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Lynx M20S: cão-robô chinês encara rios, gelo e frio de -30ºC

Por Equipe Editorial CifraNET · 30/06/2026
Lynx M20S: cão-robô chinês encara rios, gelo e frio de -30ºC
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Desde que a Boston Dynamics lançou, em meados dos anos 2000, o BigDog - um dos primeiros cães-robôs voltados a aplicações reais -, muita coisa mudou nessa área. Os modelos atuais, com rodas e pernas articuladas, evoluíram tanto que mais parecem veículos autônomos do que com esses quadrúpedes experimentais.

Apresentado recentemente pela chinesa DEEP Robotics, o modelo Lynx M20S é definido como um "wheeled-legged robot" (robô com rodas e pernas) projetado para enfrentar frio extremo, terrenos hostis e missões onde humanos têm dificuldade de atuar.

Durante os testes, o robô atravessa superfícies congeladas e também cruza trechos alagados com até 80 centímetros de profundidade. A operação se mantém mesmo sob temperaturas de até -30 °C. Em outro momento, encara inclinações escorregadias de 45 graus sem perder estabilidade.

Realizada em altitudes próximas a 5.177 metros - faixa em que o ar rarefeito e o frio extremo dificultam a atuação humana -, a apresentação buscou reproduzir o ambiente que define o uso prático do sistema robótico, segundo a DEEP Robotics.

A empresa de Hangzhou também apresentou recentemente o DR02, robô humanoide voltado a operações industriais e de combate a incêndio. Os lançamentos em sequência indicam uma estratégia da empresa para ampliar sua presença em robótica de campo.

Quais são as especificações técnicas do Lynx M20S?

DEEP Robotics Lynx M20S | The Ultimate All-Terrain Champion.

Parte do desempenho apresentado vem da arquitetura híbrida. O Lynx M20S consegue alternar entre rodas - mais rápidas em terrenos planos - e pernas articuladas, usadas para vencer obstáculos e irregularidades. Isso resultado em um robô bem mais versátil do que os seus homólogos que usam apenas as pernas.

Com 35 quilos, o Lynx M20S foi projetado para operar em espaços estreitos, de apenas 50 centímetros de largura. O robô sobe degraus de 25 centímetros, supera obstáculos de até 80 centímetros e encara inclinações de 45 graus. O robô transporta até 15 quilos de carga útil e suporta carga máxima de 50 quilos.

Sua autonomia chega a três horas ou 15 quilômetros sem carga, tempo que se reduz para 2,5 horas ou 12 quilômetros quando ele está com carga máxima a bordo. Para se orientar, o Lynx M20S usa dois sensores LiDAR de 96 linhas, ou seja, 96 feixes a laser combinados para mapear o relevo em alta resolução vertical.

Completa o conjunto câmeras grande-angulares que proporcionam um campo de visão de 360 por 90 grau, o que permite desvios de obstáculos em qualquer direção ao redor. O modelo vem com certificação IP66, que assegura proteção total contra poeira e resistência a jatos fortes de água.

Para que serve o Lynx M20S e quem são seus principais concorrentes?

O Lynx M20S foi projetado para atuar em inspeção de redes elétricas, resposta a emergências, logística e exploração científica - DEEP Robotics/Divulgação
A principal "missão" do Lynx M20S será atuar em inspeção de redes elétricas, resposta a emergências, logística e exploração científica. Entre os cenários previstos para atuação, o fabricante cita trilhas de montanha, áreas alagadas, túneis, dutos e regiões afetadas por desastres.

O lançamento ocorre em um momento de efervescência da robótica industrial chinesa, no qual empresas como Unitree vêm ganhando espaço crescente. Isso sem contar com pesos-pesados ocidentais como a Boston Dynamics e Agility Robotics, que disputam o mesmo nicho de robôs para terrenos difíceis e operações de risco.

Confiante, a DEEP Robotics garante que a combinação de rodas e pernas estende operações autônomas a ambientes hoje inacessíveis ou perigosos para trabalhadores humanos. Além disso, a proposta reduz a exposição de pessoas a frio extremo, altitude elevada e terreno instável.

Sem previsão de chegada ao Brasil nem preço divulgado, o Lynx M20S engrossa a lista de modelos que marcam o avanço da robótica de campo. A atual demonstração reforça uma pergunta que já acompanha o setor: qual será, na prática, o limite da substituição humana em missões de risco?

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Fonte: CNN

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