Douglas Schwartzmann e Mara Casares, ex-diretor
Douglas Schwartzmann e Mara Casares, ex-diretores do São Paulo envolvidos no escândalo dos camarotes, foram expulsos do quadro associativo. O parecer foi aprovado nesta quinta-feira (9), em uma reunião do Conselho Deliberativo.
Schwartzmann recebeu 223 votos contrários, e Mara, 223. A votação online começou ontem, às 22h, e se encerrou às 17h de hoje. A informação publicada pelo UOL e confirmada pela CNN.
A dupla terá que ressarcir o clube pelos prejuízos causados pela comercialização de espaços nos camarotes do Morumbis em dias de shows. Schwartzmann era conselheiro, e perdeu seu mandato. Agora, ele fica inelegível por 10 anos. Mara havia pedido o afastamento.
Expulsão foi recomendação da Comissão de Ética
O comitê havia indicado que os dois fossem punidos com pena máxima. A punição poderia variar entre suspensão superior a 200 dias ou eliminação.
Ex-superintendente também foi expulso
O ex-CEO e ex-superintendente do São Paulo, Márcio Carlomagno, também foi expulso do clube na última segunda-feira (6).
Segundo a denúncia, o dirigente sabia das irregularidades e não atuou para impedi-las. José Eduardo Vuolo, Danilo Pavanello e Natanael Cabral, três dos cinco membros da comissão que analisou a pauta, votaram pela expulsão do dirigente.
Entenda o caso
Em dezembro do ano passado, um audio revelou um suposto esquema de comercialização irregular de camarotes do Morumbis em dias de shows.
Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão. Entre os alvos estão Mara Casares, ex-esposa do ex-presidente Julio Casares, e Douglas Schwartzmann, diretor adjunto de futebol de base do São Paulo.
Rita Adriana, que seria a responsável por explorar comercialmente um camaorte durante o show da cantora Shakira, em fevereiro de 2025, segundo a investigação policial, também está entre os alvos da operação desta quarta.
O promotor ainda disse que, no âmbito de shows, o Morumbis foi transformado em uma gigantesca máquina de caça-níqueis, que favoreceram pessoas e não o clube, que é vítima no caso.
Fonte: CNN