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Lollapalooza Brasil 15 anos: curador revela como equilibra headliners e apostas nacionais no festival

Por Equipe Editorial CifraNET · · 4 min de leitura
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Lollapalooza Brasil 15 anos: curador revela como equilibra headliners e apostas nacionais no festival

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Foto do Angine de Poitrine por Dustin Rabin

Foto do Angine de Poitrine por Dustin Rabin

Veja o resumo da notícia! Marcelo Beraldo, curador do Lollapalooza Brasil, revelou os bastidores da montagem do line-up do festival.A curadoria prioriza grandes headliners para garantir a viabilidade comercial do evento, explorando novas sonoridades depois.O festival celebra a música brasileira com liberdade, homenageando o legado e a vanguarda sem o peso exclusivo da bilheteria.O Lollapalooza Brasil celebra 15 anos em 2027, atravessando gerações e conectando pais e filhos no gramado de Interlagos.

Montar o line-up de um dos maiores festivais do mundo não é uma tarefa para qualquer um. Envolve uma matemática complexa que cruza a disponibilidade de agendas internacionais, a flutuação do dólar, o desejo insaciável do público por grandes headliners e a responsabilidade de apresentar novos talentos.

Para entender como essa engrenagem funciona de perto, Rafael Oliveira (Preto Fala), influenciador do Squad TMDQA!, bateu um papo exclusivo com Marcelo Beraldo, curador do Lollapalooza Brasil. O papo rendeu reflexões valiosas sobre a edição que celebrará os 15 anos do evento no país em 2027 e os bastidores de como os nomes que sobem aos palcos de Interlagos são escolhidos.

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A pressão dos Headliners e a criatividade no “recheio”

Um dos maiores debates anuais nas redes sociais gira em torno de quem encabeça o cartaz do festival. Beraldo é transparente ao explicar que a curadoria, antes de tudo, precisa garantir a viabilidade do evento.

A gente parte primeiro da necessidade de ter que vender ingresso. Então, começamos pelos artistas maiores, os chamados headliners. E aí você tem alternativas relativamente limitadas. Trabalhamos muito de olho em quem está disponível, quem está no ciclo de fazer turnê e de vir para a América do Sul. Isso já exclui uma galera.”

É depois que esses pilares comerciais e de grande apelo estão cimentados que a curadoria ganha fôlego para explorar novas sonoridades e fazer apostas, moldando a verdadeira identidade do Lollapalooza.

Com esses caras mais encaminhados, a gente começa a trabalhar o recheio do festival. Aí sim dá para ser bem mais criativo, fazer apostas, buscar coisa nova e apresentar novidades. A gente começa de cima para baixo, e o nosso orçamento vai se exaurindo até chegarmos nas bandas que abrem o dia. É uma parte gostosa de fazer, mas é um trabalho difícil, porque você diz mais ‘não’ do que ‘sim’.”

O alívio e a liberdade com a música nacional

Se trazer gigantes internacionais exige uma negociação árdua, o cenário muda quando o assunto é o line-up nacional. Rafael destacou a presença de nomes potentes e diversos na escalação recente, como Bebé, Grag Queen e Rodrigo Amarante, questionando como funciona esse contraponto aos artistas de fora.

Para Beraldo, o espaço nacional permite que o festival cumpra um de seus papéis mais bonitos: celebrar a música brasileira em seus mais variados estágios e estéticas, sem o peso exclusivo da bilheteria.

Como o Lolla é um festival caro, a maioria compra o ingresso para ver os grandes artistas internacionais que não vêm com tanta frequência. Então, quando chega na parte dos artistas locais, a gente tem um certo alívio, porque não precisamos mais de grandes nomes exclusivamente para vender o ingresso. Isso abre a oportunidade para artistas brasileiros em começo de carreira ou em estágios de consolidação.”

Ele também reforça que o evento faz questão de homenagear o legado da música brasileira, equilibrando a vanguarda com ícones estabelecidos, citando projetos especiais envolvendo nomes como Criolo e a força histórica da Nação Zumbi.

15 Anos de Lollapalooza Brasil e o futuro do festival

Hoje, não é raro ver pais e filhos dividindo o gramado de Interlagos — um fenômeno que Beraldo observa com carinho e responsabilidade, citando a escalação de bandas como o The Killers, que evocam uma nostalgia poderosa ao mesmo tempo em que conversam com o público que as descobriu recentemente.

Até pelo fato de estar fazendo 15 anos, o Lolla dialoga com três a quatro gerações diferentes. Você tem gente de 50 anos e gente de 15. Muitas vezes é o pai levando o filho. Vira um belo programa de família. O risco do Lolla está nas nossas próprias mãos; se a gente perder a mão, temos que fazer muita coisa errada para perder o espaço conquistado.”

Para o curador, o segredo da longevidade do festival é nunca perder de vista a sua essência principal, independentemente das tendências passageiras:

Eu já aprendi lá de trás: a música é a coisa mais importante no Lollapalooza. É um festival para quem gosta de música.”

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Fonte: TMDQA!

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