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Júri Henry Borel: delegado aponta "farsa ensaiada" em depoimentos de réus

Por Equipe Editorial CifraNET · 26/05/2026
Júri Henry Borel: delegado aponta "farsa ensaiada" em depoimentos de réus
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O delegado Henrique Damasceno, responsável pela investigação inicial da morte de Henry Borel, afirmou nesta terça-feira (26) que a versão apresentada pelos réus logo após o crime foi uma "farsa ensaiada".

O depoimento ocorreu na abertura do segundo dia de julgamento no II Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, onde o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, e Monique Medeiros são julgados pelo homicídio do menino de 4 anos.

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Contradições e mensagens de celular
Durante sua fala, o delegado destacou divergências entre o depoimento de Monique e as provas técnicas colhidas.

Monique alegou que teria retornado às pressas para casa após um alerta da babá, mas a análise das mensagens indicou que ela permaneceu em um salão de beleza por horas antes de chegar ao apartamento.

Damasceno declarou ainda que testemunhas, incluindo a babá e a avó da criança, teriam sido orientadas por advogados a mentirem em seus depoimentos iniciais na delegacia.

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Henry Borel em comemoração ao seu aniversário de 4 anos, em maio de 2020 - Foto: Arquivo Pessoal

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Henry Borel, de 4 anos, morreu em 8 de março - Reprodução

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Leniel Borel no documentário "Caso Henry Borel, A Marca da Maldade" - Divulgação

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imagem de Henry Borel em ação em uma homenagem ao Dia das Crianças - Divulgação/Leniel Borel

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À esquerda Dr. Jairinho, à direita Monique Medeiros com o filho Henry Borel - Arte/CNN

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Rotina de agressões e laudos periciais
A investigação conduzida pela Polícia Civil apontou que Henry era submetido a uma rotina de agressões e torturas praticadas pelo padrasto.

Em um dos episódios relatados, Jairinho teria trancado o menino em um quarto, sendo que a criança foi ouvida gritando "eu prometo". Depois, a criança teria alegado que "caiu da cama".

O laudo do Instituto Médico-Legal (IML) identificou 23 lesões no corpo da vítima, com causa da morte por hemorragia interna e laceração hepática provocadas por ação contundente.

Segundo o delegado, esses resultados tornam a hipótese de acidente doméstico, sustentada pela defesa, tecnicamente impossível.

Caso Henry Borel: Jairinho destitui defesa no início de júri popular | LIVE CNN

Continuidade do julgamento
O júri deve se estender por um período de sete a dez dias. Além de Damasceno, a programação deste segundo dia prevê as oitivas da delegada Ana Carolina Medeiros e do perito Luiz Carlos Prestes.

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Monique Medeiros chora ao receber liberdade provisória em julgamento da morte de filho - CNN Brasil

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Jairinho, padrasto de Henry Borel, em julgamento sobre morte de criança - CNN Brasil

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Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, em julgamento da morte do próprio filho - CNN Brasil

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Jairinho, padrasto de Henry Borel, em julgamento sobre morte de criança - CNN Brasil

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Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, em julgamento da morte do próprio filho - CNN Brasil

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Na chegada ao Tribunal do Júri, o pai de Henry Borel, Leniel Borel, expressou um misto de gratidão, ansiedade e um forte apelo por justiça. Ele destacou que o julgamento não se trata apenas do nome do seu filho, mas de "o quanto o Brasil está disposto a proteger suas crianças" - Camille Barbosa - CNN Brasil

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Juíza em julgamento de Monique Medeiros e Jairinho sobre morte de Henry Borel - CNN Brasil

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Conselho de Sentença foi definido no início do julgamento de Monique Medeiros e Dr. Jairinho no Rio de Janeiro - CNN

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Cristiano Medina, atua como advogado e assistente de acusação, representando os interesses de Leniel Borel (pai da vítima) - CNN Brasil

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A equipe jurídica busca a absolvição da ré, sustentando a tese de que Monique vivia um relacionamento abusivo com Jairinho e que ele tinha um perfil de vitimar pessoas como ela - CNN Brasil

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Os advogados do ex-vereador negam as agressões e defendem a tese de que a morte foi acidental - CNN Brasil

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Ex-vereador do Rio de Janeiro e ex-médico, Jairo Souza Santos Júnior, era o padrasto da criança e é apontado pelas investigações como o autor das agressões físicas que causaram a morte de Henry. - Reprodução

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Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, esponde pelo crime baseada na omissão relevante, pois, segundo a acusação, tinha conhecimento das torturas sofridas pelo filho e consentiu com a situação. - Jaqueline Frizon/CNN

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Jairinho e Monique respondem por homicídio triplamente qualificado, tortura, coação no curso do processo e fraude processual.

 

Fonte: CNN

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