Notícia

Leandro da Luz Silva, de 36 anos, conhecido com

Por Equipe Editorial CifraNET · 07/04/2026
Leandro da Luz Silva, de 36 anos, conhecido com
Publicidade

Leandro da Luz Silva, de 36 anos, conhecido como "Nike", foi preso na manhã desta segunda-feira (6), em Mongaguá, no litoral paulista. Ele é apontado como integrante da facção PCC (Primeiro Comando da Capital).

De acordo com as investigações da Dise (Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes) de Itanhaém, "Nike" exercia a função de disciplina da organização criminosa na cidade. Ele seria o responsável por conduzir o chamado "tribunal do crime".

A operação foi um desdobramento direto da prisão de Ariane de Pontes Rolim, conhecida como "Pandora". Ela atuava como uma espécie de rainha da disciplina do PCC no litoral sul e no Vale do Ribeira.

Foi a partir do cruzamento de informações extraídas do celular dela, apreendido durante a sua prisão, que os investigadores conseguiram identificar Leandro e sua atuação em Mongaguá.

Com base nos indícios de participação no crime organizado, a Justiça de São Paulo expediu mandados de prisão temporária e de busca e apreensão contra Nike. Durante o cumprimento das diligências, as autoridades apreenderam dois aparelhos celulares na residência.

Veja imagens da prisão de Nike:
https://admin.cnnbrasil.com.br/wp-content/uploads/sites/12/2026/04/WhatsApp-Video-2026-04-06-at-13.44.45.mp4

Saiba quem é Pandora, a rainha da disciplina
Ariane de Pontes Rolim, de 30 anos, a "Pandora" ou "Penélope", foi presa no dia 10 de março em Itanhaém, no litoral de São Paulo.

No momento da prisão, ela apresentava um ferimento no rosto decorrente de uma suposta briga familiar e informou às autoridades estar grávida de três meses.

Ariane De Pontes Rolim, conhecida como "Pandora", é apontada como a responsável pela "Disciplina" do PCC (Primeiro Comando da Capital) - Reprodução
Na hierarquia do PCC, ela é apontada como uma liderança no litoral sul e no Vale do Ribeira, também exercia a função de disciplina.

Entenda a prisão de Pandora do PCC

Essa posição faz com que ela atuasse como uma espécie de "juíza interna" do crime organizado, sendo a principal responsável por monitorar o comportamento dos membros, mediar conflitos, impor regras de conduct e ordenar castigos e punições físicas àqueles que desobedecem às diretrizes da facção.

Durante a sua prisão, os agentes apreenderam um caderno com a contabilidade do tráfico de drogas e o seu aparelho celular.

Saiba a função dela dentro da facção no litoral

A partir das informações do telefone, a Polícia Civil descobriu que Pandora gerenciava um sistema estruturado onde membros da facção lhe enviavam "boletins de ocorrência" internos através de grupos em aplicativos de mensagens.

Durante a ação, investigadores descobriram um sistema estruturado de comunicação que utilizava aplicativos para o envio de "boletins de ocorrência" internos. - CNN
Esses relatórios mantinham a liderança informada sobre disputas por território, fuga de policiais, brigas entre casais e invasões de domicílio. O celular também continha listas dos castigos aplicados.

*Sob supervisão de Carolina Figueiredo

 

Fonte: CNN

Publicidade