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Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cai

Por Equipe Editorial CifraNET · 29/04/2026
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cai
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Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar fechou a sessão desta quarta-feira (29) em alta de 0,40%, cotado a R$ 5,0014. Na máxima do dia, a moeda americana chegou a R$ 5,0129. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, encerrou em queda de 2,05%, aos 184.750 pontos.
O impasse nas negociações de paz entre os Estados Unidos e o Irã mantiveram o Oriente Médio no centro das atenções, em meio a incertezas sobre eventuais impactos na oferta de petróleo e na economia global. As decisões de juros no Brasil e nos EUA também ficam no radar.
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? Pela manhã, o presidente americano, Donald Trump, voltou a ameaçar o Irã. Em uma publicação nas suas redes sociais, o republicano compartilhou uma montagem em que aparece segurando um fuzil, com explosões ao fundo, com a mensagem "chega de bancar o bonzinho".
"O Irã não consegue se organizar. Eles não sabem como assinar um acordo que não seja nuclear. É melhor ficarem espertos logo!", afirmou Trump.
Segundo a mídia internacional, o presidente dos EUA está insatisfeito com a proposta do Irã para encerrar a guerra. A expectativa é que o governo americano dê uma resposta ainda nos próximos dias.
? Já o Irã afirmou que só permitirá novamente a passagem de navios comerciais pelo Estreito de Ormuz após o fim definitivo da guerra com Estados Unidos e Israel. A retomada do trânsito dependerá ainda do cumprimento de protocolos de segurança definidos por Teerã.
A escalada das tensões entre os dois países, somada à saída dos Emirados Árabes Unidos da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e da Opep+, que reúne aliados do grupo, voltaram a pressionar os preços do petróleo no mercado internacional.
Perto das 17h20, o barril do Brent, referência internacional, marcava alta de 7,51% segundo dados da Bloomberg, cotado a US$ 119,62. Mais cedo, chegou a bater US$ 120,22 - maior patamar desde 2002. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos Estados Unidos, avançava 8,15% no mesmo horário, a US$ 108,07.
? No noticiário econômico, as decisões de juros dos bancos centrais dos EUA e do Brasil ganhavam destaque. No Brasil, a expectativa é que o Banco Central mantenha o ciclo de aperto monetário e reduza a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,5%.
Já no caso americano, o Federal Reserve (Fed, o banco central do país) decidiu manter as taas de juros na faixa de 3,50% e 3,75%. Essa foi a última decisão do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) com Jerome Powell à frente da instituição - o banqueiro central deixará o cargo em 15 de maio, após oito anos no comando e em meio a atritos com Trump.
? Ainda na agenda nacional, o Ministério do Trabalho divulgou nesta quarta-feira (29) a criação de mais de 228 mil empregos com carteira assinada em março. O resultado é quase três vezes maior que o saldo registrado em março do ano passado, quando foram registrados 79.994 empregos, e o segundo melhor desempenho para o mês na série histórica, iniciada em 2020.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
Dólar

a
Acumulado da semana: +0,07%;
Acumulado do mês: -3,42%;
Acumulado do ano: -8,88%.
Ibovespa

