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Ex-Corinthians, Roni relembra classificação sobre o Boca na Bombonera e fala sobre amadurecimento no clube

- Por Mirella Ramos / Redação da Central do Timão Revelado pelas categorias de base do Corinthians, o volante Roni concedeu entrevista ao GE e relembrou momentos marcantes de sua passagem pelo clube do Parque São Jorge....

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- Por Mirella Ramos / Redação da Central do Timão



Revelado pelas categorias de base do Corinthians, o volante Roni concedeu entrevista ao GE e relembrou momentos marcantes de sua passagem pelo clube do Parque São Jorge. Atualmente no futebol português, o jogador falou sobre a histórica classificação diante do Boca Juniors, na Bombonera, pela Libertadores de 2022, além dos desafios enfrentados nos primeiros anos como profissional e o processo de amadurecimento dentro do Timão.


Ao recordar o duelo contra o Boca Juniors pelas oitavas de final da Libertadores de 2022, Roni revelou que pediu ao técnico Vítor Pereira para participar da disputa por pênaltis. O volante afirmou que acordou confiante naquele dia e destacou a importância da confiança recebida do treinador português.


Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians


"Eu era muito questionado. O Vítor me deu um voto de confiança. Ele chegou em mim e falou: 'Estão querendo que eu improvise posição, mas não vou fazer isso. É você que vai jogar'. Ele me deu um voto de confiança. Eu fiz um bom jogo contra o Boca na Arena. Depois, no segundo jogo, eu pedi para bater, mas ele já tinha a lista. Então eu falei que batia o sexto, mas estava torcendo para acabar no quinto (risos). Eu torcia para acabar logo, mas eu já tinha pedido para bater. Eu estava confiante, não sei explicar."

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Na sequência, o ex-corinthiano detalhou a sensação de caminhar até a marca do pênalti diante de uma Bombonera lotada e revelou que já vinha treinando as cobranças durante a semana.


"Eu acordei e estava confiante. Eu sabia que ia fazer. A caminhada que é difícil, você vai andando... A torcida do Boca fazendo barulho. É uma das torcidas mais vibrantes que eu peguei. Essa caminhada até a marca do pênalti é difícil. O gol parecia que diminuía. Eu tinha treinado naquela semana. O treinador colocou todo mundo para treinar. E eu treinei sempre daquele jeito, em dar uma cacetada no meio. Na época nossos goleiros eram o Cássio, Donelli... Os caras sabiam como eu ia bater no treino e eu soltava a perna. Às vezes pegavam, às vezes pulavam. Lembro que o Mantuan depois do jogo disse que sabia que eu ia fazer o gol."


Durante a entrevista, Roni também relembrou o início de sua trajetória no profissional do Corinthians. Segundo ele, a promoção ao elenco principal aconteceu em um momento turbulento da equipe, o que exigiu uma adaptação rápida à pressão característica do clube.


"O clube não estava numa fase espetacular, estava difícil. Lembro que estávamos brigando na zona, tinha acabado de perder um jogo para o Fluminense. Esse jogo mesmo teve cobrança no aeroporto. Lembro que nunca tinha visto aquilo. Quando vi aquilo, eu pensei que isso sim era de verdade mesmo. O Corinthians me ensinou tudo. Quem joga no Corinthians joga em qualquer lugar, não importa onde seja. Foi um início conturbado, não estava numa fase boa."


O volante admitiu que precisou de tempo para amadurecer e entender a dimensão de vestir a camisa corinthiana. Roni destacou a importância dos treinadores que passaram por sua formação e afirmou que só se sentiu plenamente preparado após alguns anos no elenco principal.


"Fiz o gol no primeiro jogo, mas eu era muito novo. Minha mente não estava preparada para aquilo tudo. Em um dia eu ganhei 80 mil seguidores, em uma noite. Eu via meu celular cheio de mensagens. Eu não sabia o que fazer, era outra vida. Demorei muito para amadurecer. Eu subi em 2020, me senti pronto em 2022. Fui crescendo com o Sylvinho, que é muito bom treinador. Um dos melhores que eu já trabalhei. Com o Vítor Pereira eu estava pronto, ele me preparou muito. Mas eu demorei, não estava pronto para essa grandeza. Foi muito complicado para mim esses primeiros anos no profissional. Eu apanhei muito e aprendi muito. Fui muito feliz ali. Apesar de tudo, sou eternamente grato."


Por fim, o jogador também comentou o difícil período vivido pelo Corinthians na temporada de 2023, quando a equipe lutou contra o rebaixamento até as rodadas finais do Campeonato Brasileiro.


"2023 foi bem pesado, eu fiquei 2023 inteiro ainda. E saí em 2024 para o Atlético-GO. Ano difícil. Acabei não jogando muito, comecei jogando. Fiz um bom Paulistão até, mas depois, no Brasileiro, não estava jogando muito. Às vezes, de fora, não mostra como o jogador sente. Todo mundo ali sentia. A gente dava a vida. Às vezes as coisas não dão certo, eu não sei o porquê. Lembro que machuquei no final da temporada e nos livramos mesmo contra o Vasco, em São Januário. Todo mundo sentia. E todos trabalhavam. Em casa a gente era muito forte, só que fora a gente penava. Esse ano me ensinou muito, aprendi muito. Hoje sou outro jogador diante daquele Roni que começou no profissional. Mas eu tive que aprender."



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Fonte: Central do Timao

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