantar a taça, uma a mais do que nas edições anteriores.
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A edição de 2026 contará com tecnologias inéditas, como recursos de inteligência artificial para análise de desempenho e sistemas avançados de arbitragem. - Michael Yanow/NurPhoto via Getty Images
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O Brasil chega em busca do hexacampeonato mundial. A Seleção não conquista a Copa do Mundo desde o título obtido em 2002. - Michael Regan - FIFA/FIFA via Getty Images
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A Fifa prevê que a Copa de 2026 seja a mais assistida da história, impulsionada pelo aumento do número de seleções e partidas - Divulgação / Fifa
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Outros filhos de jogadores de Copa que estão em 2026
A lista de herdeiros da Copa vai além da escalação principal. Outros jogadores do Mundial de 2026 também chegam ao torneio com a referência de pais que já viveram o maior palco do futebol.
Angus Gunn, goleiro da Escócia, é filho de Brian Gunn, que defendeu a seleção no Mundial de 1990. Curiosamente, o pai enfrentou o Brasil naquela edição, em derrota por 1 a 0.
Na Noruega, além de Haaland e Thorstvedt, Alexander Sørloth também carrega uma ligação com Copas. O atacante é filho de Gøran Sørloth, que disputou o Mundial de 1994.
Francisco Conceição, de Portugal, também aparece na relação. O atacante é filho de Sérgio Conceição, que defendeu a seleção portuguesa no Mundial de 2002. Já Giovanni Reyna, dos Estados Unidos, é filho de Claudio Reyna, capitão norte-americano em quatro Mundiais.
Sebastian Berhalter, também dos Estados Unidos, segue uma história familiar diferente: o pai, Gregg Berhalter, disputou Copas como jogador antes de comandar a seleção.
A Copa de 2026, além da disputa pelo título, será palco de reencontros entre gerações. Alguns sobrenomes voltarão a aparecer no maior torneio de seleções do mundo, agora com novos donos da camisa.
Veja o ranking dos elencos mais valiosos da Copa do Mundo
Fonte: CNN
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