Acumulado da semana: -3,14%;
Acumulado do mês: -1,45%;
Acumulado do ano: +14,66%.
Guerra no Oriente Médio
O presidente Donald Trump voltou a ameaçar o Irã publicamente, demonstrando insatisfação com as propostas apresentadas nas negociações e indicando a possibilidade de novos ataques militares.
As conversas para encerrar o conflito seguem travadas, sem avanço concreto. Ao mesmo tempo, os EUA avaliam diferentes estratégias, incluindo declarar vitória e reduzir sua presença militar na região.
Do lado iraniano, o país afirma que a guerra não acabou e que responderá com mais intensidade caso seja atacado novamente. Durante o cessar-fogo, Teerã tem aproveitado para reorganizar sua capacidade militar, incluindo a recuperação de equipamentos e a produção de drones.
Outro ponto central da crise é o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo. O Irã mantém restrições à passagem de navios e condiciona a reabertura total ao fim definitivo da guerra e a garantias de segurança.
A passagem permanece, na prática, fechada, o que impede que petroleiros sigam viagem até seus destinos.
? A interrupção já dura semanas e ocorre mesmo após um cessar-fogo frágil no conflito regional, mantendo investidores em alerta.
Decisões de juros
Copom
O mercado financeiro espera que o Banco Central do Brasil realize um novo corte na taxa básica de juros nesta quarta-feira (29), durante reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).
A projeção majoritária é de redução de 0,25 ponto percentual, levando a Selic de 14,75% para 14,5% ao ano - o que marcaria o segundo corte consecutivo.
A decisão ocorre em um cenário mais delicado. A guerra no Oriente Médio tem pressionado a inflação global, principalmente por meio da alta do petróleo, que já impacta os preços dos combustíveis no Brasil.
Esse contexto faz com que parte dos analistas defenda mais cautela ou até uma pausa no ciclo de queda dos juros.
O Banco Central, no entanto, toma suas decisões com base nas projeções futuras de inflação. Com a meta contínua fixada em 3% (com tolerância entre 1,5% e 4,5%), a autoridade monetária avalia se há espaço para estimular a economia sem perder o controle dos preços.
Hoje, o mercado projeta inflação de cerca de 4% para o próximo ano, acima do centro da meta.
Fed
O Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, manteve a taxa de juros do país inalterada na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano - menor nível desde setembro de 2022. A decisão, anunciada nesta quarta-feira (29), veio em linha com a expectativa do mercado financeiro.
Foi a terceira reunião consecutiva em que o banco central dos EUA manteve a taxa no mesmo nível. Esta também é a última decisão com Jerome Powell na presidência da instituição. Ele deixará o cargo em 15 de maio, após oito anos no comando e em meio a atritos com Donald Trump.
? A política de juros nos EUA tem reflexos no Brasil. Com as taxas em nível historicamente elevado, cresce a pressão para que a Selic, taxa básica de juros brasileira, permaneça em patamar alto por mais tempo, além de gerar efeitos sobre o câmbio.
A gestão de Powell foi marcada por choques relevantes, como a pandemia, a guerra entre Rússia e Ucrânia, além das tensões mais recentes no Oriente Médio, que mantiveram a inflação sob pressão.
Nesse cenário, o Fed alternou ciclos de alta e queda de juros para tentar equilibrar controle de preços e atividade econômica.
Nos últimos anos, Powell também enfrentou forte pressão política de Donald Trump, que criticou duramente a condução da política monetária e cobrou cortes mais rápidos nos juros.
As críticas vieram acompanhadas de ataques públicos e até de uma investigação sobre gastos do Fed, que acabou sendo encerrada sem acusações.
Com a saída de Powell, cresce a expectativa sobre a possível mudança de direção na política monetária americana, especialmente com a indicação de um novo presidente alinhado ao governo, Kevin Warsh.
Mercados globais
Os mercados globais tiveram um dia misto nesta quarta-feira, com desempenho positivo na Ásia e majoritariamente negativo nos Estados Unidos e na Europa, refletindo tanto fatores internos quanto o aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio.
Em Wall Street, os principais índices fecharam sem direção única. Enquanto o Dow Jones recuou 0,57% e o S&P 500 caiu 0,04%, o Nasdaq teve ganhos de 0,04%.
Já na Europa, os índices encerraram a sessão no nível mais baixo em três semanas, em meio a balanços corporativos mistos, preocupações sobre os efeitos econômicos da guerra no Irã e cautela antes da decisão de juros do Fed.
O índice pan-europeu STOXX 600 fechou em queda de 0,60%. Entre os principais mercados da região, o FTSE 100, de Londres, recuou 1,16%, enquanto o DAX, de Frankfurt, caiu 0,27% e o CAC-40, de Paris, perdeu 0,39%.
Na Ásia, as bolsas fecharam majoritariamente em alta, puxadas por setores ligados a tecnologia e transição energética. Em Xangai, o índice SSEC subiu 0,71%, aos 4.107 pontos, enquanto o CSI300 avançou 1,10%, aos 4.810 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng teve alta de 1,68%, aos 26.111 pontos.
Em Seul, o Kospi subiu 0,75%, aos 6.690 pontos. Já Taiwan registrou queda de 0,55%, aos 39.303 pontos, e Singapura também caiu 0,55%, aos 4.860 pontos. Em Sydney, o S&P/ASX 200 recuou 0,27%, aos 8.687 pontos, enquanto o mercado de Tóquio permaneceu fechado.
O desempenho positivo na China foi impulsionado principalmente por ações de terras raras, baterias e energia limpa, com ganhos expressivos após resultados fortes de empresas do setor.
Ainda assim, investidores mostraram cautela após o Politburo do Partido Comunista Chinês sinalizar continuidade das políticas atuais, sem novos estímulos imediatos.
Dólar
Heloise Hamada/G1

 

Fonte: G1

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