Colin Farrell revela os filmes ruins dos anos 1980 que marcaram sua infância na Irlanda
Para muitos, o cinema é uma parte fundamental da infância, uma porta de entrada para o mundo da imaginação e da narrativa antes mesmo de aprender a ler. Foi exatamente assim que Colin Farrell, ator irlandês de renome internacional, viveu sua relação com os filmes durante sua juventude nos anos 1980. Em entrevista ao Collider, Farrell compartilhou não apenas as obras-primas que o influenciaram, mas também os filmes de qualidade duvidosa que fizeram parte de sua formação cinematográfica.
Farrell cresceu em um período em que Hollywood consolidava o fenômeno dos blockbusters, com estrelas musculosas dominando as telas e Steven Spielberg reinando absoluto como um dos maiores diretores da história. Entre as primeiras experiências cinematográficas que marcaram o ator estão "ET - O Extraterrestre" e "Rocky", filmes que o emocionaram profundamente ainda criança. Ele lembra com carinho de ter assistido "ET" aos sete ou oito anos em um cinema, um momento que o transportou para um universo totalmente novo e o fez chorar como uma criança daquela idade.
Lançado em 1982, "ET" não apenas transformou a carreira de Spielberg, que já era conhecido por sucessos como "Tubarão" e "Indiana Jones", mas também se tornou o filme de maior bilheteria da época, um recorde que durou 11 anos até ser superado por "Jurassic Park", outro clássico do mesmo diretor. A história tocante de Elliot e seu amigo alienígena é até hoje considerada um marco do cinema de ficção científica, influenciando gerações e moldando o imaginário popular.
No entanto, nem todas as memórias cinematográficas de Farrell foram tão nobres. Ele recorda que seu pai tinha uma loja de doces com uma locadora de vídeos no andar superior, onde ele teve contato com títulos que não primavam pela qualidade. Filmes como "Zombie Flesh Eaters", "American Ninja", "Coming Home" e praticamente toda a filmografia de Arnold Schwarzenegger, incluindo "Red Heat" com James Belushi, faziam parte do cardápio que o jovem Colin consumia regularmente. Ele descreve esses filmes como "todo tipo de coisa ruim", revelando que, apesar da qualidade duvidosa, esses longas também contribuíram para sua paixão pelo cinema.
Foi justamente essa paixão despertada por "ET" que levou Farrell a decidir que queria ser ator. Embora tenha levado até os 23 anos para estrear em seu primeiro filme, "The War Zone" (1999), sua carreira rapidamente decolou. Pouco tempo depois, ele se tornou um dos talentos mais promissores de Hollywood, participando de grandes franquias como o reboot de "The Batman" e o spin-off de "Harry Potter", "Animais Fantásticos e Onde Habitam".
O ponto alto da realização de seus sonhos aconteceu em 2001, quando Steven Spielberg o escalou para atuar ao lado de Tom Cruise em "Minority Report", um thriller futurista que explora a ideia de prender criminosos antes que cometam crimes. O filme foi um sucesso de público e crítica, e Farrell recebeu elogios significativos por sua atuação, consolidando sua posição como um ator versátil e respeitado no cenário internacional.
Assim, a trajetória de Colin Farrell mostra como uma infância repleta de filmes, bons e ruins, pode moldar a paixão e a carreira de um artista. Enquanto "ET" o inspirou a sonhar alto, os filmes menos memoráveis que assistiu também fizeram parte do mosaico que o levou a se tornar uma estrela de Hollywood.