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Estratégia de Trump é ameaçar para depois recuar, diz especialista

A estratégia do presidente americano, Donald Trump, nas negociações com o Irã segue um padrão bem definido: escalar tensões para depois recuar, apresentando a possibilidade de um acordo como desfecho. A avaliação é de Hu...

Veiculo: CifraNET 2 min de leitura
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Estratégia de Trump é ameaçar para depois recuar, diz especialista
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A estratégia do presidente americano, Donald Trump, nas negociações com o Irã segue um padrão bem definido: escalar tensões para depois recuar, apresentando a possibilidade de um acordo como desfecho. A avaliação é de Hussein Kalout, pesquisador de Harvard e professor de Relações Internacionais da USP, em entrevista ao WW.


Segundo Kalout, embora Trump tenha sinalizado que os pontos principais de um entendimento já estariam acertados, o conteúdo real do memorando de entendimento em discussão permanece desconhecido.


"Ninguém sabe o teor e o conteúdo e os contornos deste memorando de entendimento", afirmou o especialista.


Duas etapas do memorando
De acordo com Kalout, mediadores paquistaneses e cataris que se reuniram com representantes iranianos indicam que o memorando abrange duas etapas distintas.


A primeira diz respeito à reabertura do Estreito de Ormuz. Somente após a equação desse ponto é que as partes avançariam para uma segunda etapa, centrada nas negociações em torno do acordo nuclear.


Kalout destacou que existem questões fundamentais que o Irã se recusa a negociar.

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O primeiro ponto é o abandono do programa de mísseis balísticos, que Teerã considera um programa de mísseis convencionais e, portanto, seu escudo de defesa. "Os iranianos não vão abrir mão disso", ressaltou o especialista.


O segundo ponto é o financiamento e o armamento de grupos e movimentos armados na região, que o Irã enxerga como uma extensão de seu poderio bélico. O terceiro ponto inegociável envolve contrapartidas para o acordo nuclear.


Na visão iraniana, o encerramento do enriquecimento de urânio a 60% só seria possível mediante o desbloqueio, por parte do governo Trump, de parte dos 100 bilhões de dólares retidos pelos Estados Unidos - recursos que pertencem ao Irã.


"O avanço do acordo depende de todas essas variáveis", disse Kalout.


"O que houve entre as partes é a intenção de discutir essas variáveis. Agora, a profundidade delas e o compromisso em torno delas ainda está em processo de evolução." afirma o pesquisador.


Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.


 


Fonte: CNN

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