Notícia

Morador de Sinop Morre em Ataque de Drone na Guerra da Ucrânia Após Realizar Sonho de Lutar no Conflito

Por Equipe Editorial CifraNET · 16/06/2026
Morador de Sinop Morre em Ataque de Drone na Guerra da Ucrânia Após Realizar Sonho de Lutar no Conflito
Publicidade
O morador de Sinop, Fernando Pereira Lisboa, de 40 anos, morreu durante um ataque de drone na região de Zaporizhzhya, no sudeste da Ucrânia, enquanto participava do conflito entre as forças ucranianas e russas. A confirmação da morte gerou grande comoção entre familiares, amigos e moradores da cidade mato-grossense, que acompanharam a trajetória do brasileiro até o país europeu. Fernando estava na Ucrânia desde março deste ano e atuava ao lado do exército ucraniano. Segundo familiares, ele sempre demonstrou profundo interesse por assuntos militares e sonhava em participar de uma guerra. A decisão de viajar para a Ucrânia vinha sendo planejada desde novembro do ano passado, quando começou a buscar formas de ingressar nas forças que combatem a invasão russa. De acordo com informações repassadas pela família, o ataque aconteceu na noite de sexta-feira, durante uma missão militar na qual Fernando estava acompanhado de outros dois combatentes. O grupo foi surpreendido por drones russos que atingiram a região onde operavam. A confirmação oficial da morte chegou apenas no dia seguinte, após as autoridades militares realizarem a identificação do corpo. Um dos integrantes da missão teria ficado ferido no ataque, enquanto o estado do terceiro combatente não foi divulgado. A notícia abalou os familiares em Sinop. Em uma publicação nas redes sociais, a irmã de Fernando prestou uma homenagem emocionada ao brasileiro. "Acabei de saber que meu irmão por parte de pai foi lutar na guerra da Ucrânia e foi abatido. Morreu lutando por uma causa em que acreditava. Jamais imaginei o sangue do meu sangue lutando numa guerra. Você cumpriu sua missão. Vai com Deus", escreveu. Morador do bairro Maria Carolina, Fernando era solteiro e vivia com a mãe antes de embarcar para a Europa. Amigos e familiares o descrevem como uma pessoa querida, de fácil convivência e apaixonada por temas relacionados ao universo militar. Segundo a família, a motivação que o levou à Ucrânia não estava relacionada a questões financeiras. Fernando acreditava na causa que defendia e desejava ajudar um país em guerra. "Ele sempre foi apaixonado por guerra e queria lutar por uma nação que precisasse dele", relatou a irmã. Ainda conforme os familiares, toda a viagem e permanência de Fernando na Ucrânia foram custeadas pelo próprio governo ucraniano. Por causa das dificuldades logísticas provocadas pelo conflito, o corpo não será trasladado para o Brasil. As autoridades responsáveis informaram que o brasileiro será cremado e sepultado em território ucraniano. A decisão foi comunicada à família, que enfrenta o luto à distância. Após a repercussão do caso, parentes também fizeram um alerta sobre possíveis golpes virtuais. Segundo eles, não existe qualquer campanha de arrecadação, vaquinha online ou pedido de doações em nome de Fernando ou de sua família. A morte do morador de Sinop ocorre em meio à continuidade da guerra entre Rússia e Ucrânia, iniciada em fevereiro de 2022. O conflito já provocou milhares de mortes, destruição de cidades inteiras e uma grave crise humanitária que impacta milhões de pessoas dentro e fora do território ucraniano. A região de Zaporizhzhya, onde Fernando estava atuando, permanece sendo uma das áreas mais disputadas da guerra, frequentemente alvo de ataques com drones, mísseis e operações militares de ambos os lados. A história do brasileiro chama atenção por representar a trajetória de um cidadão comum que decidiu deixar sua vida em Mato Grosso para participar diretamente de um dos maiores conflitos armados do século XXI. Para a família, fica a lembrança de um homem que perseguiu aquilo em que acreditava até os últimos momentos de sua vida.
Publicidade