Giorgian de Arrascaeta foi submetido a uma ciru
Giorgian de Arrascaeta foi submetido a uma cirurgia na clavícula direita nesta quinta-feira (30), e, faltando poucos dias para o início da Copa, o processo de recuperação do meia uruguaio já é tema de análise entre torcedores e especialistas.
Em entrevista à CNN Brasil, o ortopedista João Manoel, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, detalhou as etapas esperadas para o retorno do jogador às atividades.
Tempo de consolidação e variáveis
Segundo João Manoel, o tempo de recuperação da fratura deve ser de aproximadamente seis semanas. "Necessita de seis semanas para a consolidação, podendo variar conforme o desvio da fratura e a progressão", explicou o médico.
Já o fisioterapeuta esportivo Carlos Ramos preferiu não estimar um tempo específico de recuperação de Arrascaeta. Para ele, é preciso levar em consideração componentes físico, psicológico e contextual, importantes nesse tipo de lesão.
"Minha leitura clínica vai além do tempo biológico de cicatrização. Do ponto de vista estrutural, a fixação com placa e parafusos tende a dar estabilidade e permitir uma progressão mais rápida. Porém, o retorno ao futebol não depende apenas da consolidação óssea. Envolve recuperar mobilidade plena do ombro, força para suportar contato e, principalmente, confiança para cair, disputar e proteger o corpo em situações de jogo."
Possibilidade de disputar a Copa
Apesar da lesão, João Manoel demonstrou otimismo quanto à participação de Arrascaeta no torneio. De acordo com o ortopedista, com o processo de reabilitação conduzido pelo Flamengo e pela seleção uruguaia, o jogador tem chances de estar presente ainda no início da competição.
"Acredito que, dentro da reabilitação que ele vai ser submetido lá no Flamengo e com a seleção uruguaia, ele consiga participar ainda da primeira fase de grupos da Copa do Mundo", afirmou.
Já Carlos Ramos também vê o craque fazendo parte do time celeste, mas faz alerta com relação ao condicionamento que ele pode apresentar no Mundial.
"Ele pode até estar disponível próximo da competição, mas dificilmente em condição ideal logo no início. A tendência é que o retorno aconteça de forma gradual, com controle de minutos e adaptação ao contato, conforme ganhe segurança física e emocional ao longo do torneio."
Retorno e cuidados pós-operatórios
João Manoel também esclareceu que o retorno de Arrascaeta às atividades deverá ser gradual. O médico indicou que o jogador precisará recuperar o equilíbrio esportivo e o gesto explosivo antes de voltar a atuar.
"Ele vai ter que voltar aos poucos, a partir do momento que ele já estiver com equilíbrio e com gesto explosivo recuperado", disse.
Além disso, o especialista apontou que o uso de tipoia após as primeiras seis semanas não oferece proteção adicional, tornando-se desnecessário na fase posterior da recuperação.
Ainda sobre o processo pós-cirúrgico, o fisioterapeuta esportivo Carlos Ramos alerta para possível insegurança como inimiga do camisa 10 do Flamengo, no aspecto psicológico.
"O atleta passa por um momento de pressão elevada, especialmente por se tratar de uma Copa do Mundo. A insegurança em relação ao primeiro contato, o medo de nova queda e a própria dor residual podem influenciar diretamente na performance e no timing de retorno. Além disso, fatores externos como expectativa da comissão técnica, necessidade da equipe e importância do jogador no sistema de jogo acabam acelerando ou freando decisões", concluiu.
CBF aprova contas de 2025 com prejuízo de mais de R$ 180 milhões
Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.
Fonte: CNN