"Lagum em Todo Lugar": relembre a trajetória da banda mineira antes da estreia da nova turnê
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A banda Lagum vai dar início neste final de semana à sua nova turnê “Lagum em Todo Lugar”, que celebra 12 anos de carreira e também uma década do disco de estreia, Seja o Que Eu Quiser.
A excursão que promete ser um dos projetos mais ambiciosos da trajetória do grupo estreia neste sábado, 17 de outubro, na Arena Hall, em Belo Horizonte, cidade natal da banda.
Na nova excursão, produzida pela Live Nation, o grupo pretende revisitar diferentes fases de sua carreira, resgatando músicas do primeiro álbum, apresentando novos arranjos e ainda contemplando elementos da série de live sessions do grupo que foram gravadas em cenários emblemáticos do Brasil.
Relembre a trajetória da Lagum antes da estreia da nova turnê
A história do Lagum começou a ganhar forma em 2014 e 2015, quando a banda realizou uma série de shows antes de lançar seu primeiro álbum.
Formado por Pedro Calais (voz), Zani e Jorge (guitarras), Chico Jardim (baixo) e pelo saudoso Breno Braga, o Tio Wilson (bateria), o grupo mineiro lançou Seja o Que Eu Quiser de forma independente em 2016. O disco foi gravado com o dinheiro arrecadado pelas apresentações anteriores e marcou o primeiro passo de uma trajetória que ganharia novos rumos nos anos seguintes.
Inicialmente, o Lagum começou a conquistar espaço com a inclusão de suas músicas em playlists nas plataformas digitais. A virada veio em 2018, quando a banda se uniu à cantora Ana Gabriela, que ganhava destaque na internet com suas versões de outras músicas, para lançar uma releitura de “Deixa”. A parceria ampliou o alcance do grupo e ajudou a consolidá-lo como uma das principais apostas da nova geração do pop brasileiro.
Em 2019, o grupo lançou seu segundo disco de estúdio, Coisas da Geração, pela Sony Music. O trabalho elogiado reúne reflexões sobre os dilemas da juventude e experiências que passaram a fazer parte da vida dos integrantes durante os anos na estrada.
A perda de Tio Wilson e os novos caminhos da banda
Já em 2020, a banda enfrentou um dos momentos mais difíceis de sua história. Em 12 de setembro, durante o intervalo entre dois shows em formato drive-in em Nova Lima, na Grande Belo Horizonte, Tio Wilson passou mal e morreu aos 34 anos, após uma parada cardiorrespiratória.
Meses depois, a Lagum lançou um clipe emocionante para “Ninguém Me Ensinou”, uma das músicas favoritas do baterista. O vídeo reuniu áudios inéditos e imagens de arquivo do músico, transformando a faixa em uma homenagem à sua memória.
A canção também abriu MEMÓRIAS (de onde eu nunca fui), terceiro álbum da banda, que trouxe gravações realizadas ainda com Tio Wilson. O disco marcou outro momento importante para o grupo: sua primeira indicação ao Grammy Latino, na categoria Melhor Álbum de Rock ou de Música Alternativa em Língua Portuguesa.
Da experimentação à independência musical
Em 2022, enquanto trabalhava em seu quarto álbum, o Lagum lançou dois singles em parceria com a dupla ANAVITÓRIA e ampliou seu universo para além dos próprios shows com a criação do festival A Ilha. Apresentado como uma imersão no mundo da banda, o evento reuniu apresentações do grupo e de artistas como Marcelo D2, FBC e Youn, aproximando diferentes nomes da música em uma mesma programação.
No final de 2023, os músicos também lançaram seu primeiro álbum ao vivo, reunindo sucessos da carreira e músicas do trabalho mais recente, revelando desde os momentos mais enérgicos aos mais intimistas dos seus shows.
Já em 2024, a Lagum celebrou uma década de história com uma apresentação especial em Belo Horizonte. Depois de ter lançado uma edição deluxe de Depois do Fim, a banda voltou à casa de shows onde realizou sua primeira apresentação como Lagum e comemorou o marco ao lado dos fãs, reforçando a ligação com a cidade onde tudo começou. No mesmo ano, o grupo ainda fez sua primeira participação no Carnaval de Belo Horizonte, adaptando suas músicas de Pop Rock para ritmos de Axé.
Após a celebração, em 2025 a Lagum iniciou uma nova etapa de sua carreira com o lançamento de As Cores, as Curvas e as Dores do Mundo, seu quinto álbum de estúdio. Depois de explorar um lado mais introspectivo em Depois do Fim (2023), a banda mineira voltou o olhar para o mundo ao redor, apostando em uma narrativa mais esperançosa.
Com dez faixas, o disco passeia por sonoridades que vão do rock ao reggae e conta com a participação da cantora Céu. O trabalho também marcou o retorno do grupo ao lançamento independente, desta vez pelo seu próprio estúdio, A Ilha Records.
Lagum transforma “2026” em celebração e anuncia nova turnê
Neste ano, a banda mineira transformou a música “2026”, lançada há dez anos no disco de estreia, em um símbolo da própria trajetória. O verso “faço planos para agosto de 2026”, que na época expressava os sonhos de quem ainda começava a construir uma carreira, ganhou novo significado com a chegada do mês.
Para comemporar esse momento, a banda desenvolveu uma série de live sessions em cenários emblemáticos do Brasil, incluindo uma gravação na Amazônia, às margens do Rio Negro. A experiência resultou também no lançamento de “Na Calada da Tarde”, single acompanhado de um clipe filmado durante a imersão na região.
Além disso, o grupo, que confessou em entrevista ao TMDQA! que se sentiu pressionado a fazer planos para este ano por conta da música, anunciou a turnê “Lagum em Todo Lugar”, que estreia neste sábado, 17 de outubro, em Belo Horizonte, como falamos acima.
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Fonte: TMDQA!
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