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Foram recuperados nesta quarta-feira (29) os 40

Por Equipe Editorial CifraNET · 29/04/2026
Foram recuperados nesta quarta-feira (29) os 40
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Foram recuperados nesta quarta-feira (29) os 40 mil livros do acervo da Biblioteca Municipal de Osasco que, anteriormente, haviam sido descartados. Os exemplares encontram-se armazenados no almoxarifado da Central de Educação da cidade.

Um instituto especializado foi contratado pela Prefeitura de Osasco para fazer uma avaliação técnica, para assim seguir a possível recuperação e preservação dos exemplares.

Em um vídeo, é possível ver os exemplares armazenados em grandes sacos plásticos, alguns armazenados de forma indevida:

https://admin.cnnbrasil.com.br/wp-content/uploads/sites/12/2026/04/WhatsApp-Video-2026-04-29-at-16.57.12-1.mp4

Contudo, ainda não se sabe quem e por que os livros foram descartados.

Em pronunciamento oficial nas redes sociais, o prefeito de Osasco, Gerson Pessoa, afirma que determinou a abertura de uma sindicância para investigar quem são os responsáveis pelo descarte indevido.

O MPSP (Ministério Público de São Paulo) informou em nota oficial que instaurou um inquérito de lesão ao patrimônio público e cultural em decorrência do acontecimento.

O inquérito investiga a possível perda irreparável de bens culturais, documentos históricos e obras de valor coletivo, além de possível dano moral à sociedade.

A nota ainda comunica que requisitou à prefeitura o acesso ao procedimento administrativo, expediente interno ou ato formal que justifique o descarte do acervo.

Além disso, solicitaram cópias de laudos técnicos, pareceres sanitários, avaliações microbiológicas, relatórios biblioteconômicos e estudos de conservação que fundamentam a assegurada contaminação por fungos e suposta impossibilidade de recuperação das obras.

Identificação de agentes públicos, comissões ou órgãos responsáveis pela autorização, execução e supervisão do descarte foram exigidas.

O MPSP apurou que a Biblioteca Monteiro Lobato estava fechada desde 2020, com justificativa de reforma.

O Coletivo JuntOz, que acionou o MP no caso, é um mandato coletivo que atua na Câmara Municipal de Osasco. O grupo é vinculado ao Partido dos Trabalhadores (PT) e ao Movimento Revide, sendo representado oficialmente na cadeira de vereador por Heber Farias.

 

Fonte: CNN

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