Morre David Clayton-Thomas, voz do Blood, Sweat & Tears, aos 84 anos
David Clayton-Thomas, vocalista mais conhecido por sua passagem pelo Blood, Sweat & Tears, morreu aos 84 anos. O cantor faleceu pacificamente no dia 24 de junho de 2026, no St. Michael's Hospital, em Toronto, no Canadá.
A informação foi confirmada por seu publicista, Eric Alper, que destacou a força vocal de Clayton-Thomas e sua trajetória marcada por superação, sucesso e enorme influência na música.
Nascido em Surrey, na Inglaterra, em 1941, David Clayton-Thomas mudou-se ainda jovem para Toronto com a família após a Segunda Guerra Mundial. Sua juventude foi marcada por dificuldades, incluindo problemas com a lei e períodos vivendo nas ruas.
A virada em sua vida aconteceu quando recebeu um velho violão de outro detento durante uma passagem pela prisão. A partir daquele momento, a música se tornou seu caminho de transformação.
Nos anos 1960, ele começou a se apresentar em Toronto e formou David Clayton-Thomas and the Shays, lançando seu primeiro álbum em 1965.
Pouco depois, mudou-se para Nova York, onde chamou atenção de Judy Collins. Foi ela quem indicou seu nome a Bobby Colomby, do Blood, Sweat & Tears, abrindo caminho para sua entrada na banda.
Com Clayton-Thomas nos vocais, o grupo lançou em 1968 o álbum "Blood, Sweat & Tears", que mudou completamente sua trajetória. O disco venceu cinco Grammys, incluindo Álbum do Ano, e vendeu mais de 10 milhões de cópias em todo o mundo.
Sua voz poderosa ajudou a transformar músicas como "Spinning Wheel", "You've Made Me So Very Happy" e "And When I Die" em clássicos da fusão entre rock, jazz e soul.
Ao longo da carreira, Clayton-Thomas vendeu mais de 40 milhões de discos e entrou para o Canadian Music Hall of Fame. Também recebeu um Juno Award por sua contribuição à música canadense.
Depois de deixar e retornar ao Blood, Sweat & Tears em diferentes fases, ele seguiu carreira solo e continuou lançando músicas até seus últimos anos. Seu último álbum, "Say Somethin'", foi lançado em 2019.
David Clayton-Thomas deixa duas filhas, Ashleigh Clayton-Thomas e Christine Graham, além de um legado que atravessa gerações.